{"id":534,"date":"2010-04-15T11:20:00","date_gmt":"2010-04-15T11:20:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=534"},"modified":"2010-04-15T11:20:00","modified_gmt":"2010-04-15T11:20:00","slug":"sabedoria-ou-ignorancia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/sabedoria-ou-ignorancia\/","title":{"rendered":"Sabedoria ou ignor\u00e2ncia"},"content":{"rendered":"<p>O assunto \u00e9 delicado, por mais que o queiram tornar banal. Trata-se da Educa\u00e7\u00e3o da Sexualidade, agora regulamentada para as Escolas. Na verdade, para uns, \u00e9 o cumprimento do \u201cdireito inalien\u00e1vel \u00e0 informa\u00e7\u00e3o\u201d, que o Estado deve exercer, libertando assim os jovens da tirania das Fam\u00edlias. Para outros, \u00e9 a complexidade de fazer crescer harmoniosamente homens e mulheres em rela\u00e7\u00e3o sadia consigo mesmos e com os demais.<\/p>\n<p>Espanta como algu\u00e9m que se apresenta como representante das Fam\u00edlias &#8211; pergunto-me se ele ainda tem filhos na escola, em que medida representa mesmo legitimamente as Associa\u00e7\u00f5es de Pais do nosso Pa\u00eds &#8211; emite opini\u00f5es desta natureza, descartando por completo qualquer tutela dos Pais sobre os Educandos. A n\u00e3o ser que seja na busca de mais benesses do aparelho do poder ou por simples estrat\u00e9gia de protagonismo. <\/p>\n<p>Identificar-se-\u00e3o os Pais portugueses, ou a viver no nosso Pa\u00eds, com uma perspectiva educativa que prescinda do seu compromisso e empenho em propor aos seus Filhos uma viv\u00eancia integral e integrada da sexualidade, como dinamismo que anima toda a exist\u00eancia humana?<\/p>\n<p>Ser\u00e1 redut\u00edvel a educa\u00e7\u00e3o da sexualidade a uma informa\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica com intuitos de protec\u00e7\u00e3o da sa\u00fade, padronizada num contexto escolar? N\u00e3o ter\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es familiares uma afinidade natural com esse dinamismo, que permita intuir um acompanhamento personalizado e progressivo dos Educandos? Ser\u00e3o todos os Pais perversos sexuais, pap\u00f5es de quem urge libertar os Filhos? <\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio desta escandalosa vis\u00e3o \u201coficial\u201d do representante das Fam\u00edlias, surgem eminentes psic\u00f3logos e outros doutos em Ci\u00eancias Humanas a defender que s\u00f3 os Pais podem educar a Educa\u00e7\u00e3o, a recomendar insistentemente aos Pais que se n\u00e3o demitam, que exer\u00e7am a sua autoridade, que retomem o h\u00e1bito salutar de dizer \u201cn\u00e3o\u201d, quando a situa\u00e7\u00e3o o exige\u2026 <\/p>\n<p>Seria bom ajuizarmos onde p\u00e1ra a sabedoria, para nos n\u00e3o perdermos no lama\u00e7al da \u201cverdade\u201d pr\u00f3pria oportunista, que pode bem ser ignor\u00e2ncia! Embora o n\u00e3o pare\u00e7a, j\u00e1 que a ignor\u00e2ncia inculpada procura rem\u00e9dio e, normalmente, encaminha-se para a sabedoria.<\/p>\n<p>N\u00e3o quero acreditar que os pais portugueses, apesar de muitas dificuldades de sobreviv\u00eancia familiar, j\u00e1 se resignaram a n\u00e3o serem mais do que pais biol\u00f3gicos, confiando &#8211; quase desde o ventre materno! &#8211; o cuidado dos seus rebentos ao todo-poderoso Estado totalit\u00e1rio!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O assunto \u00e9 delicado, por mais que o queiram tornar banal. Trata-se da Educa\u00e7\u00e3o da Sexualidade, agora regulamentada para as Escolas. Na verdade, para uns, \u00e9 o cumprimento do \u201cdireito inalien\u00e1vel \u00e0 informa\u00e7\u00e3o\u201d, que o Estado deve exercer, libertando assim os jovens da tirania das Fam\u00edlias. 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