{"id":5056,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5056"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"o-melhor-alimento-e-para-nos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-melhor-alimento-e-para-nos\/","title":{"rendered":"O melhor alimento \u00e9 para n\u00f3s"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 luz da palavra &#8211; XVIII Domingo do Tempo Comum \u2013 A  <!--more--> A liturgia deste domingo garante-nos que Deus tem para n\u00f3s o melhor alimento, que, gratuitamente, reparte com todos os que O procuram. Esse alimento \u00e9 o seu pr\u00f3prio Filho, Jesus Cristo, que se nos oferece na Eucaristia. Participantes desta mesa somos convidados a ser t\u00e3o generosos, quanto Ele, face ao nosso semelhante.<\/p>\n<p>Na primeira leitura, o Senhor diz-nos que n\u00e3o \u00e9 preciso ser rico para saciar a nossa fome e sede e desafia-nos a comprar, \u201csem dinheiro e sem despesa, vinho e leite\u201d. Trabalhamos, exaustivamente, para arranjar muito dinheiro, e gastamo-lo naquilo que n\u00e3o alimenta, nem sacia, afirma o profeta. Compreendemos que a simbologia da comida e da bebida nos lan\u00e7a um repto a que fortale\u00e7amos a nossa rela\u00e7\u00e3o com Deus, que se nos oferece de modo t\u00e3o gratuito e generoso. <\/p>\n<p>No evangelho, Mateus narra uma das multiplica\u00e7\u00f5es dos cinco p\u00e3es e dos dois peixes, para dar de comer a uma multid\u00e3o faminta, que h\u00e1 dias ia seguindo os ensinamentos de Jesus. E foi tal a abund\u00e2ncia, que ainda encheram doze cestos com as sobras. \u00c9 evidente que esta narrativa nos transp\u00f5e, em primeiro lugar, para um outro banquete, o da Eucaristia, onde Jesus Cristo \u00e9 o alimento por excel\u00eancia, e onde todos podemos comer at\u00e9 ficar sacia-dos, sem gastar dinheiro. Basta para tanto estarmos espiritualmente preparados. Mas, os que se alimentam do Corpo do Senhor e da sua Palavra, h\u00e3o-de estar tamb\u00e9m, habitualmente, predispostos a \u201cdar de comer\u201d aos est\u00f4magos vazios, partilhando com estes as suas vidas e os seus bens. No texto, \u00e9 o pr\u00f3prio Jesus que ordena aos seus disc\u00edpulos: \u201cdai-lhes v\u00f3s de comer\u201d. Todos sabemos que, no globo, h\u00e1 lugar para todos e que a natureza produz alimento para saciar todas as fomes f\u00edsicas. Contudo, por um lado, h\u00e1 uma injusta distribui\u00e7\u00e3o de bens e, por outro, uma explora\u00e7\u00e3o dos mais pobres e fracos, por parte dos mais ricos e fortes, acrescidas do esbanjamento de muitos produtos, que deveriam ser distribu\u00eddos pelos que precisam. <\/p>\n<p>Na segunda leitura, Paulo exorta-nos a estabelecermos uma alian\u00e7a de amor e de fidelidade com Jesus Cristo. Se assim fizer-mos, nada nem ningu\u00e9m nos poder\u00e1 separar do amor de Cristo. E \u00e9, precisamente, este amor que conduz o crist\u00e3o e a crist\u00e3 a n\u00e3o se apegar, nem ao dinheiro, nem ao prest\u00edgio, nem ao comodismo, e a vencer toda e qualquer resist\u00eancia, como a dor, o sofrimento, a persegui\u00e7\u00e3o, o medo, de modo a comprometer-se no servi\u00e7o dos mais desfavorecidos, partilhando com eles o que \u00e9 e tem, sempre confiante na magnanimidade de Deus, que a todos sacia generosamente.<\/p>\n<p>A multiplica\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es e dos dois peixes para alimentar a multid\u00e3o faminta, da qual sobraram doze cestos, significa a plenitude dos dons de Deus e \u00e9 um s\u00e9rio convite a sermos t\u00e3o generosos quanto Ele, dando de \u201ccomer\u201d a todos os nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s. A mesa da Eucaristia h\u00e1-de levar-nos, naturalmente, a partilhar, com os mais carenciados, o p\u00e3o quotidiano da nossa subsist\u00eancia. <\/p>\n<p>Domingo do XVIII: Is 55,1-3; Sl 145 (144); Rm 8,35.37-39; Mt 14,13-21<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 luz da palavra &#8211; XVIII Domingo do Tempo Comum \u2013 A<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-5056","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5056","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5056"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5056\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5056"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5056"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5056"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}