{"id":5588,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5588"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"frases-da-semana-10","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/frases-da-semana-10\/","title":{"rendered":"Frases da Semana"},"content":{"rendered":"<p>Na cultura do medo actualmente em cena, qualquer histeria tem lota\u00e7\u00e3o esgotada. (&#8230;) Acontece que a doen\u00e7a n\u00e3o passa de boca a boca (&#8230;) \u00c9 preciso praticamente beijar uma galinha infectada para morrer como ela. (&#8230;) O medo \u00e9 um meg\u00f3cio. Um neg\u00f3cio para os jornais. Um neg\u00f3cio para laborat\u00f3rios.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Pereira Coutinho<\/p>\n<p>Expresso, 22-10-05<\/p>\n<p>A discuss\u00e3o sobre os poderes do Presidente continua. Conformada, quase toda a grente aceita que aquele nada pode fazer. Mentira. Se for livre e quiser, o Presidente tem meios ao seu alcance. Pode n\u00e3o promulgar leis. Pode n\u00e3o aceitar nomea\u00e7\u00f5es. Pode advertir os governos e o Parlamento. Pode dissolver a Assembleia. Pode impor condi\u00e7\u00f5es para a forma\u00e7\u00e3o de governos. Pode impor processos de feitura de leis mais competentes. Pode exigir leis mais bem elaboradas e justificadas. Pode mandar estudar problemas e retirar conclus\u00f5es. Pode publicar livros brancos com recomenda\u00e7\u00f5es pol\u00edticas. Pode enviar repetidas e contundentes mensagens ao Parlamento. Pode designar as institui\u00e7\u00f5es que n\u00e3o cumprem os seus deveres. Pode impedir neg\u00f3cios estranhos. Pode fazer isso e muito mais. E ser\u00e1 tanto mais eficaz quanto o fizer com o povo como testemunha. Isto \u00e9, se agir diante dos cidad\u00e3os, \u00e0s abertas. Se n\u00e3o for um covarde que, com receio de ser contrariado pelo governo ou pelo Parlamento, prefira o sil\u00eancio ou a reserva. Se trocar as conversas semanais, discretas e alcatifadas, do Pal\u00e1cio de Bel\u00e9m, com o primeiro-ministro, pelo espa\u00e7o p\u00fablico. Se for claro, concreto e preciso. Se a popula\u00e7\u00e3o perceber o que denuncia e o que prop\u00f5e. Se assim for, talvez n\u00e3o se trate de mais uma elei\u00e7\u00e3o perdida.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Barreto<\/p>\n<p>P\u00fablico, 23-10-05<\/p>\n<p>No Portugal do s\u00e9culo XXI, s\u00f3 um juiz se pode dar ao luxo de convocar dezenas de pessoas para comparecer no mesmo dia, \u00e0 mesma hora, para uma audic\u00eancia de um julgamento que tem uma grande hip\u00f3tese de n\u00e3o se realizar. Mas mesmo que se realize, ser\u00e3o ouvidas duas, tr\u00eas, quatro testemunhas. As outras voltar\u00e3o para a pr\u00f3xima sess\u00e3o, depois para a seguinte, num gigantesco e est\u00fapido desperd\u00edcio de horas de trabalho.<\/p>\n<p>Jorge Fiel<\/p>\n<p>Expresso, 22-10-05<\/p>\n<p>A fraude em causa nesta investiga\u00e7\u00e3o [a quatro bancos] ultrapassa em muito os dois mil milh\u00f5es de euros de que se falou.<\/p>\n<p>Expresso, 22-10-05<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria recente da justi\u00e7a portuguesa est\u00e1 cheia de mega-processos com mini-resultados.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Paulo Guerra<\/p>\n<p>Di\u00e1rio Econ\u00f3mico, 21-10-05<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na cultura do medo actualmente em cena, qualquer histeria tem lota\u00e7\u00e3o esgotada. (&#8230;) Acontece que a doen\u00e7a n\u00e3o passa de boca a boca (&#8230;) \u00c9 preciso praticamente beijar uma galinha infectada para morrer como ela. (&#8230;) O medo \u00e9 um meg\u00f3cio. Um neg\u00f3cio para os jornais. Um neg\u00f3cio para laborat\u00f3rios. 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