{"id":5734,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5734"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"franca-14","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/franca-14\/","title":{"rendered":"Fran\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> Todos eles como n\u00f3s somos franceses na perturbante miss\u00e3o de compreender o que se passa, de ir \u00e0 procura das causas \u00faltimas (ou primeiras)!<\/p>\n<p>Todos os que se preocupam um pouco para al\u00e9m do seu quintal, j\u00e1 se confrontaram com tudo o que resume o bin\u00f3nimo choque socio-cultural  ou  fracasso das pol\u00edticas de integra\u00e7\u00e3o social: em Fran\u00e7a? Como \u00e9 poss\u00edvel?!<\/p>\n<p>Mas afinal o que \u00e9 a Fran\u00e7a? Um apontamento hist\u00f3rico dos mais elementares (busca na Internet! Com a devida v\u00e9nia \u00e0 Wikip\u00e9dia, a enciclop\u00e9dia livre):<\/p>\n<p>Childerico I (437-482), foi um rei da Dinastia Merov\u00edngia, o \u00faltimo dos reis pag\u00e3os no territ\u00f3rio que se tornaria a actual Fran\u00e7a. Sucedeu a Meroveu. Reinou entre 463 e sua morte em 481. Teve como esposa Basine da Tur\u00edngia. Combateu os visigodos ao lado do general romano Aegidius. Foi sucedido pelo seu filho, Cl\u00f3vis I.<\/p>\n<p>As fronteiras da Fran\u00e7a moderna s\u00e3o muito semelhantes \u00e0s fronteiras da antiga G\u00e1lia, territ\u00f3rio habitado pelos gauleses, de origem Celta. A G\u00e1lia foi conquistada pelos Romanos no s\u00e9culo I a.C., e os gauleses acabaram por adoptar a cultura e a l\u00edngua latinas.<\/p>\n<p>Apesar de a monarquia francesa ser muitas vezes datada do s\u00e9culo V, a exist\u00eancia da Fran\u00e7a como pa\u00eds come\u00e7a no s\u00e9culo IX com o Tratado de Verdun, que definiu a divis\u00e3o por Carlos Magno do Imp\u00e9rio Franco em uma parte a Leste e uma parte a Oeste. A parte Leste pode ser considerada como o inicio da Alemanha actual, a parte Leste como a Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Os francos formavam uma das v\u00e1rias tribos germ\u00e2nicas que adentraram o espa\u00e7o do imp\u00e9rio romano a partir da Fr\u00edsia como foederati e estabeleceram um reino duradouro na \u00e1rea que cobre a maior parte da Fran\u00e7a dos dias de hoje e na regi\u00e3o da Franc\u00f4nia na Alemanha, formando a semente hist\u00f3rica de ambos na actualidade. <\/p>\n<p>O reino franco passou por v\u00e1rias partilhas, j\u00e1 que os francos dividiam a sua propriedade entre os filhos sobreviventes, e como n\u00e3o tinham um senso amplo de uma res publica, conceberam o reino como uma grande extens\u00e3o de uma propriedade privada. Essa pr\u00e1tica explica em parte a dificuldade de descrever com precis\u00e3o as datas e limites f\u00edsicos de quaisquer um dos reinos francos e quem reinou sobre as v\u00e1rias sec\u00e7\u00f5es. A retrac\u00e7\u00e3o da alfabetiza\u00e7\u00e3o enquanto os francos reinaram agrava o problema: eles produziram poucos registros escritos. Em ess\u00eancia no entanto, duas dinastias de l\u00edderes sucederam uma a outra, primeiro os merov\u00edngios e depois os carol\u00edngios. <\/p>\n<p>A palavra franco significava \u201clivre\u201d na l\u00edngua franca. A liberdade n\u00e3o se estendia \u00e0s mulheres ou \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de escravos que se instalou junto com os francos livres. Inicialmente havia duas subdivis\u00f5es principais entre os francos: os francos s\u00e1lios (\u201csalgado\u201d) e os ripu\u00e1rios (\u201crio\u201d). Por volta do s\u00e9culo IX essa divis\u00e3o tornara-se virtualmente inexistente, mas continuou por algum tempo a ter implica\u00e7\u00f5es para o sistema legal sob o qual a pessoa poderia ser julgada.<\/p>\n<p>A Fran\u00e7a! Quem diria?<\/p>\n<p>D\u00favidas? Ent\u00e3o olhemos para o futebol, para parte da mais recente convocat\u00f3ria da selec\u00e7\u00e3o A. De onde s\u00e3o estes gauleses? David Trezeguet, Anelka, Boumsong, Abidal, Gallas, Dhorasso, Thuram, Makelele, Govou, Vieira, Cisse,\u2026 eis os \u201cbleus\u201d, a selec\u00e7\u00e3o gaulesa, isto \u00e9, francesa,\u2026 complicado!?<\/p>\n<p>\u00c9 f\u00e1cil perceber o que nos acontece (a todos!) l\u00e1 em Fran\u00e7a?! N\u00e3o \u00e9?<\/p>\n<p>M\u00e3os \u00e0 obra. Um ciclo da hist\u00f3ria come\u00e7a a fechar-se.<\/p>\n<p>Desportivamente\u2026 pelo desporto! <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-5734","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-desporto"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5734","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5734"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5734\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5734"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5734"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5734"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}