{"id":5722,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5722"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"credito-em-vez-de-esmolas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/credito-em-vez-de-esmolas\/","title":{"rendered":"Cr\u00e9dito em vez de esmolas"},"content":{"rendered":"<p>Abertas ^tr\u00eas sucursais de microcr\u00e9dito <!--more--> Os pobres precisam de cr\u00e9dito. N\u00e3o de subs\u00eddios. Esta \u00e9 a ideia que est\u00e1 por detr\u00e1s do microcr\u00e9dito e que levou \u00e0 abertura de tr\u00eas sucursais do Millennium bcp, no dia 8 de Novembro, especificamente para conceder pequenos cr\u00e9ditos.<\/p>\n<p>Os estabelecimentos, abertos em Lisboa, Porto e Braga (e, em breve, em Set\u00fabal), t\u00eam como objectivo suportar o empreendorismo e combater a exclus\u00e3o social. Os principais benefici\u00e1rios s\u00e3o desempregados, micro-empresas, jovens licenciados, imigrantes e reformados.<\/p>\n<p>O banco, em parceria com a McKinsey&#038;Co, a Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian e a C\u00e1ritas, prev\u00ea promover tr\u00eas mil projectos de pessoas e micro-empresas que n\u00e3o t\u00eam acesso ao cr\u00e9dito da banca tradicional, quer por o montante ser relativamente pequeno, n\u00e3o interessando \u00e0s institui\u00e7\u00f5es financeiras tradicionais, quer por essas pessoas nem sempre oferecerem condi\u00e7\u00f5es de garantia de pagamento do empr\u00e9stimo.<\/p>\n<p>Com um montante m\u00e1ximo de cr\u00e9dito a conceder que rondar\u00e1 os 15 mil euros, os projectos apoiados pelo Millennium bcp ter\u00e3o a dura\u00e7\u00e3o m\u00e1xima de 4 anos, com um per\u00edodo de car\u00eancia que poder\u00e1 ir at\u00e9 aos 6 meses. Por outro lado, o banco oferece gestores para apoio personalizado \u2013 do desenvolvimento da ideia \u00e0 concretiza\u00e7\u00e3o do plano de neg\u00f3cio \u2013 e um servi\u00e7o de forma\u00e7\u00e3o em conceitos b\u00e1sicos de gest\u00e3o.<\/p>\n<p>Cr\u00e9dito micro, iniciativa macro<\/p>\n<p>O microcr\u00e9dito existe em Portugal desde 1998, atrav\u00e9s da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Direito ao Cr\u00e9dito (www.microcredito.com.pt). A ideia de conceder micro-empr\u00e9stimos a pessoas que querem ter o seu neg\u00f3-cio (bastando, por vezes, poderem comprar uma m\u00e1quina de costura, um telefone ou uma m\u00e1quina de cortar relva), em vez de viverem da subs\u00eddio-depend\u00eancia, nasceu com o economista Muhammad Yunus, no Bangladesh, ao criar o Gramenn Bank (\u201cBanco da Aldeia\u201d), um banco \u201cpara emprestar dinheiro a quem ningu\u00e9m empresta\u201d. O banco cresceu e \u00e9 rent\u00e1vel, com uma taxa de cr\u00e9dito mal parado menor do que na banca tradicional, porque os beneficiados fazem tudo para corresponder \u00e0 confian\u00e7a neles depositada.<\/p>\n<p>Gra\u00e7a Franco escreveu h\u00e1 dias no P\u00fablico o que Muhammad Yunus lhe disse, ao passar por Portugal, vindo dos Estados Unidos, onde o programa de microcr\u00e9dito estava a ter sucesso entre os sem-abrigo de Chicago e Nova Iorque. \u201cNo final \u2013 relata a jornalista \u2013, [M. Yunus] disse-me qualquer coisa como isto: Sabe porque falham muitas medidas de combate \u00e0 pobreza? Porque se olham os pobres como gente diminu\u00edda, pouco esperta, for\u00e7osamente pregui\u00e7osa, a precisar de seguir os conselhos dos que s\u00e3o mais ricos. Isso \u00e9 totalmente falso. Os pobres sabem melhor do que ningu\u00e9m do que precisam exactamente para sair da pobreza. Podem at\u00e9 ter muito mais voca\u00e7\u00e3o para o neg\u00f3cio e intelig\u00eancia do que voc\u00ea. Quase sempre tiveram apenas menos sorte e menos instru\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o s\u00e3o menos inteligentes. Sabem, ali\u00e1s, muito melhor rentabilizar os seus talentos e lutar pela sobreviv\u00eancia. Tal como um rico que queira tornar-se empres\u00e1rio, precisam de cr\u00e9dito, mas dispensam subs\u00eddios e esmolas\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Abertas ^tr\u00eas sucursais de microcr\u00e9dito<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[49],"tags":[],"class_list":["post-5722","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5722","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5722"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5722\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5722"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5722"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5722"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}