{"id":5829,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5829"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"e-melhor-estar-a-chuva-do-que-na-barraca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/e-melhor-estar-a-chuva-do-que-na-barraca\/","title":{"rendered":"&#8220;\u00c9 melhor estar \u00e0 chuva do que na barraca&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>32\u00ba Encontro Nacional da Pastoral dos Ciganos <!--more--> A assist\u00eancia quase ficou af\u00f3nica, quando Cesarina Santos, uma jovem cigana, vinda de Bragan\u00e7a, lan\u00e7ou o brado deixando mensagem: \u201cEu n\u00e3o sei falar mas sei dizer que \u00e9 melhor estar \u00e0 chuva, na rua, do que na barraca onde chove. N\u00f3s, ciganos, antes de tudo precisamos de casa digna\u201d.<\/p>\n<p>Pela 32\u00aa vez se realizou o Encontro Nacional da Pastoral dos Ciganos, presidido por D. Ant\u00f3nio Vitalino Dantas, Bispo de Beja, Presidente da Comiss\u00e3o Episcopal da Mobilidade Humana. Participaram 50 pessoas, 20% das quais de etnia cigana, das Dioceses de Bragan\u00e7a &#8211; Miranda, Porto, Aveiro, Viseu, Guarda, Porta-legre e Castelo Branco, Leiria-F\u00e1tima, Lisboa, Beja e Algarve.<\/p>\n<p>O tema principal do Encontro foi o empenhamento dos Secretariados Diocesanos da Pastoral dos Ciganos na evangeliza\u00e7\u00e3o entre as popula\u00e7\u00f5es de etnia cigana e no desenvolvimento social das comunidades ciganas.<\/p>\n<p>Estes encontros v\u00eam-se aquilatando pela din\u00e2mica que algumas dioceses v\u00e3o imprimindo no seu \u00e1rduo trabalho de saber conjugar uma pastoral de evangelho a percorrer os caminhos das barracas, das rotas das estradas, e n\u00e3o se limitando s\u00f3 (e ainda) a ficar-se pelas novas t\u00e9cnicas que tudo d\u00e3o mas que, porventura, n\u00e3o chegar\u00e3o ainda ao cora\u00e7\u00e3o da maior parte das etnias que continuam a ser marginalizadas nos diversos sectores da sociedade, salvo raras (e j\u00e1 muitas) excep\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Os ciganos j\u00e1 n\u00e3o precisar\u00e3o tanto de p\u00e3o, mas continuam a reivindicar, clamando mesmo, por casa, por condi\u00e7\u00f5es higi\u00e9nicas indispens\u00e1veis \u00e0 dignidade humana. E todos ter\u00e3o chegado \u00e0 conclus\u00e3o de que \u00e9 bom dar-se o peixe, mas \u00e9 necess\u00e1rio tamb\u00e9m darem-se canas, n\u00e3o s\u00f3 \u00e0s etnias, mas igualmente \u00e0s gentes n\u00e3o gitanas, em especial a muitos crist\u00e3os bem comprometidos e respons\u00e1veis na \u201cSanta Madre Igreja\u201d, que ainda olvidam que o Cigano \u00e9 PESSOA.<\/p>\n<p>Catecismo Cat\u00f3lico Cigano<\/p>\n<p>Concluiu-se globalmente que a Pastoral dos ciganos &#8211; evangeliza\u00e7\u00e3o- n\u00e3o pode caminhar separadamente do social; \u00e9 um trabalho de todos os sectores, quer das autarquias, das par\u00f3quias, das dioceses e suas institui\u00e7\u00f5es, com a colabora\u00e7\u00e3o dos respons\u00e1veis nacionais ou diocesanos. Preconizou-se a elabora\u00e7\u00e3o de um catecismo cat\u00f3lico que assuma a forma da cultura e dos valores dos ciganos. Constatou-se que no modo de viver, social, do vestir h\u00e1 uma grande transforma\u00e7\u00e3o, que surpreende, de algum modo, n\u00e3o s\u00f3 os \u201cvenerandos\u201d ciganos de barbas e cabelos compridos, a olhar para as suas filhas ou netas de mini-saia, ou bem decotadas, mas tamb\u00e9m todos quantos se habituaram ao \u201chabitat\u201d cigano. Como conciliar tamb\u00e9m estas mentalidades, estas culturas?!<\/p>\n<p>Destacamos ainda das conclus\u00f5es os preconceitos racistas da nossa sociedade, no ter e no ser; a continua\u00e7\u00e3o da inactividade ao n\u00edvel do Governo Central no que concerne \u00e0 revis\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o obsoleta sobre a venda ambulante, uma das grandes alavancas da sobreviv\u00eancia cigana, no norte, no sul ou no centro do Pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>32\u00ba Encontro Nacional da Pastoral dos Ciganos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[44],"tags":[],"class_list":["post-5829","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-igreja"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5829","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5829"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5829\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5829"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5829"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5829"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}