{"id":5700,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5700"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"nosso-senhor-jesus-cristo-rei-do-universo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/nosso-senhor-jesus-cristo-rei-do-universo\/","title":{"rendered":"Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra <!--more--> Neste \u00faltimo domingo do ano lit\u00fargico, celebramos a Solenidade de Jesus Cristo, Rei e Senhor do Universo. As leituras falam-nos do Reino de Deus, onde Jesus \u00e9 verdadeiramente Rei, n\u00e3o no sentido temporal, nem \u00e0 maneira dos reis deste mundo; mas a sua realeza efectiva-se pelo seu servi\u00e7o \u00e0 humanidade, entregando-se at\u00e9 \u00e0 morte e morte de cruz, e pela sua ressurrei\u00e7\u00e3o e eleva\u00e7\u00e3o \u00e0 direita do Pai. Ele \u00e9 o Senhor de todo o Universo. A sua realeza caracteriza-se por uma entrega dedicada aos que lhe foram confiados pelo Pai, sob a designa\u00e7\u00e3o de Pastor. O reino deste Rei apresenta-se como uma realidade que Jesus semeou, que os seus disc\u00edpulos s\u00e3o chamados a edificar na hist\u00f3ria, pela via do amor, e que ter\u00e1 o seu tempo definitivo no mundo que h\u00e1-de vir.<\/p>\n<p>A primeira leitura utiliza a alegoria do pastor e das ovelhas perdidas e encontradas, famintas e saciadas, doentes e cuidadosamente tratadas, devido \u00e0 solicitude do bom pastor, que simboliza Deus nas suas rela\u00e7\u00f5es com as pessoas. A alegoria sublinha, por um lado, a autoridade de Deus e o seu papel na condu\u00e7\u00e3o do seu Povo pelos caminhos da hist\u00f3ria, e, por outro lado, sublinha a preocupa\u00e7\u00e3o, o carinho, o cuidado, o amor de Deus pelo seu Povo. No A.T., esta ac\u00e7\u00e3o de pastoreio do povo era atribu\u00edda ao Pai, ac\u00e7\u00e3o que \u00e9 cantada no Salmo 23 (22); e, no N.T., \u00e9 o pr\u00f3prio Jesus que se designa Bom Pastor, continuando no tempo e no espa\u00e7o da Palestina a obra de seu Pai. <\/p>\n<p>O Evangelho atribui a Cristo Pastor a fun\u00e7\u00e3o de juiz universal dos povos. Mateus cria um cen\u00e1rio, onde instala um tribunal; e, a\u00ed, separa as ovelhas dos cabritos e proclama a senten\u00e7a de absolvi\u00e7\u00e3o das primeiras e de condena\u00e7\u00e3o dos segundos, em fun\u00e7\u00e3o de uma \u00fanica atitude: a sua postura diante dos irm\u00e3os e irm\u00e3s mais pequenos, com os quais Cristo se identifica. A pr\u00e1tica efectiva das obras de miseric\u00f3rdia marca definitivamente o nosso destino no Reino de Cristo, tenhamos ou n\u00e3o consci\u00eancia disso. Este \u00e9 o discernimento que Mateus quer que cada um de n\u00f3s fa\u00e7a, aqui e agora, \u00e0 luz da LUZ, que \u00e9 Cristo, e da sua mensagem, agindo nos nossos cora\u00e7\u00f5es. Aquele que fechar o seu cora\u00e7\u00e3o ao amor, pelo ego\u00edsmo ou a indiferen\u00e7a para com o irm\u00e3o e irm\u00e3 que sofrem, n\u00e3o tem lugar no Reino de Deus; e quem insistir em conduzir a sua vida por esses crit\u00e9rios, ficar\u00e1 \u00e0 margem do Reino. <\/p>\n<p>Na segunda leitura, Paulo lembra aos crist\u00e3os que o fim \u00faltimo da caminhada do crente \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o nesse \u201cReino de Deus\u201d de vida plena, para o qual Cristo nos conduz. Nesse Reino definitivo, Deus manifestar-se-\u00e1 em tudo e actuar\u00e1 como Senhor de todas as coisas. No fim dos tempos, por ocasi\u00e3o da sua segunda vinda, Jesus entregar\u00e1 ao Pai o Reino que Ele e n\u00f3s com Ele constru\u00edmos. Um Reino de pessoas vivas, constitu\u00eddas em comunidade humana e crist\u00e3, que se amam mutuamente e se enriquecem com a heran\u00e7a crist\u00e3 que nos foi legada por Jesus Cristo. A cada um de n\u00f3s \u00e9 confiada esta tarefa: a de come\u00e7ar a esbo\u00e7ar o Reino de Deus, no tempo e no lugar onde vivemos e actuamos, tomando cada vez mais consci\u00eancia de que ningu\u00e9m est\u00e1 dispensado de construir a parte que lhe cabe, por mais pequena e escondida que pare\u00e7a. <\/p>\n<p>Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo <\/p>\n<p>Rei do Universo<\/p>\n<p>Ez 34,11-12.15-17; Sl 23 (22), 1-3.5-6; 1 Cor 15,20-26.28; Mt 25,31-46<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-5700","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5700","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5700"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5700\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5700"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5700"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5700"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}