{"id":5156,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5156"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"por-que-e-que-os-padres-portugueses-nao-andam-vestidos-de-padre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/por-que-e-que-os-padres-portugueses-nao-andam-vestidos-de-padre\/","title":{"rendered":"Por que \u00e9 que os padres portugueses n\u00e3o andam vestidos de padre?"},"content":{"rendered":"<p>O Leitor pergunta <!--more--> Para responder a esta quest\u00e3o colocada por um leitor de F\u00e1tima (ver CV de 29 de Junho, na sec\u00e7\u00e3o da Colabora\u00e7\u00e3o dos Leitores), que lembrava que, no Santu\u00e1rio, muitos padres estrangeiros andam vestidos de padre, enquanto alguns portugueses n\u00e3o, fomos ver o que diz o C\u00f3digo de Direito Can\u00f3nico (a colec\u00e7\u00e3o das leis da Igreja) e perguntamos a opini\u00e3o a alguns padres.<\/p>\n<p>O C\u00e2none 284 do CDC diz: \u201cOs cl\u00e9rigos usem traje eclesi\u00e1stico conveniente, segundo as normas estabelecidas pela Confer\u00eancia episcopal, e segundo os leg\u00edtimos costumes dos lugares\u201d.<\/p>\n<p>O CDC parece reconhecer claramente que a forma de vestir depende muito do lugar em que se habita. Mesmo para os padres. Por isso, deixa a quest\u00e3o para as confer\u00eancias episcopais. Estar a decretar uma forma de vestir universal, para t\u00e3o diferentes geografias, climas e tradi\u00e7\u00f5es, seria claramente abusador.<\/p>\n<p>Em 1985, sobre esta quest\u00e3o, os bispos portugueses, em conformidade com o c\u00e2none, determinaram:<\/p>\n<p>\u201c1. Usem os sacerdotes um traje digno e simples de acordo com a sua miss\u00e3o.<\/p>\n<p>2. Esse traje deve identific\u00e1-los sempre como sacerdotes, permanentemente dispon\u00edveis para o servi\u00e7o do povo de Deus.<\/p>\n<p>3. Esta identifica\u00e7\u00e3o far-se-\u00e1, normalmente, pelo uso: a) da batina; b) ou do fato preto ou de cor discreta com cabe\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Parece claro, no c\u00e2none e na adenda dos bispos, que a forma de vestir deve estar em fun\u00e7\u00e3o da miss\u00e3o. Sendo socialmente identificados como padres, podem desenvolver melhor a sua miss\u00e3o. No entanto, tamb\u00e9m \u00e9 claro que o uso da batina, hoje, exceptuando contextos muito espec\u00edficos (como pode ser o de F\u00e1tima), d\u00e1 azo a todos os estere\u00f3tipos e preconceitos. Basta reparar nos \u201csketches\u201d humor\u00edsticos da TV. O padre, quase sempre ridicularizado, aparece de batina.<\/p>\n<p>E o que pensam os padres? Duas opini\u00f5es. Para o Pe. Francisco Melo, que aos domingos costuma vestir o traje eclesi\u00e1stico (fato e cabe\u00e7\u00e3o, que alguns designam por \u201cclergyman\u201d), a quest\u00e3o da identifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o se p\u00f5e: \u201cN\u00e3o tem nada a ver com o ser padre\u201d \u2013 diz o p\u00e1roco de Vale Maior e Ribeira de Fr\u00e1guas, no concelho de Albergaria-a-Velha.  Tento marcar o domingo. Uso-o mais para mim do que para os outros\u201d. E acrescenta que, nas suas par\u00f3quias, toda a gente sabe que \u00e9 padre.<\/p>\n<p>O Pe Alexandre Cruz, do Centro Universit\u00e1rio F\u00e9 e Cultura (Aveiro), por seu turno, acha que o traje eclesi\u00e1stico, mais do que aproximar as pessoas, pode afast\u00e1-las. O respons\u00e1vel pela pastoral do ensino superior na diocese de Aveiro considera que, no contexto portugu\u00eas, \u201cainda marcado por anticlericalismo, o h\u00e1bito pode criar um certo choque que s\u00f3 prejudica o servi\u00e7o que o padre e a Igreja pretendem prestar \u00e0 sociedade\u201d.<\/p>\n<p>A generalidade dos padres, pelo menos na diocese de Aveiro, considera que a descri\u00e7\u00e3o e simplicidade devem presidir ao vestir. Alguns usam, como sinal de identifica\u00e7\u00e3o, uma discreta cruz ao peito.<\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Leitor pergunta<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-5156","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5156","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5156"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5156\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5156"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5156"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5156"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}