{"id":5059,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5059"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"bruxaria-e-feiticaria-matam-criancas-em-africa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/bruxaria-e-feiticaria-matam-criancas-em-africa\/","title":{"rendered":"Bruxaria e feiti\u00e7aria matam crian\u00e7as em \u00c1frica"},"content":{"rendered":"<p>Muitas crian\u00e7as continuam a ser abandonadas e a morrer por nascerem de um modo diferente do que \u00e9 tradicional. V\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es trabalham para poupar as crian\u00e7as a este destino e dar-lhes um futuro.<\/p>\n<p>A menos que um beb\u00e9 nas\u00e7a com a cabe\u00e7a primeiro e a face virada para cima, muitas comunidades no norte do Benin acreditam que esta crian\u00e7a \u00e9 uma bruxa ou um feiticeiro. A tradi\u00e7\u00e3o manda que esta crian\u00e7a seja morta, \u00e0s vezes esmagando a sua cabe\u00e7a contra uma \u00e1rvore.<\/p>\n<p>Aos olhos dos povos Baatonou, Boko e Peul, uma crian\u00e7a cujo nascimento ou desenvolvimento inicial se desvie das normas aceites est\u00e1 amaldi\u00e7oada e tem que ser destru\u00edda. Se os pais tiverem compaix\u00e3o limitam-se a abandonar a crian\u00e7a no bosque, onde acaba por morrer ou \u00e9 recolhida por uma alma caridosa.<\/p>\n<p>\u201cOs agricultores que v\u00e3o para os seus campos ou as mulheres a cami-nho do mercado recolhem beb\u00e9s abandonados e trazem-nos at\u00e9 n\u00f3s\u201d, disse Alexis Agbo, do Centro de Recep\u00e7\u00e3o e Protec\u00e7\u00e3o da Crian\u00e7a (CRPC).<\/p>\n<p>Mas se os pais de um beb\u00e9 \u201cmal nascido\u201d obedecem \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o entregam-no a uma pessoa designada que vai, seguindo a tradi\u00e7\u00e3o, matar a crian\u00e7a.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 preciso muito para que um rec\u00e9m-nascido seja condenado \u00e0 morte. Basta que n\u00e3o nas\u00e7a de cabe\u00e7a, ou que a cara esteja virada para o ch\u00e3o. Se a m\u00e3e morre durante o parto, n\u00e3o nasce o primeiro dente antes dos oito meses, ou nasce, mas no maxilar superior, \u00e9 igualmente condenado.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um acto horr\u00edvel que derrama o sangue de rec\u00e9m-nascidos em nome da tradi\u00e7\u00e3o\u201d, disse Boni Goura, uma antrop\u00f3loga social e membro do grupo \u00e9tnico Baatonou, que jun-tou activistas dos direitos das crian\u00e7as numa tentativa de abolir o infantic\u00eddio no norte do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Patrick Sabi Sica, padre cat\u00f3lico, igualmente do grupo \u00e9tnico Baatonou, est\u00e1 tamb\u00e9m na primeira fila da luta contra o infantic\u00eddio. Criou um grupo de apoio chamado Esperan\u00e7a e Luta contra o Infantic\u00eddio em Benin (ELIB). Este faz campanha para abolir a pr\u00e1tica de dar morte aos beb\u00e9s que nascem de modo menos convencional, ajudando a cuidar as crian\u00e7as que s\u00e3o abandonadas.<\/p>\n<p>O Grupo ELIB actualmente cuida de 30 crian\u00e7as abandonadas pelos pais, e j\u00e1 organizou a adop\u00e7\u00e3o de outras tantas. Patrick acredita que facilitar cuidados m\u00e9dicos apropriados \u00e0s mulheres que d\u00e3o \u00e0 luz \u00e9 parte da solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>D\u00e1 o exemplo da constru\u00e7\u00e3o de uma cl\u00ednica maternal na aldeia vizinha h\u00e1 j\u00e1 dois anos. Mais de 300 crian\u00e7as, que nasceram num modo considerado diferente, foram poupadas. A sua integra\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil e a melhor solu\u00e7\u00e3o aprece ser a adop\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia Ecclesia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muitas crian\u00e7as continuam a ser abandonadas e a morrer por nascerem de um modo diferente do que \u00e9 tradicional. 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