{"id":5398,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5398"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"yves-congar-apostolo-da-paciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/yves-congar-apostolo-da-paciencia\/","title":{"rendered":"Yves Congar, ap\u00f3stolo da paci\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>O Leitor Pergunta &#8211; Grandes Te\u00f3logos &#8211; 2 <!--more--> Yves Congar (Sedan, 1904 \u2013 Paris, 1995) representa, na Teologia do s\u00e9c. XX, o triunfo da paci\u00eancia sobre o orgulho. Disc\u00edpulo de M.-D. Chenu e Gardeil, na c\u00e9lebre escola dominicana \u201cLe Sauchoir\u201d, teve raz\u00e3o, antes do tempo, em tr\u00eas quest\u00f5es fundamentais na vida da Igreja; e por causa disso v\u00e1rias vezes sofreu a press\u00e3o dos organismos que na Igreja zelam pela ortodoxia, quer dos servi\u00e7os do Vaticano, quer dos superiores da sua ordem, a de S. Domingos.<\/p>\n<p>As suas tr\u00eas raz\u00f5es: a necessidade de reforma da Igreja; o papel dos leigos na Igreja; e o ecumenismo. Sobre o ecumenismo, Congar escreveu a obra \u201cCrist\u00e3os desunidos. Princ\u00edpios de ecumenismo\u201d (\u201cLes Chr\u00e9tiens desunis\u201d) em 1937. E em 1947 ainda, estava a ser chamado a Roma por causa de passagens do livro.<\/p>\n<p>Em 1950, escreve \u201cVerdadeira e falsa reforma na Igreja\u201d (Vraie et fausse reforme dans l\u2019\u00c9glise\u201d), que se vendeu num \u00e1pice. Mas, quando a edi\u00e7\u00e3o em italiano estava a ser preparada, foi proibida, bem como as tradu\u00e7\u00f5es noutras l\u00ednguas. E, a partir de 1952, tem de submeter a Roma todos os escritos que deseje publicar, o que leva a que muitos se admirem por ter publicado, em 1953, \u201cJalons pour una th\u00e9ologie du laicat\u201d (\u201cMarcos para uma teologia do laicado\u201d, em tradu\u00e7\u00e3o livre), que, claramente, preconizava uma revolu\u00e7\u00e3o na forma de entender a identidade e miss\u00e3o dos leigos.<\/p>\n<p>Talvez por ter sofrido a pris\u00e3o pelos nazis durante a II Gerra Mundial (1939-1945), o padre franc\u00eas soube suportar a press\u00e3o psicol\u00f3gica que a Igreja, que tanto amava, lhe causava. No auge da press\u00e3o, escreveu: \u201cOs que n\u00e3o sabem como sofrer, n\u00e3o sabem como esperar\u201d. Congar soube esperar. Em 1958, o papa Jo\u00e3o XXIII sobe ao trono de S. Pedro e convoca o Conc\u00edlio. Yves Congar \u00e9 chamado para consultor e, depois, perito conciliar. As suas ideias s\u00e3o largamente aceites e torna-se, provavelmente, o te\u00f3logo mais influente no Conc\u00edlio Vaticano II nas quest\u00f5es do laicado, da eclesiologia e do ecumenismo.<\/p>\n<p>Em 1994, um ano antes de morrer, Jo\u00e3o Paulo II nomeou-o cardeal. Al\u00e9m das obras referidas, o \u201cap\u00f3stolo da paci\u00eancia\u201d escreveu dois di\u00e1rios que infelizmente n\u00e3o est\u00e3o traduzidos em portugu\u00eas: \u201cDi\u00e1rio de um te\u00f3logo 1946-1956\u201d e \u201cO meu di\u00e1rio do Conc\u00edlio\u201d. Em portugu\u00eas existe \u201cEnsaios Ecum\u00e9nicos\u201d, na Ed. Verbo, que re\u00fane ensaios, confer\u00eancias e artigos (dos anos 60, 70 e 80) sobre o di\u00e1logo entre crist\u00e3os separados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Leitor Pergunta &#8211; Grandes Te\u00f3logos &#8211; 2<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-5398","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5398","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5398"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5398\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5398"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5398"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5398"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}