{"id":5682,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5682"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"defice-de-cultura-e-educacao-e-o-mais-grave","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/defice-de-cultura-e-educacao-e-o-mais-grave\/","title":{"rendered":"D\u00e9fice de cultura e educa\u00e7\u00e3o \u00e9 o mais grave"},"content":{"rendered":"<p>Confer\u00eancia de Guilherme d&#8217;Oliveira Martins <!--more--> \u201cPara compreender Portugal, o d\u00e9fice fundamental que \u00e9 necess\u00e1rio entender \u00e9 o da ci\u00eancia, educa\u00e7\u00e3o e cultura\u201d, afirmou Guilherme d\u2019Oliveira Martins, na noite de segunda-feira, na confer\u00eancia de abertura da Semana da Arte do Centro Universit\u00e1rio F\u00e9 e Cultura<\/p>\n<p>O presidente do Conselho Nacional de Cultura e do tribunal de Contas centrou a sua comunica\u00e7\u00e3o na import\u00e2ncia da educa\u00e7\u00e3o, pois a riqueza de uma pa\u00eds \u201cn\u00e3o est\u00e1 nos recursos materiais, mas na capacidade de os utilizar, ou seja, as pessoas, o capital social ou humano\u201d, disse. Nesse sentido, delineou tr\u00eas princ\u00edpios da educa\u00e7\u00e3o enquanto chave do desenvolvimento de um povo (o tema era: \u201cCompreender Portugal, educar e preparar o futuro\u201d) e cinco prioridades para essa mesma educa\u00e7\u00e3o. Os princ\u00edpios: fazer da educa\u00e7\u00e3o tarefa permanente; assumir a aprendizagem (isto \u00e9, a capacidade de aprender), que \u00e9 o que distingue uma sociedade desenvolvida da n\u00e3o-desenvolvida; e ligar conhecimento e compreens\u00e3o. As prioridades da educa\u00e7\u00e3o s\u00e3o conte\u00fados em que se deve investir de modo cont\u00ednuo: L\u00edngua materna; L\u00ednguas estrangeiras \u2013 pelo menos duas e \u201cquanto mais cedo se come\u00e7ar a aprender, melhor\u201d; Matem\u00e1tica, porque enquanto as l\u00ednguas diferem de pa\u00eds para pa\u00eds, os n\u00fameros s\u00e3o uma linguagem universal; Artes; e Ci\u00eancias naturais e m\u00e9todo cient\u00edfico.<\/p>\n<p>Ensino secund\u00e1rio desadequado<\/p>\n<p>Guilherme d\u2019Oliveira Martins considera que h\u00e1 uma faixa da popula\u00e7\u00e3o escolar que merece uma aten\u00e7\u00e3o especial, a dos 15-18 anos, porque frequenta um ensino que foi concebido para ser ponte para o ensino universit\u00e1rio quando devia ser igualmente o fim de um percurso. E a prova est\u00e1 no ensino europeu, onde h\u00e1 40% dos alunos com estas idades est\u00e3o em cursos t\u00e9cnico-profissionais (11% em Portugal) e as idades de entrada no ensino superior anda pelos 20\/21 anos. Os jovens europeus trabalham antes de entrar na universidade, diminuindo assim a probabilidade de escolherem um curso errado.<\/p>\n<p>A Semana da Arte \u00e9 uma iniciativa anual do CUFC que oferece confer\u00eancias, ateliers e exposi\u00e7\u00f5es. Para hoje, 16, est\u00e1 prevista a interven\u00e7\u00e3o do presidente do Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o, \u00e0s 21h. O professor J\u00falio Pedrosa vai falar de \u201cA cultura geral e o esp\u00edrito cr\u00edtico na comunidade\u201d. Na quinta-feira, 17, Manuel Augusto Oliveira, da Associa\u00e7\u00e3o dos Amigos da Ria e do Barco Moliceiro, fala das origens e hist\u00f3rias desta embarca\u00e7\u00e3o t\u00edpica da Ria da Aveiro.<\/p>\n<p>Noruega desenvolveu-se lendo a B\u00edblia<\/p>\n<p>O atraso cultural e econ\u00f3mico portugu\u00eas v\u00e1rias vezes foi aflorado, mas Guilherme d\u2019Oliveira Martins recusou-se a aceitar uma causa \u00fanica que o explique. Pelo meio apontou um caso curioso. Em 1805, a Noruega era o pa\u00eds mais atrasado da Europa, com 85% de analfabetos, enquanto Portugal tinha 75%. No in\u00edcio do s\u00e9culo XX, o pa\u00eds escandinavo tinha reduzido o analfabetismo para quase 0%, enquanto a percentagem portuguesa continuava igual. Tudo porque a Igreja Luterana da Noruega imp\u00f4s uma lei que obrigava a que quem quisesse casar-se tinha de saber ler e escrever , a fim de ler a B\u00edblia aos seus filhos. A sociedade respondeu empenhando-se na alfabetiza\u00e7\u00e3o. Actualmente a Noruega \u00e9 um dos pa\u00edses mais desenvolvidos. E j\u00e1 o era antes de encontrar petr\u00f3leo no seu mar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confer\u00eancia de Guilherme d&#8217;Oliveira Martins<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[61],"tags":[],"class_list":["post-5682","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-actualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5682","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5682"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5682\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5682"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5682"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5682"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}