{"id":5155,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5155"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"a-logica-do-perdao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-logica-do-perdao\/","title":{"rendered":"A l\u00f3gica do perd\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XXIV Domingo do Tempo Comum &#8211; A <!--more--> A liturgia deste domingo fala-nos da exig\u00eancia de perdoar, como condi\u00e7\u00e3o de salva\u00e7\u00e3o. Afirma-nos que Deus ama sem c\u00f4mputos e sem balizas, e interpela-nos, decididamente, a assumir uma atitude semelhante para com os irm\u00e3os e irm\u00e3s que fazem caminho connosco.<\/p>\n<p>No evangelho, Jesus, motivado pela pergunta de Pedro sobre a contabilidade do perd\u00e3o, conta-nos uma par\u00e1bola sobre o modo de Deus proceder face aos nossos comportamentos. Trata-se de um rei que perdoou ao seu servo uma d\u00edvida de dez mil talentos, depois deste lhe implorar, humildemente, um lapso de tempo para que lhe pudesse pagar a d\u00edvida. Diante desta atitude, o Senhor encheu-se de miseric\u00f3rdia e perdoou-lhe tudo, enviando-o em liberdade. \u00c0 sa\u00edda, este servo encontrou um companheiro que lhe devia apenas cem den\u00e1rios. Esquecido do perd\u00e3o que recebera, atira-se ao pesco\u00e7o do seu devedor e exige-lhe o pagamento imediato da sua d\u00edvida. O companheiro, de joelhos, tamb\u00e9m lhe implora um prazo para saldar a d\u00edvida. Por\u00e9m, este mandou-o prender e n\u00e3o lhe perdoou os cem den\u00e1rios, quando afinal j\u00e1 tinha sido beneficiado com dez mil talentos. Jesus conclui, dizendo que o rei, ao saber deste facto, ficou indignado pelo servo n\u00e3o ter aprendido a li\u00e7\u00e3o do seu senhor, e entregou-o aos carrascos at\u00e9 que lhe pagasse toda a d\u00edvida. E conclui: \u201cAssim proceder\u00e1 convosco o Pai celeste, se cada um de v\u00f3s n\u00e3o perdoar a seu irm\u00e3o de todo o cora\u00e7\u00e3o\u201d. No tempo de Jesus, como hoje, vivemos numa sociedade altamente marcada pela viol\u00eancia, pela vingan\u00e7a, pelo mal querer e mal dizer, pelas divis\u00f5es e rixas. E tudo isto, porque n\u00e3o somos tolerantes, n\u00e3o temos grandeza de cora\u00e7\u00e3o e miseric\u00f3rdia para perdoar as ofensas dos outros. Enfatizamos o mal que nos fazem e retribu\u00edmos com dupla ou tripla maldade. <\/p>\n<p>Na primeira leitura, o autor considera que o rancor e a ira s\u00e3o sentimentos detest\u00e1veis, que n\u00e3o se ajustam \u00e0 felicidade e \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o do ser humano. Mostra como \u00e9 il\u00f3gico esperar o perd\u00e3o de Deus e recusar-se a perdoar ao irm\u00e3o e irm\u00e3, e avisa-nos que a nossa vida nesta terra n\u00e3o pode ser estragada com sentimentos, que s\u00f3 geram infelicidade e sofrimento. Quem se vinga do seu pr\u00f3ximo, n\u00e3o poder\u00e1 obter o perd\u00e3o de Deus, mesmo que lho pe\u00e7a insistentemente. Estamos condicionados no perd\u00e3o, como nos ensina Jesus no Pai-nosso.<\/p>\n<p>Na segunda leitura, Paulo sugere aos crist\u00e3os de Roma que a comunidade crist\u00e3 tem de ser o lugar do amor, do respeito pelo outro, da aceita\u00e7\u00e3o das diferen\u00e7as, do perd\u00e3o. Ningu\u00e9m deve desprezar, julgar ou condenar os irm\u00e3os e irm\u00e3s, que t\u00eam perspectivas diferentes. Os seguidores de Jesus h\u00e3o-de ter presente que h\u00e1 algo de fundamental que os une a todos: Jesus Cristo, o Senhor. <\/p>\n<p>A Palavra \u00e9 muito incisiva na quest\u00e3o do perd\u00e3o das ofensas ao pr\u00f3ximo. Perdoar \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para que tamb\u00e9m sejamos perdoados pelo Senhor. \u00c9 urgente educar o cora\u00e7\u00e3o para uma cultura de amor e de perd\u00e3o, a come\u00e7ar na mais tenra idade. Infelizmente, na maioria dos modelos familiares e sociais, predominam os sentimentos detest\u00e1veis do rancor, da ira e da vingan\u00e7a. \u201cPerdoa a ofensa do teu pr\u00f3ximo e, quando o pedires, as tuas ofensas ser\u00e3o perdoadas\u201d.<\/p>\n<p>Leituras do XXIV Domingo<\/p>\n<p>Sir 27,33-28,9; Sl 103 (102); Rm 14,7-9; Mt 18,21-35<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XXIV Domingo do Tempo Comum &#8211; A<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-5155","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5155","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5155"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5155\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5155"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5155"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5155"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}