{"id":5375,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5375"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"ano-educativo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/ano-educativo\/","title":{"rendered":"Ano educativo?"},"content":{"rendered":"<p>Estamos a come\u00e7ar o \u201cano educativo\u201d, que, para alguns, \u00e9 s\u00f3 o ano lectivo. Assim se explica que estes proclamem o sucesso retumbante da introdu\u00e7\u00e3o da disciplina de ingl\u00eas no primeiro ciclo. Sem desmerecermos algum bem da iniciativa, estamos com muitos outros, que se encontram perante uma escola sem nenhumas perspectivas de \u201cano educativo\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 que h\u00e1 muitos factores envolventes da vida da escola, mesmo da introdu\u00e7\u00e3o da nova disciplina, que n\u00e3o est\u00e3o resolvidos, nem pr\u00f3ximo disso. Desde a realidade da refei\u00e7\u00e3o na escola \u00e0 possibilidade e qualidade de alargamento do hor\u00e1rio; desde a participa\u00e7\u00e3o procurada e assumida dos pais no desenvolvimento da problem\u00e1tica da escola \u00e0 qualidade dos educadores que a\u00ed chegam, munidos porventura de alguma bagagem cient\u00edfica, mas sem qualquer sinal de adequado suporte pedag\u00f3gico &#8211; a dedica\u00e7\u00e3o, o amor&#8230;<\/p>\n<p>N\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil desencadear um processo de avalia\u00e7\u00e3o das escolas transparente e eficaz, sobretudo como motor de crescente melhoria das comunidades educativas. Para ser verdadeiro processo de avalia\u00e7\u00e3o, ter\u00e1 de superar a aridez da an\u00e1lise matem\u00e1tica das classifica\u00e7\u00f5es dos alunos e tornar-se um bar\u00f3metro da humanidade que repasse todos os programas, estrat\u00e9gias, ac\u00e7\u00f5es da vida da escola. E isso vai entrar no \u00e2mago da forma de presen\u00e7a de cada agente educativo no processo escolar; vai esventrar todos os interesses que se movam na sombra da organiza\u00e7\u00e3o escolar; vai aferir os quadros de valores que a comunidade educativa tem ou n\u00e3o tem; vai examinar a convic\u00e7\u00e3o e actua\u00e7\u00e3o educativa &#8211; e por que valores se rege &#8211; de quantos vivem desta actividade&#8230; <\/p>\n<p>N\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil aceitar uma reforma educativa deste teor! \u00c9 mais f\u00e1cil aceitar uma revis\u00e3o de curr\u00edculos, um arejamento de programas, uma substitui\u00e7\u00e3o de processos did\u00e1cticos, a introdu\u00e7\u00e3o de novas tecnologias. Tudo isso passa muito por fora do cora\u00e7\u00e3o e do esp\u00edrito dos agentes educativos: exige alguma \u201cactualiza\u00e7\u00e3o\u201d; mas n\u00e3o provoca dinamismo de convers\u00e3o. E, ent\u00e3o, poderemos ter anos lectivos cada vez mais \u201cnormais\u201d, no seu come\u00e7o, no seu desenrolar. Mas continuaremos a ter \u201canos educativos\u201d cada vez mais distantes, omiss\u00f5es de entrega cada vez mais escandalosas, como se a escola fosse um \u201clugar de trabalho\u201d desumanizado, deixando para a fam\u00edlia o \u201cespa\u00e7o dos afectos\u201d, que a maioria n\u00e3o tem. Quando teremos n\u00f3s um come\u00e7o e desenrolar normal de um \u201cano educativo\u201d?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estamos a come\u00e7ar o \u201cano educativo\u201d, que, para alguns, \u00e9 s\u00f3 o ano lectivo. Assim se explica que estes proclamem o sucesso retumbante da introdu\u00e7\u00e3o da disciplina de ingl\u00eas no primeiro ciclo. 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