{"id":5340,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5340"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"uvas-doces-e-gradas-ou-agraco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/uvas-doces-e-gradas-ou-agraco\/","title":{"rendered":"Uvas doces e gradas ou agra\u00e7o?"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XXVII Domingo do Tempo Comum &#8211; A <!--more--> Neste tempo de colheitas e, entre elas, as famosas vindimas, melhor podemos entender o tema da vinha, hoje utilizado como alegoria, e que \u00e9 um lugar privilegiado da revela\u00e7\u00e3o b\u00edblica sobre o amor e os cuidados de Deus para connosco.<\/p>\n<p>A liturgia da Palavra deste domingo \u201ccanta\u201d o amor de Deus pelo seu povo e revela-nos todos os cuidados de que Ele o cerca para que seja um povo feliz e frutuoso. Neste tempo de colheitas e, entre elas, as famosas vindimas, melhor podemos entender o tema da vinha, hoje utilizado como alegoria, e que \u00e9 um lugar privilegiado da revela\u00e7\u00e3o b\u00edblica sobre o amor e os cuidados de Deus para connosco.<\/p>\n<p>Na primeira leitura, o profeta Isa\u00edas diz-nos que o Senhor cantou um c\u00e2ntico de amor \u00e0 sua vinha, o qual exprime o sonho de Deus sobre Israel, seu povo. O Senhor sonhou que esta vinha, assim cuidada, produzisse uvas doces e gradas, mas o seu sonho desfez-se, porque esta vinha s\u00f3 produziu agra\u00e7o. Ent\u00e3o o Senhor, ao ver que a vinha n\u00e3o correspondera ao seu amor, pensou em devast\u00e1-la, tirar-lhe a veda\u00e7\u00e3o, demolir o muro e deixar que fosse espezinhada. Tornar-se-ia num lugar deserto, onde cresceriam silvas, e as nuvens n\u00e3o seriam mais autorizadas a deixar cair sobre ela as suas chuvas fecundas. O profeta conclui: os habitantes de Israel s\u00e3o esta vinha escolhida, de onde o Senhor esperava rectid\u00e3o e justi\u00e7a. Por\u00e9m, s\u00f3 h\u00e1 sangue derramado e gritos de horror. <\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia deste sonho, o evangelho narrado por Mateus conta-nos mais uma par\u00e1bola de Jesus sobre o Reino. A vinha plantada com tanto amor, cercada com uma sebe, com um lagar e uma torre, foi alugada a uns vinhateiros. Quando chegou o tempo da colheita, o senhor da vinha enviou os seus servos para receberem os frutos devidos ao arrendamento. Por\u00e9m, os vinhateiros espancaram e mataram os servos que, sucessiva-mente, o senhor ia enviando. Por fim, o dono da vinha enviou o seu pr\u00f3prio filho, pensando que este fosse bem tratado e respeitado. Mas mataram-no tamb\u00e9m. Ent\u00e3o o senhor tirou a vinha aos rendeiros e entregou-a a outros, que lhe entregaram os frutos no devido tempo. Jesus conclui a par\u00e1bola, afirmando que o Reino de Deus oferecido, em primeiro lugar, ao povo de Israel lhe vai ser tirado e ir\u00e1 ser dado a um povo que produza os seus frutos. A vinha da 1\u00aa e da 3\u00aa leitura \u00e9 o povo de Deus, do Antigo e do Novo Testamento; os servos mortos s\u00e3o todos os que o Senhor envia ao seu povo, mas que n\u00e3o s\u00e3o escutados; e, finalmente, o filho \u00e9 o pr\u00f3prio Jesus, que tamb\u00e9m foi espancado e morto, e, por isso, se tornou a pedra de alicerce, a pedra fundamental da constru\u00e7\u00e3o da nova vinha, isto \u00e9, do novo povo de Deus, nascida das \u00e1guas do baptismo, em Jesus Cristo.<\/p>\n<p>A segunda leitura avisa-nos que para integrar e permanecer na vinha do Senhor n\u00e3o basta ser baptizado. \u00c9 necess\u00e1rio ter no cora\u00e7\u00e3o e na ac\u00e7\u00e3o \u201ctudo o que \u00e9 nobre, justo e puro, tudo o que \u00e9 am\u00e1vel e de boa reputa\u00e7\u00e3o, tudo o que \u00e9 virtude e digno de louvor\u201d. S\u00f3 assim o Deus da paz estar\u00e1 connosco. Porque a vinha do Senhor \u00e9 feita de crist\u00e3os e de crist\u00e3s vivos e activos, de pessoas que se empenham, com Cristo, no embelezamento da comunidade e da sociedade, produzindo frutos de santidade. <\/p>\n<p>Leituras do XXVII Domingo Comum: Is 5,1-7; Sl 80 (79); Fl 4,6-9; Mt 21,33-43<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XXVII Domingo do Tempo Comum &#8211; A<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-5340","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5340","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5340"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5340\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5340"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5340"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5340"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}