{"id":5280,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5280"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"os-numeros-do-nosso-descontentamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/os-numeros-do-nosso-descontentamento\/","title":{"rendered":"Os n\u00fameros do nosso descontentamento"},"content":{"rendered":"<p>27<\/p>\n<p>\u00c9 o lugar ocupado por Portugal no ranking do relat\u00f3rio do Desenvolvimento Humano do Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O ranking  mede os progressos de cada pa\u00eds em par\u00e2metros como a esperan\u00e7a de vida \u00e0 nascen\u00e7a, a taxa de alfabetiza\u00e7\u00e3o de adultos, a escolariza\u00e7\u00e3o e o Produto Interno Bruto por pessoa. Em 2003, Portugal ocupava a 23\u00aa posi\u00e7\u00e3o, sendo entretanto ultrapassado por pa\u00edses como a Eslov\u00e9nia. O ranking \u00e9 liderado pela Noruega, seguindo-se a Isl\u00e2ndia, a Austr\u00e1lia, o Luxemburgo.<\/p>\n<p>2<\/p>\n<p>Dois por cento da riqueza do pa\u00eds \u00e9 quanto consomem os 10% mais pobres. Enquanto os 10% mais ricos de Portugal consomem 29,8 %. Os dados v\u00eam no relat\u00f3rio do PNUD e significam que Portugal \u00e9 o pa\u00eds europeu com maior fosso entre os ricos e os pobres. Em Espanha os 10% mais pobres t\u00eam direito a 2,8% da riqueza. Os 10% mais ricos consomem 25,2%. Na Su\u00e9cia e na Finl\u00e2ndia, os mais pobres t\u00eam direito a 4% da riqueza. O n\u00edvel de desigualdade portugu\u00eas \u00e9 semelhante ao dos EUA, em que os 10 por cento mais ricos consomem uma riqueza 15 vezes superior \u00e0 dos 10% mais pobres. A m\u00e9dia dos pa\u00edses europeus anda pelas 6 ou 7 vezes.<\/p>\n<p>8,2<\/p>\n<p>No conjunto dos pa\u00edses da OCDE (Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f3mico \u2013 conjunto dos pa\u00edses desenvolvidos), os portugueses entre os 25 e os 34 anos foram os que menos tempo passaram na escola: 8,2 anos. A m\u00e9dia da ODCE \u00e9 12 anos. Mesmo em pa\u00edses como o M\u00e9xico e a Turquia a m\u00e9dia \u00e9 superior \u00e0 portuguesa. Os dados v\u00eam no relat\u00f3rio \u201cEducation at a Glance\u201d, da OCDE, que refere ainda que, por outro lado, Portugal \u00e9 dos que mais investe no ensino n\u00e3o-superior. Nos \u00faltimos sete anos, o investimento cresceu 70%. No entanto, diz o relat\u00f3rio, os resultados est\u00e3o abaixo do esperado. Com menos dinheiro investido, os alunos da Coreia do Sul ocupam os primeiros lugares a Matem\u00e1tica nos testes internacionais do PISA (estudo que mede as compet\u00eancias dos alunos de 15 anos). Portugal costuma ficar em \u00faltimo lugar entre os 26 pa\u00edses do PISA.<\/p>\n<p>41<\/p>\n<p>N\u00famero de empresas que fecharam desde o in\u00edcio do ano em Portugal. O n\u00famero de desempregados ultrapassou em Julho os 460 mil. Segundo o IEFP, e ao contr\u00e1rio do que d\u00e3o a entender as not\u00edcias, que referem mais o fecho das empresas do sector t\u00eaxtil, a ind\u00fastria do couro foi a mais afectada, com 1617 novos desempregados.<\/p>\n<p>42<\/p>\n<p>Portugal \u00e9 o 42\u00ba melhor pa\u00eds para fazer neg\u00f3cios, numa lista de 155 pa\u00edses, liderada pela Nova Zel\u00e2ndia, segundo revelou o Banco Mundial. Para esta m\u00e1 posi\u00e7\u00e3o (pa\u00edses do Leste, rec\u00e9m-aderentes \u00e0 Uni\u00e3o Europeia, est\u00e3o mais bem classificados) muito contribui o item \u201ccontratar\/despedir trabalhadores\u201d, em que Portugal aparece em 145\u00ba. Ou seja, Portugal est\u00e1 entre os 11 pa\u00edses analisados em que as leis laborais s\u00e3o mais r\u00edgidas. Isto \u00e9 mau para os empres\u00e1rios (t\u00eam dificuldade em contratar e despedir); bom para os trabalhadores (sentem o seu emprego seguro); e mau para os desempregados (custa mais encontrar emprego).<\/p>\n<p>20<\/p>\n<p>Com base em dados de 2001, o \u201cSocial Watch 2005\u201d, organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental que em Portugal \u00e9 representada pela Oikos, mostra que 20% da popula\u00e7\u00e3o portuguesa tem um rendimento dispon\u00edvel abaixo de 60% da m\u00e9dia nacional. Ou seja, um em cada cinco portugueses \u00e9 pobre ou corre risco de pobreza. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>27 \u00c9 o lugar ocupado por Portugal no ranking do relat\u00f3rio do Desenvolvimento Humano do Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O ranking mede os progressos de cada pa\u00eds em par\u00e2metros como a esperan\u00e7a de vida \u00e0 nascen\u00e7a, a taxa de alfabetiza\u00e7\u00e3o de adultos, a escolariza\u00e7\u00e3o e o Produto Interno Bruto por pessoa. 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