{"id":5322,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5322"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"brilhar-pelo-exemplo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/brilhar-pelo-exemplo\/","title":{"rendered":"Brilhar pelo exemplo"},"content":{"rendered":"<p>1 &#8211; \u201cTomem todos os crist\u00e3os consci\u00eancia da voca\u00e7\u00e3o particular e pr\u00f3pria que t\u00eam na comunidade pol\u00edtica, pela qual devem brilhar pelo exemplo, enquanto s\u00e3o obrigados pela consci\u00eancia do dever e servem ao bem comum, de modo que demonstrem tamb\u00e9m por factos, como pode harmonizar-se a autoridade com a liberdade, a iniciativa pessoal com a solidariedade e as exig\u00eancias de todo o corpo social, a unidade oportuna com a proveitosa diversidade. Acerca da organiza\u00e7\u00e3o da realidade temporal, reconhe\u00e7am as leg\u00edtimas opini\u00f5es divergentes entre si e respeitem os cidad\u00e3os que, mesmo associados, as defendem honestamente\u201d. &#8211; GS 75.<\/p>\n<p>2 &#8211; Em plena campanha eleitoral, em v\u00e9speras de elei\u00e7\u00f5es aut\u00e1rquicas, crist\u00e3os e homens de boa vontade podem encontrar neste texto conciliar indica\u00e7\u00f5es de perfil de candidatos e crit\u00e9rios de avalia\u00e7\u00e3o de programas\/propostas. A Igreja, como tal, n\u00e3o tem que se envolver em campanhas partid\u00e1rias; n\u00e3o deve dar indica\u00e7\u00f5es de voto, em grupos ou candidatos. Mas tem o direito e o dever de sugerir crit\u00e9rios de aprecia\u00e7\u00e3o de pessoas e propostas, porque, perita em humanidade, pode iluminar a percep\u00e7\u00e3o profunda destas realidades, a partir da l\u00f3gica da encarna\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, da luz que irradia do Verbo feito Homem.<\/p>\n<p>3 &#8211; Desde logo, o essencial do perfil do candidato \u00e9 que se manifeste, nele, de maneira clara, a voca\u00e7\u00e3o, no contexto da comunidade que integra, a ser animador da pol\u00edtica. Capaz de assumir que a sua vida tem de ser exemplar na consci\u00eancia do dever e na sensibilidade ao bem comum. Quem n\u00e3o \u00e9 capaz de perceber com humildade as suas qualidades e as suas limita\u00e7\u00f5es, dificilmente ter\u00e1 consci\u00eancia de que pode ou n\u00e3o servir para determinado lugar. E, ent\u00e3o, em vez de um (a) vocacionado (a) para a pol\u00edtica, ser\u00e1 um (a) arrivista \u00e0 espreita de uma ocasi\u00e3o de \u201ctrepar\u201d. Sem consci\u00eancia de dever, facilmente se tornar\u00e1 tirano (a), impondo aos outros os fardos que n\u00e3o mexe com um dedo. <\/p>\n<p>4 &#8211; Do bem comum muito poucos t\u00eam a no\u00e7\u00e3o. Aquilo que concorre em tudo para o bem de todos e para o bem total da pessoa humana, isso \u00e9 que \u00e9 o bem comum. Muitas vezes, o bem da maioria n\u00e3o coincide com esse bem comum: porque deixa de lado aspectos essenciais da pessoa toda, porque esmaga alguns em proveito de outros (mesmo que sejam muitos).<\/p>\n<p>Temos de procurar eleg\u00edveis que \u201cdemonstrem por factos\u201d\u2026 Este tempo \u00e9 sempre ocasi\u00e3o de alucinantes palavras, de anestesiantes discursos! E a pr\u00e1tica dos que prometem, dos que se prop\u00f5em?&#8230;<\/p>\n<p>5 &#8211; Indispens\u00e1vel \u00e9 que se apresentem como quem tem autoridade, a qual, se vem da sua pr\u00e1tica, se coaduna perfeitamente com a liberdade. Com a liberdade de opini\u00e3o e com a liberdade de iniciativa. Mais: deseja a sadia diversidade, pessoal e de grupos sociais, sempre que honestamente apresenta sugest\u00f5es e iniciativas que enriquecem a comunidade. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1 &#8211; \u201cTomem todos os crist\u00e3os consci\u00eancia da voca\u00e7\u00e3o particular e pr\u00f3pria que t\u00eam na comunidade pol\u00edtica, pela qual devem brilhar pelo exemplo, enquanto s\u00e3o obrigados pela consci\u00eancia do dever e servem ao bem comum, de modo que demonstrem tamb\u00e9m por factos, como pode harmonizar-se a autoridade com a liberdade, a iniciativa pessoal com a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-5322","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5322","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5322"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5322\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5322"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5322"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5322"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}