{"id":5175,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5175"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"paralelos-ou-convergentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/paralelos-ou-convergentes\/","title":{"rendered":"Paralelos ou convergentes?"},"content":{"rendered":"<p>1 &#8211; Milhares de crian\u00e7as, adolescentes e jovens est\u00e3o a iniciar um ano de trabalho. \u00c9 um ano escolar, que, como sabemos, pesa sempre muito no itiner\u00e1rio educativo de cada um. A escola tornou-se o espa\u00e7o aglutinador das iniciativas de desenvolvimento dos que est\u00e3o a crescer. Por motivos bons e menos bons. Porque o Estado tomou a peito o esfor\u00e7o de proporcionar a todos a satisfa\u00e7\u00e3o deste direito; porque a sociedade elevou os seus padr\u00f5es de cidadania. Mas tamb\u00e9m porque a sociedade e os que a gerem desencadearam mecanismos laborais e resultados sociais que impedem as fam\u00edlias de cumprirem a parte que lhes cabe; porque muitas fam\u00edlias, eivadas de comodismo e sede de prazer, fazem desaguar na escola o que poderiam e deveriam assumir com dedica\u00e7\u00e3o.  <\/p>\n<p>2 &#8211; Esta macrocefalia \u201ceducativa\u201d n\u00e3o \u00e9 salutar. Sobretudo quando ela representa um quase monop\u00f3lio estatal das escolhas educativas. E quando muitos dos agentes \u201ceducativos\u201d na escola o n\u00e3o s\u00e3o de facto, mais se aproximando de mercen\u00e1rios, em busca dos seus interesses econ\u00f3micos e dos benef\u00edcios sociais inerentes a uma vincula\u00e7\u00e3o ao Estado. A pluralidade de oferta, n\u00e3o tanto concorrencial, mas complementar, dando possibilidade \u00e0 Fam\u00edlia &#8211; ou ao educando, quando \u00e9 j\u00e1 de sua responsabilidade &#8211; de optar pelo quadro de valores desejado, \u00e9 condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel para se reencontrar o equil\u00edbrio. A diversidade constituir\u00e1 um enriquecimento de perspectivas e projectos educativos.   <\/p>\n<p>3 &#8211; Mas seja qual for a situa\u00e7\u00e3o, certo \u00e9 que n\u00e3o se podem separar as fun\u00e7\u00f5es da Fam\u00edlia e da Escola. \u00c9 estranho ouvir, de um respons\u00e1vel de associa\u00e7\u00f5es de pais, dizer que \u201ca Escola \u00e9 o lugar do trabalho\u201d e \u201ca Fam\u00edlia \u00e9 o lugar dos afectos\u201d. A Escola tem crian\u00e7as, adolescentes e jovens durante muitas horas por dia. Ser\u00e1 que o trabalho se faz sem afecto? Para os mais pequenos, o trabalho n\u00e3o ter\u00e1, muitas vezes, de se misturar com o colo? Como \u00e9 que se far\u00e1 forma\u00e7\u00e3o transversal em valores, sem este valor fundamental que \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o afectuosa &#8211; \u00fanico suporte did\u00e1ctico adequado?   <\/p>\n<p>4 &#8211; E depois \u00e9 a quest\u00e3o da casa como \u201clugar dos afectos\u201d. Significar\u00e1 isso que, ao perguntar ao filho ou \u00e0 filha o que se fez na escola, como correu o dia, em que dificuldades \u00e9 que, como pais, podem ajudar, o que \u00e9 que podem aprender com os filhos&#8230; n\u00e3o \u00e9 tudo isto uma forma pr\u00e1tica de viver os afectos? Ser\u00e1 que os pais de hoje s\u00e3o t\u00e3o ignorantes que n\u00e3o sejam capazes de estudar uns minutos com os seus filhos?&#8230; Os trabalhos de casa &#8211; que n\u00e3o devem ser para \u201cvencer mat\u00e9ria\u201d, mas para exercitar compet\u00eancias, n\u00e3o ser\u00e3o uma ocasi\u00e3o \u00f3ptima, um momento privilegiado, para a aproxima\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia, para o \u201cjogo dos afectos\u201d, em vez da entrega solit\u00e1ria ao espa\u00e7o de cada um, ao entretenimento de cada um? <\/p>\n<p>5 &#8211; Todas as institui\u00e7\u00f5es e comunidades educativas s\u00e3o poucas, para que resulte eficaz a proposta de quadros de valores, dada a dispers\u00e3o e superficialidade com que o mundo do consumo alicia a nossa gente nova. Em vez de defendermos orienta\u00e7\u00f5es pol\u00edticas da Educa\u00e7\u00e3o (clarissimamente!) &#8211; o que \u00e9 vedado pela Constitui\u00e7\u00e3o &#8211; promovamos as sinergias para vencermos a batalha da Educa\u00e7\u00e3o!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1 &#8211; Milhares de crian\u00e7as, adolescentes e jovens est\u00e3o a iniciar um ano de trabalho. \u00c9 um ano escolar, que, como sabemos, pesa sempre muito no itiner\u00e1rio educativo de cada um. A escola tornou-se o espa\u00e7o aglutinador das iniciativas de desenvolvimento dos que est\u00e3o a crescer. Por motivos bons e menos bons. 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