{"id":5861,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5861"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"demos-um-pontape-na-preguica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/demos-um-pontape-na-preguica\/","title":{"rendered":"Demos um pontap\u00e9 na pregui\u00e7a!"},"content":{"rendered":"<p>Educar&#8230; hoje <!--more--> \u00c9 a pregui\u00e7a que me traz aqui hoje. Sei de uma turma de alunos que, na \u00e1rea de Forma\u00e7\u00e3o C\u00edvica, est\u00e1 a desenvolver trabalhos sobre esta tem\u00e1tica. Em grupos de quatro, h\u00e1 sempre um que se assume como pregui\u00e7oso e conta o que faz, ou n\u00e3o faz, e os outros questionam-no, descobrindo os momentos em que se deixam levar pela indol\u00eancia e as motiva\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias \u00e0 mandriice. Desde uma encena\u00e7\u00e3o, a cartazes com o estudo de casos (os deles pr\u00f3prios), passando por jogos de palavras e pela refer\u00eancia ao mam\u00edfero do Brasil de nome Pregui\u00e7a, os alunos desenvolvem o esp\u00edrito cr\u00edtico e criativo. Mas o mais importante \u00e9 o facto de aprenderem a questionar comportamentos, muitos deles sem qualquer justifica\u00e7\u00e3o que n\u00e3o a de um metabolismo psicologicamente respons\u00e1vel pela ociosidade e pela desist\u00eancia cr\u00f3nica, face \u00e0 mais pequena contrariedade. <\/p>\n<p>Ora pensar a pregui\u00e7a \u00e9 uma actividade que se integra numa din\u00e2mica bem definida de responsabiliza\u00e7\u00e3o de atitudes, para j\u00e1 n\u00e3o falar na aprendizagem mais ampla de valores. Mais: integra-se num esfor\u00e7o (que deve ser continuado) da descoberta de problemas e suas resolu\u00e7\u00f5es, que a Escola procura desenvolver nos alunos. <\/p>\n<p>E n\u00e3o ser\u00e1 a pregui\u00e7a um obst\u00e1culo \u00e0 urg\u00eancia, proclamada em muitos discursos que se ouvem ultimamente no nosso pa\u00eds: o grande desafio \u00e9 a qualifica\u00e7\u00e3o? (Vejam-se, a prop\u00f3sito do nosso grau de qualifica\u00e7\u00e3o e escolariza\u00e7\u00e3o, os dados da OCDE.) <\/p>\n<p>Em paralelo com esta prem\u00eancia, surge outro alvo: a sa\u00fade. \u00c9 o senhor Presidente da Rep\u00fablica que alerta para a necessidade de se formarem consci\u00eancias atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o para a sa\u00fade, na sua jornada de quatro dias sobre \u201cenvelhecimento e autonomia\u201d. \u00c9 um comentador, a prop\u00f3sito do Relat\u00f3rio do Observat\u00f3rio Europeu das Drogas e da Toxicodepend\u00eancia deste ano, que relata que Portugal continua a ser um dos pa\u00edses da UE com maior \u00edndice de infec\u00e7\u00f5es pelo HIV (em 2003) entre consumidores de droga inject\u00e1vel. Dizia ele que os profissionais de sa\u00fade t\u00eam de encontrar os meios para levar a popula\u00e7\u00e3o a comportamentos seguros e correctos. \u00c9 o Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o, que publicou um Parecer sobre a Educa\u00e7\u00e3o Sexual nas Escolas, de 27 de Outubro. \u00c9 o Grupo de Trabalho de Educa\u00e7\u00e3o Sexual, coordenado pelo Professor Daniel Sampaio, com um Relat\u00f3rio Preliminar sobre a mesma mat\u00e9ria, de 31 de Outubro. Estes dois documentos encontram-se acess\u00edveis na p\u00e1gina da internet do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o*. Bom seria que tais textos originassem uma discuss\u00e3o generalizada na comunidade educativa local e nacional. A ler, pelo esclarecimento de ideias, pela actualidade e pelas pistas de trabalho.  <\/p>\n<p>Digo eu: pais, professores\/educadores, funcion\u00e1rios administrativos e auxiliares da ac\u00e7\u00e3o educativa, e alunos, por que n\u00e3o?!, t\u00eam de encontrar os meios para que os comportamentos da popula\u00e7\u00e3o estudantil sejam os seguros e os correctos, contrariando a pregui\u00e7a ou a desist\u00eancia enganadoras. Dif\u00edcil? Muito. Faz-se na Escola? Sim, em muitos estabelecimentos p\u00fablicos e privados, de forma mais pontual ou planificada a longo prazo. Mas o espor\u00e1dico n\u00e3o chega. <\/p>\n<p>* http:\/\/www.dgidc.min-edu.pt\/EducacaoSexual<\/p>\n<p>http:\/\/www.dgidc.min-edu.pt\/EducacaoSexual\/Parecer_Final_CNE.pdf<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Educar&#8230; hoje<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-5861","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5861","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5861"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5861\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5861"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5861"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5861"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}