{"id":5304,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5304"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"estamos-limpos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/estamos-limpos\/","title":{"rendered":"Estamos limpos?&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Editorial <!--more--> 1 &#8211; Estamos entrados num m\u00eas em que o ritual f\u00fanebre marca profundamente a vida de muita gente. Ainda que seja, para bastantes, de cariz apenas sociol\u00f3gico ou cultural, certo \u00e9 que os cemit\u00e9rios s\u00e3o, nestes dias, lugar de verdadeira peregrina\u00e7\u00e3o. Envolvida por muito com\u00e9rcio, por alguma supersti\u00e7\u00e3o; mas tamb\u00e9m por muitas manifesta\u00e7\u00f5es de carinho, de respeito e tamb\u00e9m de f\u00e9. A par com a af\u00e3 do zelo (\u00e0s vezes reduzido \u00e0 vaidade!), caminha o sil\u00eancio, a medita\u00e7\u00e3o interior.<\/p>\n<p>2 &#8211; A liturgia cat\u00f3lica junta, em dias sucessivos, a Festa de Todos os Santos e o Dia dos Fi\u00e9is Defuntos. N\u00e3o ser\u00e1 por acaso! Certamente que o facto de o primeiro de Novembro ser dia santo (feriado nacional tamb\u00e9m) aproxima ainda mais estas celebra\u00e7\u00f5es, dado que muitos se deslocam aos seus lugares de origem nessa data, levando a que se juntem as comemora\u00e7\u00f5es na mesmo dia, n\u00e3o raro no mesmo local. E pressente-se que, onde h\u00e1 f\u00e9, esta proximidade n\u00e3o fere; onde h\u00e1 cren\u00e7a, esta afinidade respeita-se; e, mesmo no reino da indiferen\u00e7a, n\u00e3o se pasma com o facto.  <\/p>\n<p>3 &#8211; Como crist\u00e3os, embora a morte seja tremendamente forte e tenhamos dificuldade em lidar com ela, n\u00e3o podemos deixar de interiorizar o que diz Santo Agostinho, a prop\u00f3sito da morte da m\u00e3e: \u201cN\u00e3o fiquemos tristes por t\u00ea-la perdido; agrade\u00e7amos por t\u00ea-la tido\u201d. \u201cQuem morre n\u00e3o se afasta, interioriza-se\u201d &#8211; diz o P. Vasco Magalh\u00e3es. E continua: \u201cTal como Cristo que, pela Ressurrei\u00e7\u00e3o, ficou mais perto, mais dentro, mais Deus connosco do que nunca\u201d. Ao perder algu\u00e9m da fam\u00edlia ou amigo, esse ou essa que se me vai \u201cexperimento-a como algo que eu perco, mas, por outro lado, na realidade, \u00e9 um algu\u00e9m que se aproxima de Deus na morte e ressurrei\u00e7\u00e3o; e, ent\u00e3o, alcan\u00e7o com essa pessoa uma comunica\u00e7\u00e3o muito mais \u00edntima. Se ficamos s\u00f3 do lado da dor, da pena e do lamento, ent\u00e3o ficamos mais pobres.\u201d<\/p>\n<p>4 &#8211; Celebrar Todos os Santos \u00e9 reconhecer o chamamento de Deus a todos, a participar da vida em plenitude com Ele. \u00c9 celebrar a certeza de que \u201cuma multid\u00e3o incont\u00e1vel\u201d, de todas as ra\u00e7as, tribos, povos e l\u00ednguas, purifica a sua vida no Sangue do Cordeiro e vive j\u00e1 a Vida em Deus. \u00c9 reconhecer este \u201csistema de vasos comunicantes\u201d, que nos faz a todos comungar dessa abund\u00e2ncia de vida &#8211; os que estamos do lado de c\u00e1 e os que est\u00e3o do lado de l\u00e1. A alegria de estar com os que \u201ctriunfaram da morte\u201d alimenta a esperan\u00e7a de que entre eles estejam muitos dos que evocamos com saudade. E, seguramente, iremos descobrindo que n\u00e3o perdemos os nossos; e aprenderemos a agradecer t\u00ea-los tido! Os ritos crist\u00e3os f\u00fanebres s\u00e3o mais para quem est\u00e1 do lado de c\u00e1: para aprender a fazer o luto com sentido crist\u00e3o; para aprofundar a comunh\u00e3o dos santos! Porque o nosso Deus \u00e9 um Deus de Vida, de vivos! <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Editorial<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-5304","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5304","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5304"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5304\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5304"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5304"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5304"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}