{"id":5307,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5307"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"congresso-para-reenvangelizar-lisboa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/congresso-para-reenvangelizar-lisboa\/","title":{"rendered":"Congresso para reenvangelizar Lisboa"},"content":{"rendered":"<p>Depois de Viena (2003) e Paris (2004) e antes de Bruxelas (2006) e Budapeste (2007), a capital de Portugal \u00e9 invadida por iniciativas, de exposi\u00e7\u00f5es a concertos, de confer\u00eancias a momentos de ora\u00e7\u00e3o, passando pelo congresso propriamente dito, em que o objectivo unificador \u00e9 fazer \u201cMiss\u00e3o na Cidade\u201d. Por outras palavras: reflectir e p\u00f4r em pr\u00e1tica a Nova Evangeliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O ICNE (sigla em ingl\u00eas) nasceu a partir da constata\u00e7\u00e3o de que as grandes cidades europeias est\u00e3o descristianizadas e \u00e9, no fundo, uma resposta ao apelo de Jo\u00e3o Paulo II, logo na d\u00e9cada de 1980, quando apelou a uma \u201cnova evangeliza\u00e7\u00e3o\u201d, com \u201cnovo vigor\u201d, \u201cnovos m\u00e9todos\u201d e \u201cnova express\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>D. Jos\u00e9 Policarpo, Cardeal-Patriarca da Lisboa, para preparar e viver o ICNE escreveu uma extensa carta pastoral, em que afirma que \u201ca miss\u00e3o da Igreja na cidade exige que se conhe\u00e7am as grandes coordenadas da sua problem\u00e1tica humana. As cidades, enquanto grandes aglomerados de popula\u00e7\u00f5es, deveriam ser espa\u00e7o de encontro e de converg\u00eancia, de solidariedade e de partilha da vida, numa palavra, espa\u00e7os abertos \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de comunidades. Esta dimens\u00e3o humana \u00e9 a que mais interpela a Igreja, pois \u00e9 \u00e0s pessoas que ela \u00e9 enviada para as ajudar a serem felizes, construindo, em comunidade, a consci\u00eancia da sua dignidade e o espa\u00e7o da sua liberdade\u201d.<\/p>\n<p>\u201cBaptizados n\u00e3o praticantes\u201d s\u00e3o o alvo<\/p>\n<p>O Cardeal Patriarca reconhece que a descristianiza\u00e7\u00e3o chegou \u00e0 cidade, hoje habitada por menos \u201ccat\u00f3licos praticantes\u201d, muitos \u201cbaptizados n\u00e3o praticantes\u201d, alguns ateus e agn\u00f3sticos e outros grupos religiosos. A Igreja deve dirigir-se em especial aos \u201cbaptizados n\u00e3o praticantes\u201d. \u201cEste grupo deve constituir o alvo privilegiado da \u2018nova evangeliza\u00e7\u00e3o\u2019, porque guarda uma atitude crente fundamental, muitos contactam ainda a Igreja em momentos particularmente significativos da vida, como o s\u00e3o o nascimento, o casamento, a morte e outros momentos de afli\u00e7\u00e3o. E tamb\u00e9m porque o baptismo \u00e9 sempre uma semente de vida sobrenatural da f\u00e9, apta a germinar desde que o m\u00ednimo de circunst\u00e2ncias lhe sejam prop\u00edcias. A ac\u00e7\u00e3o pastoral junto destes \u2018crist\u00e3os esquecidos\u2019, exige da Igreja uma reflex\u00e3o criativa sobre atitudes e m\u00e9todos\u201d, afirma o Cardeal.<\/p>\n<p>E porque \u201ca miss\u00e3o da Igreja na cidade exige que se conhe\u00e7am as grandes coordenadas da problem\u00e1tica humana\u201d, D. Jos\u00e9 Policarpo descreve \u201ca alma de Lisboa\u201d, a sua popula\u00e7\u00e3o e alguns factores culturais que deterioram a identidade crist\u00e3 e a vida da gra\u00e7a. S\u00e3o eles: o naturalismo como atitude de compreens\u00e3o da vida (\u201cTudo o que \u00e9 natural \u00e9 bom\u201d \u00e9 o modo de pensar comum, segundo D. Jos\u00e9 Policarpo. Ora, \u201co que \u00e9 natural s\u00f3 ser\u00e1 plenamente bom se for vivido com a for\u00e7a da gra\u00e7a sobrenatural\u201d); e o subjectivismo na busca da verdade (\u201ccada um tem direito a construir a sua pr\u00f3pria verdade\u201d).<\/p>\n<p>Para que a evangeliza\u00e7\u00e3o seja eficaz, D. Jos\u00e9 Policarpo afirma a necessidade de aprender novas linguagens, como no Pentecostes: \u201cDevemos estar atentos e aprender a escutar as linguagens, aparentemente profanas, de todos os que connosco convivem na cidade, pois tamb\u00e9m elas podem exprimir a busca da verdade e da beleza\u201d. A \u00faltima parte do documento \u00e9 uma s\u00edntese do an\u00fancio crist\u00e3o para o tempo actual \u2013 afinal, trata-se do grande objectivo do congresso (ver excerto em destaque).<\/p>\n<p>Mudar a vida e converter os cora\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Este Congresso acentuar\u00e1 a dimens\u00e3o querigm\u00e1tica [\u201cquerigma\u201d \u00e9 o primeiro an\u00fancio, que apela \u00e0 convers\u00e3o, como: \u201cCristo ressuscitou\u201d ou \u201cDeus ama-te\u201d] da nossa pastoral evangelizadora, ou seja, ensinar-nos-\u00e1 a anunciar, de forma simples, directa e interpelante, as verdades decisivas da f\u00e9 crist\u00e3, as \u00fanicas que podem mudar as vidas e converter os cora\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p>O an\u00fancio querigm\u00e1tico da f\u00e9 tem determinadas caracter\u00edsticas que constituem a sua for\u00e7a de convic\u00e7\u00e3o. Tem a simplicidade da vida, a clareza da convic\u00e7\u00e3o, que lhe vem do facto de ser um testemunho de vida, a humildade da proposta, fruto do amor fraterno, baseado na coer\u00eancia da verdade em que se acredita. Brota da alegria de se pertencer a um Povo, o Povo de Deus, verdadeiro sujeito da f\u00e9 da Igreja, que situa no mist\u00e9rio da comunh\u00e3o a dimens\u00e3o pessoal e individual da nossa cren\u00e7a. \u00c9 sempre uma express\u00e3o de amor, repassado de respeito pelos outros e desprendido nos resultados que espera ou procura, pois uns semeiam e outros colhem, e s\u00f3 o Senhor \u00e9 o Mestre da seara.<\/p>\n<p>Este testemunho simples, sincero e ousado, mas desprendido e gratuito, \u00e9 hoje muito importante no contexto da miss\u00e3o da Igreja na cidade. Ele comunica o essencial da f\u00e9 da Igreja, apresentada como experi\u00eancia de vida e n\u00e3o apenas como exposi\u00e7\u00e3o doutrinal.<\/p>\n<p>D. Jos\u00e9 Policarpo, Cardeal-Patriarca de Lisboa, excerto da Carta Pastoral \u201cA Igreja na Cidade\u201d<\/p>\n<p>Para conhecer em profundidade o documento, consulte www. ecclesia.pt; as iniciativas do ICNE est\u00e3o em www.icne-lisboa.org<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de Viena (2003) e Paris (2004) e antes de Bruxelas (2006) e Budapeste (2007), a capital de Portugal \u00e9 invadida por iniciativas, de exposi\u00e7\u00f5es a concertos, de confer\u00eancias a momentos de ora\u00e7\u00e3o, passando pelo congresso propriamente dito, em que o objectivo unificador \u00e9 fazer \u201cMiss\u00e3o na Cidade\u201d. 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