{"id":5707,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5707"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"mensagem-as-familias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/mensagem-as-familias\/","title":{"rendered":"Mensagem \u00e0s Fam\u00edlias"},"content":{"rendered":"<p>Conclus\u00f5es das Jornadas Nacionais de Pastoral Familiar <!--more--> Reunidos em F\u00e1tima, nos dias 5 e 6 de Novembro, os cerca de 230 participantes das XVII Jornadas Nacionais da Pastoral Familiar, reflectiram sobre a Eucaristia \u201cP\u00e3o de Amor no cora\u00e7\u00e3o da Fam\u00edlia\u201d, motivados pelo Ano da Eucaristia, h\u00e1 pouco encerrado, e fazendo eco do recente s\u00ednodo dos Bispos. Da diocese de Aveiro, estiveram nas jornadas sete casais e dois presb\u00edteros.<\/p>\n<p>Os participantes das jornadas elaboraram uma \u201cMensagem \u00e0s Fam\u00edlias\u201d, como partilha e incentivo para a (re) descoberta da Eucaristia e da sua celebra\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito familiar, \u201cem cujo cora\u00e7\u00e3o a Eucaristia \u00e9, verdadeiramente, P\u00e3o de Amor, P\u00e3o de Vida e de Uni\u00e3o\u201d (t\u00edtulos do Correio do Vouga).<\/p>\n<p>\u201cAs v\u00e1rias abordagens tem\u00e1ticas das jornadas permitiram-nos reflectir em diversas dimens\u00f5es:<\/p>\n<p>Descoberta progressiva. A compreens\u00e3o da Eucaristia em chave b\u00edblica (Lucas 24,13-35) sublinhou o car\u00e1cter progressivo da descoberta da Eucaristia, bem como da sua inicia\u00e7\u00e3o, e projectou-nos na necessidade de ensaiarmos formas pedag\u00f3gicas de descoberta da mesma em contexto familiar. Este contexto \u00e9 de facto fundamental para a transmiss\u00e3o de valores que conduzam a atitudes como a capacidade de receber, agradecer, partilhar e dar gratuitamente e assim preparar a viv\u00eancia mais completa da Eucaristia.<\/p>\n<p>Refor\u00e7o da comunh\u00e3o familiar. A Eucaristia refor\u00e7a a comunh\u00e3o familiar e \u00e9 um elemento pr\u00f3prio da sua espiritualidade, que ajuda a viver tarefas e responsabilidades espec\u00edficas. A \u00edntima rela\u00e7\u00e3o entre fam\u00edlia e Eucaristia entende-se pelo facto de a fam\u00edlia ser espa\u00e7o de comunh\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o, escola de sociabilidade e humanismo, \u00e2mbito de comunica\u00e7\u00e3o e viv\u00eancia da f\u00e9. Al\u00e9m disso, os v\u00e1rios momentos da celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia aparecem-nos com grande evid\u00eancia como momentos pr\u00f3prios da vida familiar.<\/p>\n<p>Necessidade de caminhos novos. A problem\u00e1tica da participa\u00e7\u00e3o na Eucaristia dos casais recasados remete-nos para a responsabilidade pastoral de encontrar caminhos novos, com criatividade e compaix\u00e3o, na fidelidade \u00e0 doutrina da Igreja e na solidariedade para com o sofrimento destas fam\u00edlias. H\u00e1 40 anos, o Conc\u00edlio dizia, com toda a clareza, que a Eucaristia \u00e9 \u201cfonte e cume\u201d da vida e da miss\u00e3o da Igreja (LG 11) e integrava o matrim\u00f3nio e a fam\u00edlia entre as muitas quest\u00f5es urgentes nos nossos dias (GS 46).<\/p>\n<p>For\u00e7a que anima e transforma. Com o recente S\u00ednodo, partilhamos a convic\u00e7\u00e3o de que a \u201cSanta Eucaristia anima e transforma quer a vida das nossas igrejas particulares [\u2026] quer as m\u00faltiplas actividades humanas nos contextos mais diversos em que vivemos\u201d (Mensagem Final do S\u00ednodo dos Bispos), sem esquecer, em particular, a vida das nossas fam\u00edlias, marcada pelo ritmo dominical da celebra\u00e7\u00e3o e da viv\u00eancia da Eucaristia, aut\u00eantico P\u00e3o de Amor a alimentar a partilha generosa da vida e dos dons, bem como a sua miss\u00e3o de dar testemunho de vida aut\u00eantica no mundo de hoje.<\/p>\n<p>Esperan\u00e7a no sofrimento. A nossa reflex\u00e3o d\u00e1-se, inevitavelmente, conta das situa\u00e7\u00f5es dram\u00e1ticas e de sofrimento por que passam n\u00e3o poucas fam\u00edlias, nos nossos dias e no nosso contexto geogr\u00e1fico e por todo o mundo, por causa das guerras, da fome e das diferentes formas de injusti\u00e7a e de pobreza que ferem a sua vida quotidiana.<\/p>\n<p>Alicerce da dignidade. Al\u00e9m disso, o contexto cultural em que vivemos, cuja seculariza\u00e7\u00e3o conduz \u00e0 indiferen\u00e7a religiosa e \u00e0s diversas express\u00f5es de relativismo, reflecte-se de forma ineg\u00e1vel na concep\u00e7\u00e3o e na pr\u00e1tica da vida das fam\u00edlias do nosso tempo e do nosso Pa\u00eds. Ao perder-se a identidade religiosa, perde-se, inevitavelmente, a verdadeira no\u00e7\u00e3o da pessoa e da sua dignidade bem como o valor inviol\u00e1vel da vida, desde a sua concep\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0 sua natural conclus\u00e3o, ofuscando-se tamb\u00e9m a compreens\u00e3o da Fam\u00edlia tal como ela \u00e9 e se deve exprimir, quer no plano sobrenatural da revela\u00e7\u00e3o, quer no \u00e2mbito do direito natural. Ora, a fidelidade \u00e0 Eucaristia, no seu ritmo lit\u00fargico de P\u00e1scoa semanal, permitir\u00e1, sem sombra de d\u00favidas, dissipar qualquer forma de relativismo e integrar, na tessitura do quotidiano das nossas fam\u00edlias, o absoluto do amor e da verdade que elas s\u00e3o chamadas a espelhar.<\/p>\n<p>Testemunho. O testemunho de numerosas fam\u00edlias que celebram fielmente a Eucaristia, inserindo nela o ritmo e a sensibilidade familiar, leva-nos a afirmar que vale a pena iniciar as nossas fam\u00edlias \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conclus\u00f5es das Jornadas Nacionais de Pastoral Familiar<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[44],"tags":[],"class_list":["post-5707","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-igreja"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5707","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5707"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5707\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5707"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5707"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5707"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}