{"id":5823,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5823"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"ordens-congregacoes-e-institutos-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/ordens-congregacoes-e-institutos-2\/","title":{"rendered":"Ordens, congrega\u00e7\u00f5es e institutos &#8211; 2"},"content":{"rendered":"<p>O leitor pergunta <!--more--> A que nos referimos quando falamos de ordens, congrega\u00e7\u00f5es e institutos religiosos? \u00c9 tudo a mesma coisa?<\/p>\n<p>Definidos os institutos de vida consagrada (ver CV de 23 de Novembro), h\u00e1 que distinguir, entre estes, os que s\u00e3o institutos religiosos dos que s\u00e3o institutos seculares.<\/p>\n<p>Institutos Religiosos<\/p>\n<p>Por instituto religioso entende-se (can. 607) \u00aba sociedade em que os membros emitem, segundo o direito pr\u00f3prio, votos perp\u00e9tuos ou tempor\u00e1rios, mas que, decorrido o prazo, devem ser renovados, e vivem a vida fraterna em comum.\u00bb Segundo o C\u00f3digo, s\u00e3o tr\u00eas as notas definidoras dos Institutos Religiosos: assun\u00e7\u00e3o ou profiss\u00e3o dos Conselhos evang\u00e9licos, mediante votos p\u00fablicos, actual ou tendencialmente perp\u00e9tuos; vida em comunidade, dentro da mesma e sob uma comum disciplina; a separa\u00e7\u00e3o do mundo, segundo a identidade espec\u00edfica de cada instituto. <\/p>\n<p>Institutos Seculares<\/p>\n<p>Distintamente deste quadro, definem-se os institutos seculares como aqueles \u00abinstitutos de vida consagrada, em que os fi\u00e9is, vivendo no s\u00e9culo (compreenda-se \u00abvivendo envolvidos nas realidades temporais, nas sociedades civis, no mundo\u00bb), se esfor\u00e7am por atingir a perfei\u00e7\u00e3o da caridade e por contribuir, sobretudo a partir de dentro, para a santifica\u00e7\u00e3o do mundo. Poder\u00e1 servir-nos, para compreender esta distin\u00e7\u00e3o entre instituto religioso e secular, o facto de, naqueles, a condi\u00e7\u00e3o can\u00f3nica pr\u00f3pria se alterar (o seu membro, pela sua nova condi\u00e7\u00e3o, \u00e9 um religioso), ao passo que, no instituto secular, essa altera\u00e7\u00e3o n\u00e3o se processa. Continua-se leigo ou cl\u00e9rigo, sem decorrer, da ades\u00e3o ao instituto secular, uma qualquer modifica\u00e7\u00e3o deste teor. Esta diferen\u00e7a substancial decorre de uma procura de resposta do Esp\u00edrito, pela Igreja, aos desafios decorrentes da nova sociedade com que Igreja se foi deparando, a partir do s\u00e9culo XIX, ainda que j\u00e1 no s\u00e9culo XVI tenham sido feitas as primeiras tentativas de cria\u00e7\u00e3o de estruturas de profiss\u00e3o secular. Os s\u00e9culos XIX e XX, profundamente marcados por um fen\u00f3meno de progressiva descristianiza\u00e7\u00e3o da sociedade e dos espa\u00e7os p\u00fablicos, assim como pela emerg\u00eancia de ate\u00edsmos militantes, foi desafiando a Igreja a encontrar modos de, no seio das sociedades, transformar as estruturas e as rela\u00e7\u00f5es entre homens e mulheres. Historicamente, os institutos seculares surgem, com car\u00e1cter de estrutura reconhecida, j\u00e1 no s\u00e9culo XX, sendo aprovados, oficialmente, pelo Papa Pio XII, com a constitui\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica Provida Mater Ecclesia (1947), tendo sido definidos com maior rigor o seu estatuto e a sua identidade, em 1948, com o Motu Proprio Primo feliciter.<\/p>\n<p>Institutos seculares, em Portugal (dados de 2003): Instituto Secular das Cooperadoras da Fam\u00edlia, I. S. da Sagrada Fam\u00edlia, I. S. Mission\u00e1rio Servas do Apostolado, I.S. Ancilla Domini, Instituto Caritas Christi, Companhia Mission\u00e1ria do Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, I.S. Filia\u00e7\u00e3o Cordimariana, I.S. Irm\u00e3s de Maria de Schoenstatt, Instituto Mission\u00e1rias Combonianas, Instituto Nossa Senhora da Anuncia\u00e7\u00e3o, IS. Nossa Senhora de Schoenstatt, I.S. da Pequena Fam\u00edlia Franciscana, I.S. das Volunt\u00e1rias de D. Bosco, I.S. Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, I.S. dos Padres de Schoenstatt, <\/p>\n<p>Sociedades de vida apost\u00f3lica<\/p>\n<p>Uma terceira categoria, considerada como distinta dos institutos de vida consagrada, (mas inclu\u00edda numa sec\u00e7\u00e3o em que se analisam os institutos de vida consagrada e sociedades de vida apost\u00f3lica) referenciada no C\u00f3digo de Direito Can\u00f3nico, \u00e9 a das sociedades de vida apost\u00f3lica, \u00abcujos membros, sem votos religiosos, prosseguem o fim apost\u00f3lico pr\u00f3prio da sociedade e, vivendo em comum a vida fraterna, e de acordo com a pr\u00f3pria forma de vida, tendem, pela observ\u00e2ncia das constitui\u00e7\u00f5es, \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o da caridade\u00bb. S\u00e3o Filipe de N\u00e9ri pode ser considerado como o pai das sociedades de vida apost\u00f3lica masculinas, tal como as conhecemos, hoje, e S\u00e3o Vicente de Paulo como o fundador das sociedade femininas. As sociedades de vida apost\u00f3lica podem ser clericais ou laicais, masculinas ou femininas.<\/p>\n<p>Algumas sociedades de vida apost\u00f3lica: Instituto de Cristo-Rei, Filhas da Caridade de S. Vicente de Paulo, Mission\u00e1rios de Guadalupe, Mission\u00e1rios dos Santos Ap\u00f3stolos, Companhia dos Sacerdotes de S\u00e3o Sulp\u00edcio, Congrega\u00e7\u00e3o de Jesus e Maria (Eudistas), Mission\u00e1rios do Precios\u00edssimo Sangue, Sociedade de Apostolado Cat\u00f3lico (Palotinos).<\/p>\n<p>Lu\u00eds Silva<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O leitor pergunta<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-5823","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5823","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5823"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5823\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5823"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5823"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5823"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}