{"id":5227,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5227"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"o-melhor-pode-estar-para-vir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-melhor-pode-estar-para-vir\/","title":{"rendered":"O melhor pode estar para vir"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz do Dia <!--more--> Embora muitos s\u00f3 fa\u00e7am prop\u00f3sitos no fim de cada ano, alguns aproveitam o Ver\u00e3o para fazer planos a curto e m\u00e9dio prazo. Seja porque o tempo de f\u00e9rias rende de outra maneira, seja porque a rentr\u00e9e obriga a ter novas estrat\u00e9gias, acontece-nos com frequ\u00eancia usar o tempo de descanso para trabalhar interiormente algumas quest\u00f5es.<\/p>\n<p>Pode ser um trabalho invis\u00edvel ou uma ocupa\u00e7\u00e3o de fundo, levada com maior ou menor intensidade; mas, na realidade, sempre que entramos neste processo de regenera\u00e7\u00e3o, as coisas mudam e, em muitos casos, melhoram.<\/p>\n<p>Falo de planos pessoais, profissionais e outros. Falo da rela\u00e7\u00e3o connosco, com os outros e entre pares, portanto. Melhorar a qualidde de vida passa obrigatoriamente por melhorar a qualidade destas rela\u00e7\u00f5es e n\u00e3o existem caminhos alternativos.<\/p>\n<p>Tal como o ano novo \u00e9, por defini\u00e7\u00e3o, a altura em que decidimos fazer quase tudo de novo, tamb\u00e9m as f\u00e9rias trazem esta certeza de que \u00e9 poss\u00edvel emendar a m\u00e3o aqui ou ali e recome\u00e7ar com outro alento. Apetece, ali\u00e1s, que alguma coisa mude a partir do momento em que voltamos ao trabalho e \u00e0s rotinas do dia-a-dia.<\/p>\n<p>Diz quem sabe que a maior tenta\u00e7\u00e3o nestas alturas de balan\u00e7o \u00e9 querer mudar tudo (e todos) ao mesmo tempo e que \u00e9 justamente este c\u00famulo de prop\u00f3sitos, objectivos e metas que muitas vezes nos impomos que nos impedem de avan\u00e7ar. Assim sendo, a proposta dos especialistas em comporta-mento, motiva\u00e7\u00e3o, lideran\u00e7a e afins \u00e9 a de nos centrarmos apenas num aspecto da nossa vida. Um e um s\u00f3. Um ponto central, a partir do qual seja poss\u00edvel come\u00e7ar a dar passos concretos.<\/p>\n<p>Outra tenta\u00e7\u00e3o comum \u00e9 o perfeccionismo, dizem. Querer mudar muita coisa, tudo ao mesmo tempo e, ainda por cima, de uma forma perfeita e definitiva, s\u00e3o erros crassos. E cl\u00e1ssicos. Por tudo isto, a estrat\u00e9gia para melhorar e evoluir n\u00e3o pode passar nunca pelo imediatismo, pela multiplica\u00e7\u00e3o ou pela dispers\u00e3o. Muito pelo contr\u00e1rio, passa pela concentra\u00e7\u00e3o. Por um processo razoavelmente demorado de observa\u00e7\u00e3o, identifica\u00e7\u00e3o, conhecimento e amadurecimento do ponto central que \u00e9 preciso melhorar em n\u00f3s ou \u00e0 nossa volta. Importa, por isso, atender mais ao que \u00e9 preciso desenvolver do que ao que \u00e9 preciso corrigir. Ou seja, emendar defeitos ou situa\u00e7\u00f5es passa por desenvolver as qualidades contr\u00e1rias. A atitude mais s\u00e1bia e que pode colher mais e melhores frutos \u00e9 a de nos centrarmos no potencial de virtudes em vez de nos focarmos obsessivamente nos defeitos. Parece dif\u00edcil e de alguma forma pouco eficaz, mas na verdade resulta. Corrigir sempre se revelou infinitamente mais produtivo e luminoso do que castigar. At\u00e9 porque corrigir implica uma vontade s\u00e9ria e um investimento duradouro e fecundo, enquanto que castigar pode ser apenas uma reac\u00e7\u00e3o do momento, geradora de sentimentos de culpa e, por isso, sem grandes consequ\u00eancias no futuro.<\/p>\n<p>Por tudo o que fica dito e porque ainda corre este tempo de calor e dias compridos em que uns est\u00e3o de f\u00e9rias enquanto outros trabalham a um ritmo diferente do que \u00e9 habitual, sem filas de tr\u00e2nsito e o stress do costume, vale a pena pensar que, por mudarmos apenas uma coisa em n\u00f3s ou \u00e0 nossa volta, o melhor pode acontecer.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz do Dia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-5227","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5227","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5227"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5227\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5227"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5227"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5227"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}