{"id":5006,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5006"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"bento-xvi-em-ferias-de-silencio-e-reflexao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/bento-xvi-em-ferias-de-silencio-e-reflexao\/","title":{"rendered":"Bento XVI em f\u00e9rias de sil\u00eancio e reflex\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Bento XVI explicou no domingo que as f\u00e9rias s\u00e3o indispens\u00e1veis para fazer face ao frenesim do mundo contempor\u00e2neo, de modo a permitir restaurar as for\u00e7as do corpo e da mente.<\/p>\n<p>\u201cNo mundo em que vivemos, torna-se quase uma necessidade poder retemperar o corpo e o esp\u00edrito, especialmente para quem habita na cidade, onde as condi\u00e7\u00f5es de vida, muitas vezes fren\u00e9ticas, deixam pouco espa\u00e7o ao sil\u00eancio, \u00e0 reflex\u00e3o e ao contacto relaxante com a natureza\u201d, disse na primeira ora\u00e7\u00e3o do Angelus, enquanto Papa, recitada nos Alpes italianos.<\/p>\n<p>O Papa dirigia-se a cerca de 8 mil peregrinos reunidos perto do seu local de f\u00e9rias, na localidade de Combes de Introd, onde chegou no passado dia 11 de Julho.<\/p>\n<p>\u201cAs f\u00e9rias s\u00e3o, al\u00e9m disso, dias nos quais se pode dedicar mais tempo \u00e0 ora\u00e7\u00e3o, \u00e0 leitura e \u00e0 medita\u00e7\u00e3o sobre o significado profundo da vida, no contexto sereno da pr\u00f3pria fam\u00edlia e dos mais pr\u00f3ximos\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>As primeiras palavras de Bento XVI, aos p\u00e9s do Mont Blanc, foram a recorda\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Paulo II, o seu \u201cquerido predecessor\u201d, que durante v\u00e1rios anos passou f\u00e9rias no mesmo local. Esta lembran\u00e7a do Papa polaco foi sublinhada com aplausos pelos peregrinos.<\/p>\n<p>O Papa sublinhou que o tempo de f\u00e9rias oferece ainda a oportunidade de gozar os \u201cespect\u00e1culos da natureza\u201d, que considerou \u201cum livro maravilhoso, tanto para os mais velhos do que para crian\u00e7as\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEm contacto com a natureza a pessoa reencontra a sua justa dimens\u00e3o, descobre-se criatura, mas ao mesmo tempo, \u00fanica, capaz de Deus porque interiormente aberta ao infinito. Impelida pelo pedido de sentido que urge no cora\u00e7\u00e3o, ela percebe no mundo que a circunda a chancela da bondade e da provid\u00eancia divina e quase naturalmente abre-se ao louvor e \u00e1 ora\u00e7\u00e3o\u201d, indicou. Bento XVI n\u00e3o esqueceu, por outro lado, as pr\u00f3ximas Jornadas Mundiais da Juventude, na Alemanha, dirigindo-se em especial aos jovens: \u201cVemo-nos todos em Col\u00f3nia\u201d.<\/p>\n<p>Este primeiro encontro p\u00fablico de Bento XVI com a popula\u00e7\u00e3o do Vale de Aosta que mostrou ao Papa uma grande simpatia com o seu caloroso acolhimento, foi uma ocasi\u00e3o para um agradecimento \u00e0 Igreja local, representada pelo bispo D. Jos\u00e9 Anfossi.<\/p>\n<p>Em conclus\u00e3o, Bento XVI dirigiu uma ora\u00e7\u00e3o a Maria para que ensine ao homem de hoje \u201co segredo do sil\u00eancio que se torna louvor, do recolhimento que disp\u00f5e \u00e1 medita\u00e7\u00e3o, do amor pela natureza que floresce em agradecimento a Deus\u201d.<\/p>\n<p>Ecclesia<\/p>\n<p>De f\u00e9rias&#8230; a trabalhar<\/p>\n<p>Ap\u00f3s os primeiros meses de \u201cexigente servi\u00e7o pastoral\u201d, o Papa agradeceu a Deus a pausa de Ver\u00e3o, que est\u00e1 a ser aproveitada, segundo os relatos dos seus mais pr\u00f3ximos colaboradores, para a escrita, longas caminhadas e um pouco de m\u00fasica, ao piano. Estes dias servem, igualmente para estudar e preparar alguns documentos &#8211; segundo o cardeal Tarcisio Bertone, Arcebispo de G\u00e9nova que o visitou h\u00e1 alguns dias, Bento XVI est\u00e1 a redigir o seu primeiro livro como Papa.<\/p>\n<p>\u201cO Papa fecha-se no seu quarto e escreve at\u00e9 \u00e0 hora de almo\u00e7ar. \u00c0 tarde faz longas caminhadas nas redondezas da casa\u201d, revelou Navarro-Valls, porta-voz do Vaticano que acompanha as f\u00e9rias de Bento XVI.<\/p>\n<p>Nos dias de f\u00e9rias j\u00e1 passados, o Papa saiu do chal\u00e9 onde se aloja para dar alguns passeios pelos caminhos do monte Pileo, a 1644 metros de altitude, onde chega de autom\u00f3vel por estradas secund\u00e1rias. Deste modo evitou ser visto por fi\u00e9is, curiosos, fot\u00f3grafos e jornalistas, ao contr\u00e1rio do seu antecessor, Jo\u00e3o Paulo II, que costumava passar entre turistas e habitantes da aldeia, que iam \u00e0 regi\u00e3o para saud\u00e1-lo.<\/p>\n<p>No domingo, contudo, ap\u00f3s a recita\u00e7\u00e3o do Angelus, o Papa passou v\u00e1rios minutos a saudar dezenas dos peregrinos presentes, deoius de ter manifestado, na sua alocu\u00e7\u00e3o, proximidade para com os doentes, os que sofrem e com os oper\u00e1rios das empresas do Vale de Aosta, que atravessam uma grave crise. Posteriormente, de surpresa, visitou durante a tarde o pequeno museu de Les Combes, dedicado a Jo\u00e3o Paulo II, que foi inaugurado em 1996.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bento XVI explicou no domingo que as f\u00e9rias s\u00e3o indispens\u00e1veis para fazer face ao frenesim do mundo contempor\u00e2neo, de modo a permitir restaurar as for\u00e7as do corpo e da mente. \u201cNo mundo em que vivemos, torna-se quase uma necessidade poder retemperar o corpo e o esp\u00edrito, especialmente para quem habita na cidade, onde as condi\u00e7\u00f5es [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[44],"tags":[],"class_list":["post-5006","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-igreja"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5006","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5006"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5006\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5006"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5006"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5006"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}