{"id":5602,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5602"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"lagoa-henriques-explica-projecto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/lagoa-henriques-explica-projecto\/","title":{"rendered":"Lagoa Henriques explica projecto"},"content":{"rendered":"<p>Monumento ao universalismo portugu\u00eas <!--more--> O monumento ao universalismo portugu\u00eas foi concebido pelo escultor Lagoa Henriques.<\/p>\n<p>O autor do monumento disse ao \u201cCorreio do Vouga\u201d, conceber este monumento ao universalismo portugu\u00eas \u201c\u00e9 um desafio que eu tomei no sentido de responsabilidade perante uma aventura singular de como um pa\u00eds com uma geografia t\u00e3o pequena foi capaz de descobrir o mundo de uma forma not\u00e1vel, simultaneamente de investiga\u00e7\u00e3o, de exalta\u00e7\u00e3o de valores humanos e de participa\u00e7\u00e3o, para que todos sentissem que estavam integrados na mesma condi\u00e7\u00e3o humana\u201d.<\/p>\n<p>A interven\u00e7\u00e3o do escultor nesta obra firmou-se, como o pr\u00f3prio revela, \u201cno encontro entre a ci\u00eancia, a hist\u00f3ria e a poesia, porque acredito que a poesia \u00e9 priorit\u00e1ria e fundamental para reconquistar o equil\u00edbrio e a harmonia do mundo, para concertar aquilo a que Cam\u00f5es chamava o desconcerto do mundo\u201d.<\/p>\n<p>O universalismo portugu\u00eas \u00e9, no dizer deste mestre escultor, \u201calma simb\u00f3lica enraizada na pr\u00f3pria hist\u00f3ria\u201d. O autor da obra interroga-se \u201cat\u00e9 que ponto a primeira dinastia construiu o movimento das descobertas e at\u00e9 que ponto D. Manuel, que est\u00e1 celebrado no monumento, o imortalizou com a constru\u00e7\u00e3o dos Jer\u00f3nimos e da Torre de Bel\u00e9m, e sobre o sentido cultural com que distinguem m\u00faltiplas figuras de historiadores, de cronistas, de poetas, essa not\u00edcia da gl\u00f3ria e da descoberta dos portugueses\u201d. <\/p>\n<p>Sobre as in\u00fameras cita\u00e7\u00f5es inscritas no monumento, Lagoa Henriques real\u00e7a que \u201cn\u00e3o vamos citar todos os poetas; Cam\u00f5es tem um relevo especial, porque viveu essa aventura, fez viagens, naufragou, salvou o seu poema; mas neste historial come\u00e7amos com o pr\u00f3prio D. Dinis, que foi t\u00e3o bem celebrado e interpretado por Fernando Pessoa, os mais diversos, como Miguel Torga, Sofia de Mello Breyner, Ces\u00e1rio Verde, todos esses poetas foram realmente fundamentais para dar a not\u00edcia desta realidade que nunca poder\u00e1 ser esquecida. Eu limitei-me apenas a corporizar esse sentido, construindo uma estrutura em que as artes pl\u00e1sticas visuais da escultura se aliam \u00e0 literatura, \u00e0 ci\u00eancia, \u00e0 geografia e ao universos que todos vivemos\u201d.<\/p>\n<p>O monumento apresenta cita\u00e7\u00f5es de Adriano Moreira, Afonso Lopes Vieira, Agostinho da Silva, Ant\u00f3nio Nobre, Fernando Pessoa, Gilberto Freyre, Hern\u00e2ni Cidade, Leonardo Coimbra, Lu\u00eds de Cam\u00f5es, Miguel Torga, No\u00e9mia de Sousa, Padre Ant\u00f3nio Vieira, Pedro Nunes, Sophia de Mello Breyner, Teixeira de Pascoaes e Xanana Gusm\u00e3o.<\/p>\n<p>Lagoa Henriques teve como colaboradores M\u00e1rio de Carvalho, Miguel Faria (consultor hist\u00f3rico), Al\u00edpio Pinto (escultor) e Lima Ramos (engenheiro), para al\u00e9m de uma empresa em cada um dos seguintes sectores: constru\u00e7\u00e3o civil, objectos met\u00e1licos, cantaria e espa\u00e7os envolventes.<\/p>\n<p>C. F.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Monumento ao universalismo portugu\u00eas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-5602","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5602","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5602"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5602\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5602"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5602"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5602"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}