{"id":5135,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5135"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"pequenos-segredos-que-dao-sentido-a-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/pequenos-segredos-que-dao-sentido-a-vida\/","title":{"rendered":"Pequenos segredos que d\u00e3o sentido \u00e0 vida"},"content":{"rendered":"<p>Os jornais noticiaram que um casal, ao comemorar oitenta e tr\u00eas anos de matrim\u00f3nio, ambos tinham j\u00e1 ultrapassado os cem, foi revelando, com um sorriso de ternura e felicidade, que o segredo de tal \u00eaxito est\u00e1 em evitar diariamente as discuss\u00f5es\u2026 No fundo, est\u00e1 em defender o amor e o seu sentido, todos os dias, e com esfor\u00e7o pessoal. <\/p>\n<p>Li esta not\u00edcia no caf\u00e9 e, ao pagar a bica, comentei-a com a senhora, conhecida de todos os dias, que estava na caixa. Muito s\u00e9ria, ela respondeu: \u201c \u00c9 isso mesmo. Eu e o meu marido j\u00e1 acertamos que quando um fala alto o outro cala-se. Problemas todos temos. A ralhar n\u00e3o se resolvem.\u201d<\/p>\n<p>Guardando estes pequenos grandes segredos de casais, que s\u00e3o viv\u00eancias que d\u00e3o sentido \u00e0 vida, chegou-me pelo correio electr\u00f3nico um texto de Mahatma Gandhi, cheio de sabedoria,  e que  resumo de modo fiel: <\/p>\n<p>Um mestre indiano perguntava a seus disc\u00edpulos: \u201cPorque \u00e9 que as pessoas gritam com as outras quando est\u00e3o aborrecidas ou zangadas? Por vezes gritam, e a pessoa que est\u00e1 ao seu lado n\u00e3o precisa de gritos para ouvir\u2026\u201d <\/p>\n<p>As respostas dos disc\u00edpulos foram surgindo: \u201cPorque perdem a calma\u201d, \u201cPorque querem ser ouvidos\u201d, \u201cPorque acham que t\u00eam raz\u00e3o\u2026\u201d <\/p>\n<p>O motivo, por\u00e9m, diz o mestre, \u00e9 outro. \u00c0 medida que surge um pequeno problema e se grita, os cora\u00e7\u00f5es v\u00e3o-se afastando sempre mais. E, quanto mais se grita, maior \u00e9 o afastamento, julgando-se, ent\u00e3o, que os gritos encurtam a dist\u00e2ncia de quem se vai separando. Pelo contr\u00e1rio. Quando duas pessoas est\u00e3o enamoradas, n\u00e3o gritam, por vezes somente sussurram. E se o seu amor \u00e9 muito grande, nem precisam de sussurrar. Apenas se olham, e basta. Os seus cora\u00e7\u00f5es se entendem. Quando duas pessoas se amam de verdade, os seus cora\u00e7\u00f5es est\u00e3o muito pr\u00f3ximos. <\/p>\n<p>E o mestre conclui com palavras s\u00e1bias: \u201cQuando discutirdes, n\u00e3o deixeis que os vossos cora\u00e7\u00f5es se afastem, n\u00e3o digais palavras que os distanciem mais, n\u00e3o aconte\u00e7a que um dia a dist\u00e2ncia seja t\u00e3o grande que n\u00e3o mais encontrareis o caminho do regresso.\u201d<\/p>\n<p>A sabedoria tem o jeito de dizer verdades grandes com palavras simples e ao alcance de toda a gente. <\/p>\n<p>\u00c9 uma dor de alma ver fam\u00edlias a desmoronarem-se, deixando atr\u00e1s de si ru\u00ednas insan\u00e1veis; gente a pensar que a sua raz\u00e3o est\u00e1 na for\u00e7a dos seus gritos; opini\u00f5es diferentes a levantar muros de sil\u00eancio; pequenos problemas a dar ocasi\u00e3o a \u00f3dios de morte; falta de di\u00e1logo a secar cora\u00e7\u00f5es\u2026<\/p>\n<p>Porque anda tanta gente irritada e n\u00e3o suporta uma pequena dificuldade?<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que, na sociedade actual, h\u00e1 cada vez menos espa\u00e7o para o amor, esquecendo-nos que quem mata o amor tira o sentido \u00e0 vida? Ser\u00e1 que o perd\u00e3o que une \u00e9 menos merit\u00f3rio que o \u00f3dio que separa e mata?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os jornais noticiaram que um casal, ao comemorar oitenta e tr\u00eas anos de matrim\u00f3nio, ambos tinham j\u00e1 ultrapassado os cem, foi revelando, com um sorriso de ternura e felicidade, que o segredo de tal \u00eaxito est\u00e1 em evitar diariamente as discuss\u00f5es\u2026 No fundo, est\u00e1 em defender o amor e o seu sentido, todos os dias, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-5135","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5135","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5135"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5135\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5135"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5135"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5135"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}