{"id":5427,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5427"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"tem-a-palavra-cultura-no-seu-programa-politico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/tem-a-palavra-cultura-no-seu-programa-politico\/","title":{"rendered":"Tem a palavra cultura no seu programa pol\u00edtico?"},"content":{"rendered":"<p>A pergunta reuniu num debate, durante tr\u00eas horas, candidatos \u00e0 autarquia de Aveiro com responsabilidades no campo da cultura. Foi na Livraria O Navio de Espelhos, em Aveiro, na noite de 26 de Setembro.<\/p>\n<p>Ora, a primeira dificuldade, quando se fala de cultura, \u00e9, precisamente, o que quer dizer \u201ccultura\u201d. Culturas de elites? De massas? Erudita ou popular? Teatro, dan\u00e7a, cinema, literatura, artes pl\u00e1sticas e m\u00fasica? Ou, tamb\u00e9m, modos de pensar, patrim\u00f3nio hist\u00f3rico, artesanato? E quem \u00e9 politicamente respons\u00e1vel, ent\u00e3o, pela cultura? Apenas o pelouro da Cultura ou tamb\u00e9m os da Juventude, Educa\u00e7\u00e3o e Patrim\u00f3nio (pelo menos)?<\/p>\n<p>Por outro lado, parece claro que h\u00e1 uma dimens\u00e3o local, regional e nacional das pol\u00edticas culturais. E que, no n\u00edvel municipal, se colocam dilemas entre cultura rural e urbana (embora cada vez mais dilu\u00eddos), entre artistas profissionais e amadores, entre apoios a associa\u00e7\u00f5es formalizadas e grupos informais ou criadores individuais, entre apoios financeiros e de meios, entre empresarializa\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o de estruturas (como o Teatro Aveirense), entre cidade e universidade, entre decis\u00f5es centralizadas e partilhadas (atrav\u00e9s, por exemplo, da Carta Municipal de Cultura, \u201cum processo e n\u00e3o um produto\u201d), entre uma cidade com um centro \u00fanico ou polic\u00eantrica&#8230;<\/p>\n<p>A certa altura dizia um interveniente: \u201cO que n\u00f3s queremos \u00e9 tudo. A cultura \u00e9 tudo\u201d. O que talvez tenha relativizado as diferen\u00e7as pol\u00edticas para congregar todos os intervenientes num ponto: a cria\u00e7\u00e3o de p\u00fablicos. \u201cA cultura aprende-se\u201d. Mas como criar p\u00fablicos com apet\u00eancias culturais? Falou-se na divulga\u00e7\u00e3o e, claro, no papel da imprensa regional, mas esqueceu-se a principal quest\u00e3o: o pre\u00e7o. H\u00e1 boa cultura barata (gr\u00e1tis, como no caso da Bienal de Cer\u00e2mica); mas ir ao teatro ou a um espect\u00e1culo musical \u00e9 muito caro para a bolsa comum (mas n\u00e3o t\u00e3o caro como ir a um jogo de futebol!). Ora, ainda que alguns possam dizer que, enquanto n\u00e3o houver muito p\u00fablico, os pre\u00e7os n\u00e3o podem descer, o mais certo \u00e9 que, sem pre\u00e7os baixos, nunca haja p\u00fablicos grandes. E para isso \u00e9 necess\u00e1rio pol\u00edtica.<\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pergunta reuniu num debate, durante tr\u00eas horas, candidatos \u00e0 autarquia de Aveiro com responsabilidades no campo da cultura. Foi na Livraria O Navio de Espelhos, em Aveiro, na noite de 26 de Setembro. Ora, a primeira dificuldade, quando se fala de cultura, \u00e9, precisamente, o que quer dizer \u201ccultura\u201d. Culturas de elites? De massas? [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[66],"tags":[],"class_list":["post-5427","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5427","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5427"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5427\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5427"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5427"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5427"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}