{"id":5134,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5134"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"grandes-projectos-mesquinhas-oposicoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/grandes-projectos-mesquinhas-oposicoes\/","title":{"rendered":"Grandes projectos &#8211; mesquinhas oposi\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> 1. Os grandes projectos de investimento est\u00e3o no centro de acesa discuss\u00e3o. Tal discuss\u00e3o justifica-se pela import\u00e2ncia desses projectos no crescimento econ\u00f3mico e na cria\u00e7\u00e3o de empregos, t\u00e3o indispens\u00e1veis para a supera\u00e7\u00e3o da estagna\u00e7\u00e3o actual. <\/p>\n<p>O n\u00famero de grandes projectos de investimento em perspectiva \u00e9 relativamente elevado e diversificado. Contudo, o TGV e o Aeroporto da OTA v\u00eam sendo os mais falados, talvez porque os montantes previs\u00edveis para eles s\u00e3o enorm\u00edssimos e se apresentam muito discut\u00edveis. N\u00e3o faltam raz\u00f5es v\u00e1lidas a favor e contra tais projectos; esperemos que a decis\u00e3o a tomar respeite, na medida do poss\u00edvel, as observa\u00e7\u00f5es pertinentes feitas pelos discordantes. <\/p>\n<p>2. No meio destas controv\u00e9rsias, v\u00e3o passando despercebidas algumas express\u00f5es de mesquinhez, que nada favorecem a supera\u00e7\u00e3o da crise. \u00c9 express\u00e3o de mesquinhez a afirma\u00e7\u00e3o, sem prova, de que os dois grandes projectos s\u00e3o indispens\u00e1veis e vi\u00e1veis. Tamb\u00e9m \u00e9 mesquinho afirmar que j\u00e1 n\u00e3o se justificam projectos de tamanha dimens\u00e3o. Particularmente mesquinha \u00e9 a relev\u00e2ncia atribu\u00edda ao Estado e aos seus projectos, menosprezando as centenas de milhar de empresas cujos micro, pequenos e m\u00e9dios projectos poder\u00e3o ser muito mais decisivos na constru\u00e7\u00e3o e viabiliza\u00e7\u00e3o do futuro. Mais mesquinho ainda \u00e9, porventura, o facto de o Estado continuar a ser visto, pelo Governo e pelas oposi\u00e7\u00f5es, como simples organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental (ONG), ou mecenas, que atribui incentivos, subs\u00eddios, isen\u00e7\u00f5es fiscais a umas tantas empresas e outras entidades, suas eleitas, deixando de fora todas as outras.<\/p>\n<p>3. Mesmo que, por milagre, os organismos do Estado fossem perfeitos na selec\u00e7\u00e3o das empresas e outras entidades benefici\u00e1rias dos seus apoios, persistiriam algumas pervers\u00f5es de gravidade extrema. Nomeadamente: o Estado actuaria de maneira particularista, desrespeitando o princ\u00edpio da universalidade; e suscitaria orienta\u00e7\u00f5es nas empresas mais voltadas para os apoios do que para a autonomia.<\/p>\n<p>A propens\u00e3o particularista do Estado \u00e9 tanto mais grave quanto ele vai descurando o que \u00e9 fundamental no seu relacionamento com as empresas: a facilita\u00e7\u00e3o e a coopera\u00e7\u00e3o. Um dos maiores imperativos do Estado, neste aspecto, consiste em: diminuir a burocracia; ajudar as empresas (e outras entidades) na obten\u00e7\u00e3o de licen\u00e7as e na solu\u00e7\u00e3o de outros problemas; difundir informa\u00e7\u00e3o sobre novas oportunidades de neg\u00f3cio e de investimento; cooperar na cria\u00e7\u00e3o de redes de comercializa\u00e7\u00e3o de produtos e servi\u00e7os; prestar apoio t\u00e9cnico e de forma\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>A crise actual oferece ao Estado uma oportunidade soberana para se conciliar com as empresas, os cidad\u00e3os e a sociedade no seu todo. Infelizmente, o Governo e as pr\u00f3prias oposi\u00e7\u00f5es v\u00e3o passando \u00e0 margem desta oportunidade. Com toda a mesquinhez da sobranceria presun\u00e7osa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-5134","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5134","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5134"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5134\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5134"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5134"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5134"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}