{"id":5501,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5501"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"banda-gastrica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/banda-gastrica\/","title":{"rendered":"Banda G\u00e1strica"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 a solu\u00e7\u00e3o preconizada por certo articulista, para suster o capitalismo de estado para o qual corremos velozmente, se \u00e9 que nele n\u00e3o nos movemos j\u00e1 em grave risco, como p\u00e2ntano voraz que mais nos engole cada vez que nos movimentamos para dele sair. <\/p>\n<p>S\u00e3o pelo menos para reflectir os n\u00fameros: a Inglaterra, com sete vezes mais popula\u00e7\u00e3o que Portugal, gere-se com dois ter\u00e7os dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos &#8211; n\u00f3s setecentos e cinquenta mil e eles quinhentos mil. E, na verdade, n\u00e3o consta que os servi\u00e7os sejam menos eficientes do que os nossos. Acontece, isso sim, \u00e9 que sectores como o da educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e3o, nem de perto nem de longe, no mesmo regime totalit\u00e1rio de monop\u00f3lio (\u00e9 insignificante dizer \u201cquase\u201d!) estatal como estamos n\u00f3s.<\/p>\n<p>Para sustentar esta m\u00e1quina, n\u00e3o h\u00e1 outro meio sen\u00e3o ir buscar ao bolso dos portugueses os proventos necess\u00e1rios, pelas mais diversas vias, com os mais finos ardis. Aos bolsos dos mais sacrificados, porque s\u00e3o os pagadores \u201climpos\u201d, isto \u00e9, a quem se limpa a quantia sem nem sequer lhes passar pelas m\u00e3os, ou que n\u00e3o t\u00eam outro rem\u00e9dio sen\u00e3o pagar os custos dos bens de que necessitam para sobreviver, incluindo os meios de transporte.<\/p>\n<p>Que acontecer\u00e1 \u00e0queles cem mais ricos de Portugal, que det\u00eam uma fatia substancial da riqueza nacional, face a um quinto da popula\u00e7\u00e3o que vive no limiar da pobreza? E sabe-se quem s\u00e3o esses ricos? E a propor\u00e7\u00e3o de imposto dessa riqueza n\u00e3o aliviaria a carga dos mesmos sacrificados de sempre? <\/p>\n<p>Que vai ser a vida com o or\u00e7amento que se anuncia?&#8230; As promessas eleitorais do partido do governo esboroam-se como castelos de areia. Os mais pequenos continuar\u00e3o a ser cada vez mais pequenos e uns tantos ser\u00e3o cada vez maiores, estender\u00e3o cada vez mais os tent\u00e1culos do seu poder econ\u00f3mico, manietando o povo e os pr\u00f3prios governantes.<\/p>\n<p>Uma dr\u00e1stica desestatiza\u00e7\u00e3o da vida p\u00fablica &#8211; a tal banda g\u00e1strica &#8211; ser\u00e1 o caminho para activar as energias sociais, permitindo tamb\u00e9m o desenvolvimento de uma economia social, que, sem \u201cexpropriar\u201d os donos da riqueza, ponha efectivamente o benef\u00edcio dela ao servi\u00e7o do bem comum.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 a solu\u00e7\u00e3o preconizada por certo articulista, para suster o capitalismo de estado para o qual corremos velozmente, se \u00e9 que nele n\u00e3o nos movemos j\u00e1 em grave risco, como p\u00e2ntano voraz que mais nos engole cada vez que nos movimentamos para dele sair. S\u00e3o pelo menos para reflectir os n\u00fameros: a Inglaterra, com sete [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-5501","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5501","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5501"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5501\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5501"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5501"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5501"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}