{"id":5524,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5524"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"fe-e-ciencia-nao-podem-andar-de-candeias-as-avessas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/fe-e-ciencia-nao-podem-andar-de-candeias-as-avessas\/","title":{"rendered":"F\u00e9 e ci\u00eancia n\u00e3o podem andar de candeias \u00e0s avessas"},"content":{"rendered":"<p>Revisitando o Vaticano II <!--more--> \u201cVivam, por isso, os fi\u00e9is em estreita uni\u00e3o com os outros homens do seu tempo, e esforcem-se por compreender perfeitamente os seus modos de pensar e de sentir, expressos na cultura. Conciliem os conhecimentos das novas ci\u00eancias e teorias e das mais recentes inven\u00e7\u00f5es com os costumes e o ensinamento da doutrina crist\u00e3, para que a pr\u00e1tica religiosa e a rectid\u00e3o moral progridam neles a par do conhecimento cient\u00edfico e dos avan\u00e7os di\u00e1rios da t\u00e9cnica; assim, poder\u00e3o apreciar e interpretar todas as coisas com aut\u00eantico sentido crist\u00e3o\u201d. &#8211; GS 62.<\/p>\n<p>A percep\u00e7\u00e3o dos Padres conciliares era de que a ci\u00eancia, a cultura, a f\u00e9, com a mesma origem divina, n\u00e3o poderiam \u201candar de candeias \u00e0s avessas\u201d. O Deus que nos concede a intelig\u00eancia para fazer a investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 o mesmo que nos convida ao obs\u00e9quio da intelig\u00eancia e da vontade na atitude de f\u00e9. Mais ainda: a f\u00e9 \u00e9 a luz que permite projectar sobre todos os saberes o sentido profundo que lhes vem da Verdade plena.<\/p>\n<p>N\u00e3o estamos perante a afirma\u00e7\u00e3o de que o estudo da f\u00e9 se deve fazer como quem vasculha nos museus da hist\u00f3ria uma simbologia cultural,  a par com outras. Estamos perante a exig\u00eancia de uma f\u00e9 esclarecida, com perfeita identidade, que dialoga com os saberes, das ci\u00eancias, das teorias; que percebe as matrizes culturais plasmadas progressivamente por esses saberes e teorias, que lhes reconhece autonomia no seu desenvolvimento, que lhes oferece a convic\u00e7\u00e3o iluminante da f\u00e9, para que v\u00e3o mais longe nos seus sonhos e os equacionem na verdadeira perspectiva de servi\u00e7o da Humanidade.<\/p>\n<p>S\u00f3 que isso n\u00e3o se faz sem instrumentos org\u00e2nicos, que polarizem e encaminhem ordenadamente as formas de di\u00e1logo. E podemos perguntar-nos como \u00e9 que, a quarenta anos do Conc\u00edlio, s\u00e3o t\u00e3o escassas as iniciativas de aproxima\u00e7\u00e3o da f\u00e9 \u00e0s ci\u00eancias, t\u00e3o incipientes, da parte da Igreja, as decis\u00f5es de di\u00e1logo cultural. <\/p>\n<p>Subsiste, sem d\u00favida, a suspeita da incompatibilidade, o receio ou preconceito da pervers\u00e3o por parte de uns, da tacanhez ou obscurantismo por parte de outros. O Conc\u00edlio \u00e9 claro no est\u00edmulo aos estudiosos: \u201cOs que se dedicam \u00e0s ci\u00eancias teol\u00f3gicas nos Semin\u00e1rios e Universidades empenhem-se em colaborar com os homens versados nas outras ci\u00eancias, pondo em comum os seus trabalhos e conhecimentos\u201d. &#8211; GS 62. Resta saber se t\u00eam coragem de o fazer os estudiosos; e se reflectem o est\u00edmulo da Igreja para que d\u00eaem passos em frente. At\u00e9 porque o Vaticano II remete para a investiga\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica a responsabilidade de \u201cfacilitar aos homens cultos, nos diversos ramos do saber, um mais perfeito conhecimento da f\u00e9\u201d.<\/p>\n<p>Querubim Silva<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revisitando o Vaticano II<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-5524","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5524","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5524"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5524\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5524"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5524"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5524"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}