{"id":5835,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5835"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"sinais-de-fogo-que-provam-que-a-morte-nao-vence-o-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/sinais-de-fogo-que-provam-que-a-morte-nao-vence-o-amor\/","title":{"rendered":"&#8220;Sinais de fogo que provam que a morte n\u00e3o vence o amor&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>O que se aprende a venerar as rel\u00edquias <!--more--> Aqueles ossos s\u00e3o restos, s\u00e3o rasto, s\u00e3o prova. S\u00e3o restos duma mulher que serviu escondidamente a Igreja, rezou pelo mundo, aspirou \u00e0 santidade, \u00e0 uni\u00e3o com Jesus. S\u00e3o restos de quem teve uma alma com hist\u00f3ria, em cujo enredo entrou Deus como protagonista principal, a fim de a usar como se usa um instrumento maravilhoso, para ensinar a pedagogia do amor a uma cultura que decidira j\u00e1 n\u00e3o necessitar de o aprender. S\u00e3o rasto discreto da inunda\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito de Deus no fr\u00e1gil vaso de barro que foi a Petit Th\u00e9r\u00e8se. S\u00e3o prova para quem n\u00e3o chega ver sem ver, para quem precisa de ver j\u00e1 n\u00e3o apenas com a f\u00e9 nem com os olhos mas tamb\u00e9m com as m\u00e3os, e s\u00e3o \u00e2nimo at\u00e9 para quem j\u00e1 nem for\u00e7as tem para pedir provas.<\/p>\n<p>Aqueles ossos pequeninos s\u00e3o rel\u00edquias, mas n\u00e3o exigem a ades\u00e3o da f\u00e9. S\u00e3o sinais que n\u00e3o t\u00eam valor em si, que n\u00e3o apontam para si mas para Quem a chamou \u00e0 vida, \u00e0 f\u00e9 e \u00e0 eternidade. As rel\u00edquias de S. Teresinha ainda hoje nos falam porque ontem ela privilegiou a aten\u00e7\u00e3o e o cuidado das pequenas coisas; e porque tamb\u00e9m por entre as ninharias da vida e das pequenas coisas anda e se revela o Senhor.<\/p>\n<p>Aquelas rel\u00edquias s\u00e3o sinais de fogo que provam que a morte n\u00e3o vence o amor. E nos levam para al\u00e9m da pra\u00e7a do encontro, reenviando-nos para todos os lugares e horizontes, onde possamos fazer ao mais pequenino dos irm\u00e3os como se o fiz\u00e9ssemos a Cristo.<\/p>\n<p>Aquelas rel\u00edquias s\u00e3o o \u00faltimo resto daquela pequena vida que sofreu e amou, cantou e rezou, duvidou e seguiu em frente, se consagrou e entregou t\u00e3o extraordinariamente. Aquelas rel\u00edquias s\u00e3o fragmentos de luz cuja presen\u00e7a no meio de n\u00f3s falam que \u00abTudo \u00e9 gra\u00e7a\u00bb, e gritam por intercess\u00e3o e al\u00edvio para os cansados da vida, os dizimados pela dor, os prostrados pela injusti\u00e7a, os surpreendidos pelo sem-sentido, os encarcerados no labirinto das d\u00favidas, os b\u00eabados de escurid\u00e3o e de noite sem fim.<\/p>\n<p>Que se aprende na escola de Teresinha, junto dos restos do seu corpo santo? Aprende-se a seguir Jesus suceda o que suceder, aconte\u00e7a o que aconte\u00e7a, surpreenda-se quem se surpreender, perturbe-se quem se perturbar. Aprende-se a tudo dar sem medida e dar-se a si mesmo sem olhar a quem, a ouvir a calada voz interior que nos engrandece com sua presen\u00e7a e nos empurra mar adentro, como quando o vento leste suavemente impele as velas da barca.  <\/p>\n<p>Frei Jo\u00e3o Costa, carmelita<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que se aprende a venerar as rel\u00edquias<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-5835","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5835","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5835"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5835\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5835"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5835"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5835"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}