{"id":5194,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5194"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"qual-o-maior-teologo-do-sec-xx","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/qual-o-maior-teologo-do-sec-xx\/","title":{"rendered":"Qual o maior te\u00f3logo do s\u00e9c. XX?"},"content":{"rendered":"<p>O Leitor pergunta <!--more--> A pergunta, surgida num intervalo das aulas de Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Teologia (\u201cResponda l\u00e1 no jornal, professor!\u201d), no ISCRA, \u00e9 praticamente irrespond\u00edvel. \u00c9 mais dif\u00edcil do que responder a qual o melhor jogador de futebol&#8230; Eus\u00e9bio? Pel\u00e9? Maradona? Di Stefano? Beckenbauer? Cada pessoa ter\u00e1 as suas prefer\u00eancias. E cada teol\u00f3go, como os jogadores, tem as suas \u00e1reas. Mas, enquanto os mestres da bola procuraram jogar bem, dar espect\u00e1culo e ganhar trof\u00e9us, com os te\u00f3logos os trof\u00e9us s\u00e3o outros. <\/p>\n<p>A minha experi\u00eancia diz que quando se pergunta \u201cque te\u00f3logos conheces?\u201d, as respostas recorrem invariavelmente a gigantes do passado, como S. Tom\u00e1s ou S.to Agostinho, ou a nomes do presente, como Leonardo Boff, que, apesar da import\u00e2ncia, n\u00e3o \u00e9 um nome cimeiro da Teologia. E se a pergunta for: \u201cE te\u00f3logos portugueses?\u201d A resposta \u00e9 quase sempre a mesma (quando \u00e9): Bento Domingues (que j\u00e1 algu\u00e9m apelidou mestre na dif\u00edcil \u201cteologia do quotidiano\u201d).<\/p>\n<p>Ou seja, mesmo entre pessoas de alguma cultura, n\u00e3o conseguir\u00edamos arranjar um conjunto de nomes para formar uma equipa de cinco&#8230; E no entanto, o s\u00e9c. XX, a par com o tempo dos \u201cPadres da Igreja\u201d (\u00e0 volta do s\u00e9c. IV), foi o mais f\u00e9rtil para a Teologia.<\/p>\n<p>Numa selec\u00e7\u00e3o estritamente pessoal, aqui ficam cinco fazedores de pontes entre a f\u00e9 e a cultura, a pol\u00edtica, a sociedade, as outras religi\u00f5es, cinco que abriram caminho&#8230; \u2013 \u00e9 para isso que servem os te\u00f3logos. Acho que nenhum deles quis ser o maior pela l\u00f3gica do sucesso. H\u00e1 uma outra l\u00f3gica bem mais importante (quer saber qual? Veja Mt 18, 1-5). Mas todos foram grandes. A minha selec\u00e7\u00e3o aponta para estes seis: Karl Barth (su\u00ed\u00e7o, 1886-1968); Rudolf Bultmann (alem\u00e3o, 1884-1966); Karl Rahner (alem\u00e3o, 1904-1984); Yves Congar (franc\u00eas, 1904-1995); Hans Urs von Balthasar (su\u00ed\u00e7o, 1905-1988); e mais este: John Courtney Murray (norte-americano, 1904-1967). Mas poderia acrescentar ainda estes (que j\u00e1 n\u00e3o est\u00e3o entre n\u00f3s), certamente da primeira divis\u00e3o da Teologia do s\u00e9culo XX: Romano Guardini (alem\u00e3o, 1885-1968), Paul Tillich (alem\u00e3o, 1886-1965), Henri de Lubac (franc\u00eas, 1886-1991); Teilhard de Chardin (franc\u00eas, 1881-1955), Dietrich Bonhoffer (alem\u00e3o, 1906-1945) Bernard Haering (holand\u00eas, 1912-1998). Ou estes que continuam a escrever: Edward Schille-beecx (holand\u00eas, 1914 \u2013 ), Gustavo Guti\u00e9rrez, (peruano, 1828 \u2013 ), Johann Baptist Metz (alem\u00e3o, 1928 \u2013 ), John Milbank (ingl\u00eas)\u2026<\/p>\n<p>Na pr\u00f3xima semana gostaria de deixar cinco frases sobre cada um dos \u201cmeus\u201d seis seleccionados. <\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Leitor pergunta<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-5194","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5194","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5194"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5194\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5194"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5194"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5194"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}