{"id":5107,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5107"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"palavras-de-bento-xvi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/palavras-de-bento-xvi\/","title":{"rendered":"Palavras de Bento XVI"},"content":{"rendered":"<p>\u201cFa\u00e7o minhas as palavras escritas pelo meu vener\u00e1vel predecessor por ocasi\u00e3o dos 60 anos da liberta\u00e7\u00e3o de Auschwitz e digo tamb\u00e9m eu: inclino a cabe\u00e7a diante de todos aqueles que experimentaram esta manifesta\u00e7\u00e3o de iniquidade. Os acontecimentos terr\u00edveis de ent\u00e3o devem continuamente despertar as consci\u00eancias, iluminar os conflitos e exortar \u00e0 paz\u201d.<\/p>\n<p>Na Sinagoga de Col\u00f3nia, referindo-se ao Holocausto, \u201ccrime inaudito e at\u00e9 a\u00ed inimagin\u00e1vel\u201d<\/p>\n<p>\u201cO fen\u00f3meno do terrorismo, que semeia morte e destrui\u00e7\u00e3o, deixa muitos irm\u00e3os e irm\u00e3s no pranto e no desespero. Os que pensam e programam estes atentados demonstram querer envenenar as nossas rela\u00e7\u00f5es, recorrendo a todos os meios, at\u00e9 mesmo \u00e0 religi\u00e3o, para se oporem aos esfor\u00e7os de conviv\u00eancia pac\u00edfica, leal e serena\u201d <\/p>\n<p>No encontro com l\u00edderes de algumas comunidades mu\u00e7ulmanas<\/p>\n<p>\u201cFazendo do p\u00e3o o seu Corpo e do vinho o seu Sangue, Ele antecipa sua morte, aceita-a no mais \u00edntimo e transforma-a numa ac\u00e7\u00e3o de amor. O que pelo exterior \u00e9 viol\u00eancia bru-tal, transforma-se, a partir do interior, num acto de amor que se entrega totalmente. (\u2026) A viol\u00eancia transforma-se em amor e, portanto, a morte em vida. (\u2026) A morte ficou, por assim dizer, profundamente ferida, ao ponto de, de agora em diante, n\u00e3o pode ser a \u00faltima palavra. Esta \u00e9, para usar uma imagem muito conhecida por n\u00f3s, a fus\u00e3o nuclear ocorrida no mais \u00edntimo do ser, a vit\u00f3ria do amor sobre o \u00f3dio, a vit\u00f3ria do amor sobre a morte. Somente esta \u00edntima explos\u00e3o do bem que vence o mal pode suscitar depois a cadeia de transforma\u00e7\u00f5es que pouco a pouco mudar\u00e1 o mundo\u201d.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 bonito que hoje, em muitas culturas, o domingo seja um dia livre ou, juntamente com o s\u00e1bado, constitua o denominado \u00abfim-de-semana\u00bb livre. Mas este tempo livre permanece vazio, se nele n\u00e3o est\u00e1 Deus. Queridos amigos! \u00c0s vezes, em princ\u00edpio, pode resultar inc\u00f3modo ter que programar no domingo tamb\u00e9m a Missa. Mas se vos empenhardes, constatareis mais tarde que \u00e9 exactamente isto o que d\u00e1 sentido ao tempo livre. N\u00e3o vos deixeis dissuadir de participar na Eucaristia dominical e ajudai tamb\u00e9m os demais a descobri-la\u201d.<\/p>\n<p>\u201c[Para alguns] a religi\u00e3o converte-se quase num produto de consumo. Escolhe-se aquilo que apraz, e alguns sabem tamb\u00e9m tirar proveito. Mas a religi\u00e3o procurada \u00e0 \u00abmedida de cada um\u00bb, a granel, n\u00e3o nos ajuda. \u00c9 c\u00f3moda; mas, no momento de crises, abandona-nos \u00e0 nossa sorte. Ajudai os homens a descobrir a verdadeira estrela que indica o caminho: Jesus Cristo! Procuremos n\u00f3s mesmos conhec\u00ea-lo sempre melhor, para poder guiar tamb\u00e9m, de modo convincente, os demais para Ele\u201d.<\/p>\n<p>\u201cExistem hoje formas de voluntariado, modelos de servi\u00e7o m\u00fatuo, dos quais justamente a nossa sociedade tem necessidade urgente. N\u00e3o devemos, por exemplo, abandonar os anci\u00e3os \u00e0 sua solid\u00e3o, n\u00e3o devemos passar ao lado dos que sofrem. Se pensamos e vivemos em virtude da comunh\u00e3o com Cristo, ent\u00e3o abrem-se-nos os olhos. Ent\u00e3o n\u00e3o nos adaptaremos mais a seguir vivendo preocupados somente por n\u00f3s mesmos, mas veremos onde e como somos necess\u00e1rios\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEu sei que v\u00f3s, como jovens, aspirais a coisas grandes, que quereis comprometer-vos por um mundo melhor. Demonstrai aos homens, demonstrai ao mundo, que espera exactamente este testemunho dos disc\u00edpulos de Jesus, e que, sobretudo mediante vosso amor, poder\u00e1 descobrir a estrela que como crentes seguimos\u201d.<\/p>\n<p>Da homilia, na Missa de encerramento da JMJ<\/p>\n<p>\u201cOs jovens s\u00e3o para n\u00f3s uma provoca\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel, porque nos pedem que sejamos coerentes, unidos, intr\u00e9pidos. [\u00c9 necess\u00e1rio] encontrar novas vias para chegar aos jovens e para lhes anunciar Cristo\u201d<\/p>\n<p>No encontro com os bispos alem\u00e3es<\/p>\n<p>\u201cOs jovens de todos os continentes e culturas fizeram vis\u00edvel uma Igreja jovem, que, com imagina\u00e7\u00e3o e valentia, quer esculpir o rosto de uma humanidade mais justa e solid\u00e1ria(\u2026). Agora regressam aos seus povos e cidades para testemunhar a luz, a beleza e o vigor do Evangelho, do qual fizeram uma renovada experi\u00eancia\u201d<\/p>\n<p>Na despedida, no aeroporto de Col\u00f3nia<\/p>\n<p>\u201cAgrade\u00e7o a Deus pelo dom desta peregrina\u00e7\u00e3o, da qual conservarei uma querida lembran\u00e7a. Todos experiment\u00e1mos que era um dom de Deus. Certamente muitos colaboraram, mas no final a gra\u00e7a deste encontro era um dom do Alto, do Senhor\u201d.<\/p>\n<p>Bento XVI, na audi\u00eancia de 24 de Agosto<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cFa\u00e7o minhas as palavras escritas pelo meu vener\u00e1vel predecessor por ocasi\u00e3o dos 60 anos da liberta\u00e7\u00e3o de Auschwitz e digo tamb\u00e9m eu: inclino a cabe\u00e7a diante de todos aqueles que experimentaram esta manifesta\u00e7\u00e3o de iniquidade. 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