{"id":5761,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5761"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"ordens-congregacoes-e-institutos-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/ordens-congregacoes-e-institutos-1\/","title":{"rendered":"Ordens, congrega\u00e7\u00f5es e institutos &#8211; 1"},"content":{"rendered":"<p>O leitor pergunta <!--more--> A que nos referimos quando falamos de ordens, congrega\u00e7\u00f5es e institutos religiosos? \u00c9 tudo a mesma coisa?<\/p>\n<p>Importa, antes de entrar na defini\u00e7\u00e3o dos termos que comp\u00f5em a pergunta, constatar que a longa hist\u00f3ria da Igreja se faz do encontro entre os desafios da hist\u00f3ria e as respostas com que o Esp\u00edrito Santo, pela Igreja, vai correspondendo &#8211; muitas vezes, por antecipa\u00e7\u00e3o &#8211; \u00e0s inquieta\u00e7\u00f5es dos homens de cada tempo. Hist\u00f3ria e eternidade s\u00e3o os dois elementos estruturantes da vida da Igreja. O aparecimento de vida consagrada sempre se deu em resultado desta conflu\u00eancia de inquieta\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e assist\u00eancia do Esp\u00edrito, pela multiplicidade de carismas.<\/p>\n<p>Institutos de Vida consagrada<\/p>\n<p>A fim de regular e definir rigorosamente a multiplicidade de formas com que se organiza a vida religiosa, na Igreja Cat\u00f3lica, o C\u00f3digo de Direito Can\u00f3nico, de 1983, no c\u00e2non 573, apresenta uma defini\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica de vida consagrada que se aplica, indistintamente, a todas as formas organizadas da vida religiosa, sob o t\u00edtulo de institutos de vida consagrada (sejam eles institutos religiosos [quer se trate de ordens ou de congrega\u00e7\u00f5es] ou institutos seculares). Nesta defini\u00e7\u00e3o, diz-se que \u00aba vida consagrada, pela profiss\u00e3o dos conselhos evang\u00e9licos \u00e9 a forma est\u00e1vel de viver, pela qual os fi\u00e9is, sob a ac\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, seguindo a Cristo mais de perto, se consagram totalmente a Deus, sumamente amado, para que, devotados por um t\u00edtulo novo e peculiar \u00e0 Sua honra, \u00e1 edifica\u00e7\u00e3o da Igreja e \u00e0 salva\u00e7\u00e3o do mundo, alcancem a perfei\u00e7\u00e3o da caridade ao servi\u00e7o do Reino de Deus e, convertidos em sinal preclaro na Igreja, preanunciem a gl\u00f3ria celeste.\u00bb No par\u00e1grafo seguinte, consideram-se, como notas destes institutos de vida consagrada, o facto de serem erigidos canonicamente pela autoridade competente da Igreja, tendo os seus membros, proferido votos ou assumido outros v\u00ednculos sagrados, \u00abde acordo com as pr\u00f3prias leis dos institutos\u00bb, observando os conselhos evang\u00e9licos, com que se unem \u00e0 Igreja e ao seu mist\u00e9rio. Em bom rigor, ainda que, latamente, todos os institutos religiosos sejam vulgarmente designados, de modo indistinto, como \u00abcongrega\u00e7\u00f5es\u00bb (de \u00abcongregatio\u00bb &#8211; reuni\u00e3o, cria\u00e7\u00e3o de comunidade) ou como ordens (aludindo-se \u00e0 sua organiza\u00e7\u00e3o), com correc\u00e7\u00e3o deve dizer-se que as congrega\u00e7\u00f5es se distinguem das ordens pela n\u00e3o solenidade dos votos p\u00fablicos, como se definia no C\u00f3digo de Direito Can\u00f3nico de 1917. A \u00faltima ordem a ser criada foi a dos Irm\u00e3os da Penit\u00eancia de Jesus Nazareno, em 1784, por Pio VI. Tenha-se, ali\u00e1s, em conta, que as ordens precedem, historicamente, as congrega\u00e7\u00f5es. Importa, ainda, referir que todos os membros das ordens se designam como regulares, sendo que as do sexo feminino s\u00e3o designadas como monjas. <\/p>\n<p>Algumas ordens: Ordem de Santo Agostinho, Ordem Beneditina, Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, Sociedade de Jesus, Cartuxos, Dominicanos.<\/p>\n<p>Algumas congrega\u00e7\u00f5es: Salesianos, Redentoristas, Scalabrinianos, Dehonianos, Maristas, Passionistas.<\/p>\n<p>Na pr\u00f3xima semana: Institutos Religiosos, Institutos Seculares e Sociedades de vida apost\u00f3lica<\/p>\n<p>Lu\u00eds Silva<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O leitor pergunta<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-5761","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5761","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5761"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5761\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5761"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5761"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5761"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}