{"id":5637,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5637"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"nao-andemos-a-dormir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/nao-andemos-a-dormir\/","title":{"rendered":"N\u00e3o andemos a dormir"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XXXIII Domingo do Tempo Comum &#8211; A <!--more--> A liturgia da Palavra deste domingo torna-se mais veemente no an\u00fancio do fim dos tempos, simbolizado, desde sempre, pelo fim de cada ano lit\u00fargico. As tr\u00eas leituras t\u00eam um tom escatol\u00f3gico e sublinham a precaridade da vida terrena, pois \u00e9 ef\u00e9mera e passageira. Contudo, \u00e9 nela e por ela, que temos acesso \u00e0 vida eterna, em Cristo Jesus. Os textos sublinham a necessidade que cada pessoa tem de viver a sua pr\u00f3pria vida com sabedoria, sabendo discernir os tempos e os momentos, fazendo boas op\u00e7\u00f5es e tomando as melhores decis\u00f5es, de acordo com a lei de Deus, inscrita no seu cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A primeira leitura apresenta uma mulher como exemplo de vigil\u00e2ncia e de dinamismo em fazer render os dons recebidos. Ela \u00e9 elogiada publicamente, isto \u00e9, \u201c\u00e0s portas da cidade\u201d, porque \u00e9 capaz de pensar e de agir, assumindo inteira responsabilidade dos seus actos; n\u00e3o se poupa a esfor\u00e7os para governar a sua casa e para se dedicar com amor aos seus familiares. Embora apenas lhe sejam imputadas tarefas caseiras (eram essas que na circunst\u00e2ncia hist\u00f3rica eram confiadas \u00e0 mulher), o importante \u00e9 perceber o exemplo da mulher que vive na lei do Senhor e p\u00f5e a render os seus talentos, qualquer que seja a sua miss\u00e3o. \u00c9 curiosa a actualidade deste texto, escrito por volta do ano 800 a.C., numa Igreja e numa sociedade, onde a mulher procura ainda o lugar que o Criador lhe confiou, porque continua a ser exclu\u00edda de tarefas para as quais est\u00e1 vocacionada.<\/p>\n<p>No evangelho, Jesus coloca-nos diante da nossa pr\u00f3pria situa\u00e7\u00e3o existencial. A cada um de n\u00f3s \u00e9 confiada uma miss\u00e3o na terra, que devemos realizar com sentido de criatividade e de responsabilidade, fazendo render os dons espec\u00edficos com que o Senhor nos dotou. A par\u00e1bola interpela-nos no sentido de nos interrogarmos sobre o que estamos a fazer para potenciar os dons que recebemos, a nosso favor e a favor dos outros, do mundo, da sociedade, da comunidade crist\u00e3, da fam\u00edlia. \u00c9 cada pessoa, individualmente, que h\u00e1-de responder diante de Deus pela gest\u00e3o dos seus recursos pessoais. Tanto nos preocupamos em gerir os bens materiais, em alcan\u00e7ar rendimentos e lucros, e, por vezes, somos t\u00e3o perdul\u00e1rios no que concerne aos bens espirituais! No evangelho, Jesus avisa-nos de que, no nosso dia, o Pai nos pede contas da nossa administra\u00e7\u00e3o. E, a partir dela, podemos entrar imediatamente na alegria do Senhor, ou ficar em estado de maior ou menor espera dessa mesma alegria.<\/p>\n<p>Na segunda leitura, a mesma advert\u00eancia \u00e9 feita por Paulo. N\u00e3o andemos a dormir, \u201ccomo os outros, mas permane\u00e7amos vigilantes e s\u00f3brios\u201d, como filhos da luz que somos, esperando a vinda do Senhor. Se, quanto \u00e0s coisas materiais, procuramos ser vigilantes, de modo a usufruir os melhores rendimentos que nos s\u00e3o oferecidos pela banca ou pelas seguradoras, porque n\u00e3o prestamos igual ou maior aten\u00e7\u00e3o \u00e0 insistente Palavra de Deus, quando nos apela a fazer render os bens espirituais, que recebemos no baptismo e ao longo da nossa vida?<\/p>\n<p>Leituras do XXXIII Domingo Comum<\/p>\n<p>Prov 31,10-13.19-20.30-31; Sl 128 (127); 1 Tes 5,1-6; Mt 25,14-30<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XXXIII Domingo do Tempo Comum &#8211; A<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-5637","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5637","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5637"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5637\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5637"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5637"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5637"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}