{"id":5849,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5849"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"explicar-e-preciso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/explicar-e-preciso\/","title":{"rendered":"Explicar \u00e9 preciso"},"content":{"rendered":"<p>Livro <!--more--> O actual arcebispo de Mil\u00e3o explica o Credo. \u00c9 necess\u00e1rio. Aquilo que se repete todos os domingos parece cada vez menos assimilado<\/p>\n<p>Fazem falta explica\u00e7\u00f5es da f\u00e9 cat\u00f3lica. Explica\u00e7\u00f5es simples, mas que n\u00e3o sejam infantilizantes \u2013 para as crian\u00e7as. Explica\u00e7\u00f5es que sejam sedutoras sem baixar a fasquia \u2013 para os jovens. Explica\u00e7\u00f5es estimulantes mas seguras \u2013 para os intelectuais. Explica\u00e7\u00f5es para quem teve uma catequese tradicional, mas depois se afastou da Igreja. Explica\u00e7\u00f5es para adultos, para crist\u00e3os de f\u00e9 tradicional, para idosos&#8230;<\/p>\n<p>\u00c9 estranho n\u00e3o haver mais explica\u00e7\u00f5es do \u201cEu creio\u201d \/ Credo.<\/p>\n<p>Ignora-se o d\u00e9fice de intelig\u00eancia da f\u00e9, talvez \u00e0 for\u00e7a da cren\u00e7a de que basta a repeti\u00e7\u00e3o dominical. Mas uma verdade mil vezes repetida pode continuar a nada dizer \u00e0 vida. Isto por um lado. Por outro, como dizia Fernando Pessoa, \u201co mundo, \u00e0 falta de verdades, est\u00e1 cheio de opini\u00f5es\u201d. E alguns cat\u00f3licos, digo eu, \u00e0 falta de far\u00f3is, seguem qualquer pirilampo (astr\u00f3logos, hor\u00f3scopos, videntes, reencarna\u00e7\u00f5es, supersti\u00e7\u00f5es&#8230;). N\u00e3o h\u00e1 explica\u00e7\u00f5es acess\u00edveis, embora sejam cada vez mais necess\u00e1rias.<\/p>\n<p>Devia ser simples qualquer pessoa entrar numa livraria e encontrar a f\u00e9 explicada em v\u00e1rias linguagens. O pluralismo assim exige. A evangeliza\u00e7\u00e3o assim devia responder.<\/p>\n<p>O cardeal Dionigi Tettamanzi inspira-se no \u201cS\u00e1bado da entrega do Credo\u201d para escrever este livro. Na Antiguidade, nesse s\u00e1bado da Quaresma, os adultos que queriam ser crist\u00e3os recebiam o texto do Credo. Passados uns dias, devolviam-no, depois de decorado e assimilado.<\/p>\n<p>Esta explica\u00e7\u00e3o do bispo, \u201cmestre da f\u00e9\u201d, \u00e9 uma reentrega porque, visto que os tempos n\u00e3o s\u00e3o est\u00e1veis como na Antiguidade, uma \u00fanica entrega n\u00e3o chega para que o Credo volte a ser regra, norma e \u201ccrit\u00e9rio claro e seguro para todas as escolhas e comportamentos\u201d.<\/p>\n<p>Para termos ideia do estilo desta explica\u00e7\u00e3o, vejamos uns par\u00e1grafos sobre a catolicidade da Igreja.<\/p>\n<p>\u201cO t\u00edtulo de \u00abcat\u00f3lica\u00bb \u00e9 um t\u00edtulo que evoca a ideia de plenitude: significa \u00abuniversal\u00bb no sentido de \u00absegundo a totalidade\u00bb\u201d. Originariamente, op\u00f5e-se \u00e0 experi\u00eancia do faccionismo, da divis\u00e3o e da parcialidade.<\/p>\n<p>Professar na f\u00e9 a \u00abcatolicidade\u00bb da Igreja \u00e9 recusar a atitude de quem selecciona algumas partes da experi\u00eancia e da verdade de f\u00e9 em desfavor de outras, mantendo somente as que lhe agradam mais.<\/p>\n<p>\u00c9 empenhar-se num di\u00e1logo e numa comunh\u00e3o universais. \u00c9 evitar todo o tipo de encerramento na sua realidade de Igreja e toda a forma de particularismo\u201d.<\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livro<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[66],"tags":[],"class_list":["post-5849","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5849","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5849"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5849\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5849"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5849"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5849"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}