{"id":5100,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5100"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"temos-missao-de-profeta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/temos-missao-de-profeta\/","title":{"rendered":"Temos miss\u00e3o de profeta"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XXIII Domingo do Tempo Comum &#8211; A <!--more--> A liturgia deste domingo desafia-nos ao amor com todas as suas implica\u00e7\u00f5es. Afirma, claramente, que ningu\u00e9m pode ficar indiferente diante daquilo que amea\u00e7a a vida e a felicidade de um irm\u00e3o e irm\u00e3 e que todos somos respons\u00e1veis uns pelos outros. <\/p>\n<p>A primeira leitura fala-nos do profeta como uma \u201csentinela\u201d, que Deus colocou a vigiar a cidade dos humanos. Est\u00e1 atento aos projectos de Deus e \u00e0 realidade do mundo e apercebe-se daquilo que est\u00e1 a subverter os planos de Deus e a impedir a felicidade das pessoas e alerta, ent\u00e3o, a comunidade para os perigos que a amea\u00e7am. O profeta\/sentinela \u00e9 um sinal vivo do amor de Deus pelo seu Povo. \u00c9 Ele que o chama, o envia em miss\u00e3o e lhe d\u00e1 a coragem de testemunhar, que o apoia nos momentos de decep\u00e7\u00e3o e de solid\u00e3o\u2026 O profeta\/sentinela \u00e9 a prova de que, cada dia, Deus continua a oferecer ao seu Povo caminhos de salva\u00e7\u00e3o e de vida. Demonstra que Deus n\u00e3o quer a morte do pecador, mas que se converta e viva. Pelo baptismo, todos fomos constitu\u00eddos profetas. Recebemos de Deus a miss\u00e3o de dizer aos nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s que alguns valores que a sociedade actual cultiva e endeusa s\u00e3o respons\u00e1veis por muitos dos dramas que a afligem. Temos consci\u00eancia da nossa miss\u00e3o prof\u00e9tica, a qual nos compromete \u00e0 den\u00fancia do que est\u00e1 errado no mundo e na vida dos seres humanos?<\/p>\n<p>Na segunda leitura, Paulo convida os crist\u00e3os de Roma, e tamb\u00e9m a n\u00f3s, a colocar no centro da sua exist\u00eancia o mandamento do amor. Trata-se de uma \u201cd\u00edvida\u201d de amor que temos para com todos os nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s, e que nunca est\u00e1 totalmente paga. As nossas comunidades crist\u00e3s, a exemplo da primitiva comunidade crist\u00e3 de Jerusal\u00e9m, h\u00e3o-de ser comunidades fraternas de amor. Os que est\u00e3o de fora h\u00e3o-de olhar para n\u00f3s e dizer: \u201celes s\u00e3o diferentes, s\u00e3o uma mais valia para o mundo, porque amam mais do que os outros\u201d. \u00c9 isso que acontece? Quem contempla as nossas comunidades, descobre as marcas do amor? Os estrangeiros, os doentes, os necessitados, os d\u00e9beis, os marginalizados s\u00e3o acolhidos nas nossas comunidades com solicitude e amor?<\/p>\n<p>O evangelho deixa clara a nossa responsabilidade em ajudar cada irm\u00e3o e irm\u00e3 a tomar consci\u00eancia dos seus erros. Trata-se de um dever que brota do mandamento do amor. Jesus ensina, no entanto, que o caminho correcto para atingir esse objectivo n\u00e3o passa pela humilha\u00e7\u00e3o ou pela condena\u00e7\u00e3o de quem falhou, mas pelo di\u00e1logo fraterno, leal, amigo, que revela ao irm\u00e3o e irm\u00e3 que a nossa interven\u00e7\u00e3o \u00e9 o resultado do nosso amor. Jesus convida-nos a respeitar o nosso irm\u00e3o e irm\u00e3, mas a n\u00e3o pactuar com as atitudes erradas que possam assumir. Amar algu\u00e9m \u00e9 n\u00e3o ficar indiferente, quando ele est\u00e1 a fazer mal a si pr\u00f3prio; por isso, amar significa, muitas vezes, repreender, contestar, discordar, interpelar\u2026 \u00c9 preciso amar muito e respeitar muito o outro, para correr o risco de n\u00e3o concordar com ele, de lhe fazer observa\u00e7\u00f5es que o v\u00e3o magoar\u2026 Acima de tudo, \u00e9 preciso que a nossa correc\u00e7\u00e3o fraterna n\u00e3o seja guiada pelo \u00f3dio, pela vingan\u00e7a, pelo ci\u00fame, pela inveja, mas pelo amor. A l\u00f3gica de Deus n\u00e3o \u00e9 a condena\u00e7\u00e3o do pecador, mas a sua convers\u00e3o; e essa l\u00f3gica h\u00e1-de estar sempre presente, quando nos confrontamos com os irm\u00e3os e irm\u00e3s que falharam.<\/p>\n<p>Domingo XXIII do Tempo Comum: EZ 33,7-9; Sl 95 (94); Rm 13,8-10; Mt 18,15-20<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XXIII Domingo do Tempo Comum &#8211; A<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-5100","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5100","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5100"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5100\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5100"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5100"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5100"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}