{"id":5525,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5525"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"dom-e-tarefa-nunca-acabada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/dom-e-tarefa-nunca-acabada\/","title":{"rendered":"Dom e tarefa nunca acabada"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XXX  Domingo do Tempo Comum &#8211; A <!--more--> A liturgia deste domingo convida-nos a amar os outros como Deus nos ama, isto \u00e9, a viver no amor, que \u00e9 o cerne da nossa experi\u00eancia crist\u00e3. O que Deus pede a cada crente, \u00e9 que permita que Deus inunde o seu pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o do amor, que nos vem de Deus e que de n\u00f3s brota para o irm\u00e3o e a irm\u00e3. Isto exige uma constante passagem do amor ego\u00edsta ao amor altru\u00edsta e oblativo.  <\/p>\n<p>O evangelho diz-nos, de forma inequ\u00edvoca, que toda a revela\u00e7\u00e3o de Deus se resume no amor, amor a Deus e amor aos irm\u00e3os e irm\u00e3s. Os dois mandamentos n\u00e3o podem separar-se: \u201camar a Deus\u201d \u00e9 cumprir a sua vontade e estabelecer com os irm\u00e3os e as irm\u00e3s rela\u00e7\u00f5es de amor, de solidariedade, de partilha, de servi\u00e7o, at\u00e9 ao dom total da vida. O resto \u00e9 explica\u00e7\u00e3o, desenvolvimento, aplica\u00e7\u00e3o \u00e0 vida pr\u00e1tica dessas duas coordenadas fundamentais da vida crist\u00e3. O Mestre sabe que n\u00f3s temos necessidade de ler, como quem escuta e medita, este duplo mandamento da Lei de Deus, porque tanto um como outro se nos tornam dif\u00edceis de praticar. Criados por Deus e para Deus, e dele dependentes em tudo, como o centro vital de onde nos vem todo o ser, existir e agir, estamos contaminados com profundas ra\u00edzes malignas, que invertem esta ordem, que poderia ser natural, fazendo-nos rodopiar em volta de n\u00f3s mesmos, quais narcisistas, que se comprazem na contempla\u00e7\u00e3o de si mesmos e da obra das suas m\u00e3os. Amar a Deus e ao pr\u00f3ximo \u00e9 um dom e uma tarefa nunca acabada, porque o limite do amor \u00e9 amar sem limites, em fidelidade criativa. <\/p>\n<p>Na primeira leitura, o Senhor adverte-nos de que, apesar do amor devido ao pr\u00f3ximo ser universal e incondicional, h\u00e1 no entanto, uma certa categoria de pessoas que, \u00e0 partida, devemos amar. Se o n\u00e3o fizermos, irritaremos o Senhor. Estas pessoas s\u00e3o o estrangeiro, o pobre, a vi\u00fava, aqueles que Deus mais protege, porque normalmente s\u00e3o menos amados por n\u00f3s. Deus n\u00e3o aceita a perpetua\u00e7\u00e3o de situa\u00e7\u00f5es intoler\u00e1veis de injusti\u00e7a, de arbitrariedade, de opress\u00e3o, de desrespeito pelos direitos e pela dignidade dos mais pobres e dos mais d\u00e9beis. Qualquer injusti\u00e7a ou arbitrariedade praticada contra um irm\u00e3o ou uma irm\u00e3 mais pobre ou mais d\u00e9bil \u00e9 um crime grave contra Deus, que nos afasta da comunh\u00e3o com Ele e nos coloca fora do \u00e2mbito da Alian\u00e7a.<\/p>\n<p>Na segunda leitura, Paulo elogia a comunidade de Tessal\u00f3nica, por ter crescido na comunh\u00e3o com o Pai, em Jesus Cristo, cumprindo o mandamento do amor pelo acolhimento a Deus e aos irm\u00e3os e irm\u00e3s. \u00c9 uma comunidade crist\u00e3 modelo, que, apesar da hostilidade e da persegui\u00e7\u00e3o, aprendeu a percorrer, com Cristo e com Paulo, o caminho do amor e do dom da vida, tornando-se semente de f\u00e9 e de amor, que deu frutos em outras comunidades crist\u00e3s do mundo grego. Este percurso interpela-nos a n\u00f3s, hoje, que tamb\u00e9m integramos comunidades paroquiais e que formamos comunidades de trabalho. Que testemunho crist\u00e3o damos n\u00f3s a\u00ed? Que acolhimento fazemos \u00e0s pessoas? Como lhes revelamos o amor com que Deus as ama? <\/p>\n<p>Leituras do XXX Domingo Comum: Ex 22,20-26; Sl 18,2-3.7.47.51 (17); 1 Tes 1,5c-10; Mt 22,34-40.<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XXX Domingo do Tempo Comum &#8211; A<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-5525","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5525","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5525"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5525\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5525"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5525"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5525"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}