{"id":5284,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5284"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"onde-para-a-felicidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/onde-para-a-felicidade\/","title":{"rendered":"Onde p\u00e1ra a felicidade?"},"content":{"rendered":"<p>Livro <!--more--> O principal m\u00e9rito de Alain de Botton \u00e9 fazer da filosofia uma forma de pensar a vida. No fundo, \u00e9 essa a miss\u00e3o grande da filosofia, mas quando dela se fala, geralmente, o que mais depressa vem \u00e0 mente \u00e9 a abstrac\u00e7\u00e3o longe da vida. Fil\u00f3sofos s\u00e3o os que andam de cabe\u00e7a no ar \u2013 sup\u00f5e-se.<\/p>\n<p>Alain de Botton, que tem sempre uma hist\u00f3ria ver\u00eddica e uma imagem para ilustrar o seu ponto de vista (sim, os seus livros s\u00e3o profu-samente ilustrados), tem sido muito criticado pelos seus pares, como se fosse um \u201cfil\u00f3sofo light\u201d, um dispensador de \u201cfilosofia para as massas\u201d. E se for? Um fil\u00f3sofo deve ser avaliado pela pertin\u00eancia das suas ideias, n\u00e3o pela sua popularidade.<\/p>\n<p>Sucesso e insucesso, m\u00e9rito e fracasso est\u00e3o no \u00e2mago desta obra. \u00c9 disso que trata. \u201cStatus ansidedade\u201d \u00e9 a ang\u00fastia que tem origem naquilo que um indiv\u00edduo pensa sobre a sua posi\u00e7\u00e3o na sociedade e que, como \u00e9 claro de ver, resulta muito das respostas a estas perguntas: \u201cO que \u00e9 que os outros pensam de mim\u201d, \u201ccomo sou julgado\u201d, \u201ctenho sucesso ou sou fracassado\u201d? E esta ideia que cada um faz de si \u00e9 influenciada (e explicada) por factores t\u00e3o d\u00edspares como a pol\u00edtica, a publicidade, a economia, a religi\u00e3o, a literatura&#8230; Ora, perante este panorama (podemos dizer que a quest\u00e3o do lugar que cada um ocupa na sociedade, parafraseando Paulo VI, tem a ver com todos os homens e o homem todo), a tese do autor \u00e9: \u201cA maneira mais proveitosa de encarar esta condi\u00e7\u00e3o ser\u00e1 tentar compreend\u00ea-la e falar sobre ela abertamente\u201d. \u00c9 uma tese pragm\u00e1tica. Como pragm\u00e1tico poder\u00e1 ser o olhar de um crist\u00e3o sobre o livro. \u00c9 que, se a resposta do cristianismo \u00e0 quest\u00e3o do status n\u00e3o \u00e9 somente uma relativiza\u00e7\u00e3o de tudo perante a perspectiva da morte (um dos cap\u00edtulos da obra), a verdade \u00e9 que as observa\u00e7\u00f5es sobre a perspectiva crist\u00e3 s\u00e3o interessantes (mas insuficientes), como igualmente reveladores s\u00e3o os esquemas presentes ao longo do livro, como este que aqui se reproduz e que, certamente, sintetiza o que todos sentem. <\/p>\n<p>O autor<\/p>\n<p>Alain de Botton nasceu em 1969. \u00c9 um dos directores do Graduate Phiposophy Programme, na Universidade de Londres, e apresentou no Channel 4 a s\u00e9rie Philosophy, que teve grande acolhimento pelos telespectadores. Em portugu\u00eas, tem publicadas as obras \u201cO consolo da Filosofia\u201d, \u201cA Arte de Viajar\u201d, al\u00e9m da que agora se apresenta. Enquanto o autor prepara um livro sobre arquitectura, dever\u00e1 sair em portugu\u00eas uma das suas primeiras obras: \u201cHow Proust Can Change Your Life (Como Proust pode mudar a sua vida, de 1997).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livro<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[66],"tags":[],"class_list":["post-5284","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5284","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5284"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5284\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5284"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5284"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5284"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}