{"id":5862,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5862"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"eu-te-vi-quando-estavas-sob-a-figueira-jo-1-48-parte-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/eu-te-vi-quando-estavas-sob-a-figueira-jo-1-48-parte-ii\/","title":{"rendered":"&#8220;Eu te vi quando estavas sob a figueira&#8221; (Jo 1, 48) &#8211; Parte II"},"content":{"rendered":"<p>Essa Voca\u00e7\u00e3o celibat\u00e1ria como piada ir\u00f3nica. N\u00e3o duvido. Penso, logo n\u00e3o desisto! \u00c9 porta estreita da salva\u00e7\u00e3o, o relaxamento espiritual neste absurdo de \u201cdemiss\u00f5es\u201d (sem ju\u00edzos morais). O riso traz-me de volta \u00e0 terra; afasta-me de ideias est\u00fapidas, tipo: ser \u201cmais-santo-do-que-tu\u201d; ser \u201cmelhor-padre-que-fulano\u201d; \u201ctrabalho apost\u00f3lico verdadeiramente-evangelizador-de-op\u00e7\u00e3o-pelos-pobres\u201d. Sou bom em fingimento real: a cruz \u00e9 light; a vida \u00e9 j\u00e1 um purgat\u00f3rio (dif\u00edcil sustent\u00e1-lo, teologicamente, para depois&#8230;); o desejo que o outro me deseje \u00e9 um inferno; e, finalmente, o c\u00e9u \u00e9 procu-ar viver como penso, e n\u00e3o pensar como me fazem viver! Em vez do \u201cAmai-Vos Uns aos Outros\u201d, vivemos: \u201cArmai-vos uns aos outros!\u201d <\/p>\n<p>Ajuda-me imenso, neste momento de revis\u00e3o de vida, ter presente as tenta\u00e7\u00f5es de Jesus, que s\u00e3o as tenta\u00e7\u00f5es, n\u00e3o vencidas, da nossa Igreja Hoje. Ter presente, tamb\u00e9m, que n\u00e3o me pe\u00e7am que fale do \u201csexo dos anjos\u201d (j\u00e1 sei pelas ilustra\u00e7\u00f5es do Novo Comp\u00eandio do Velho Catecismo, que existem, anjos \u201c\u00e1pteros\u201d, isto \u00e9, sem asas, que rezam cantando) ou do \u201csex appeal\u201d (reprimido: n\u00e3o amar de verdade ningu\u00e9m), porque sei um pouco o que \u00e9 a falsa ignor\u00e2ncia socr\u00e1tica, especialidade eclesi\u00e1stica (n\u00e3o eclesial). Aquilo que n\u00e3o se quer saber, em vez de o resolvermos, s\u00f3 o complicamos. <\/p>\n<p>Por exemplo: O que s\u00e3o os semin\u00e1rios? \u201cFoi o Conc\u00edlio de Trento que imp\u00f4s a obriga\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o do semin\u00e1rio em todas as dioceses para garantir uma adequada forma\u00e7\u00e3o do clero. Na organiza\u00e7\u00e3o da vida dos semin\u00e1rios teve uma grande import\u00e2ncia o regulamento imposto por S. Carlos Borromeu, que permaneceu em vigor, em subst\u00e2ncia, at\u00e9 ao Conc\u00edlio Vaticano II\u201d (in CHRISTOS &#8211; Enciclop\u00e9dia do Cristianismo, Verbo, 2004, p.800). Nunca li o que escreveu Carlos Borromeu sobre o assunto, confesso a ignor\u00e2ncia. Mas porque os semin\u00e1rios n\u00e3o s\u00e3o \u201cdogma\u201d de f\u00e9, resta saber como fazer a forma\u00e7\u00e3o em tempos de crise e em tempos de mudan\u00e7a de \u00e9poca como s\u00e3o os nossos? Temos de inventar solu\u00e7\u00f5es, \u00e9 assim que o Evangelho nos questiona. Se n\u00e3o somos capazes de \u201cfazer bem\u201d a forma\u00e7\u00e3o nos semin\u00e1rios, que se fechem e se repensem, seriamente. Por que n\u00e3o se haveria de conceber a educa\u00e7\u00e3o\/forma\u00e7\u00e3o do padre\/mission\u00e1rio do futuro, fora da institui\u00e7\u00e3o do Semin\u00e1rio, e n\u00e3o como um produto exclusivo dos Semin\u00e1rios, sejam de que \u201ctipo\u201d forem? Uma vez acei-te o \u201cdogma\u201d, semin\u00e1rio \u00e9 igual a padre em pot\u00eancia, d\u00e1 a impress\u00e3o de que toda a educa\u00e7\u00e3o\/forma\u00e7\u00e3o feita fora do n\u00e3o-semin\u00e1rio, \u00e9 algo esp\u00fario, ileg\u00edtimo e, sem d\u00favida, desacreditado. A Hist\u00f3ria da Igreja n\u00e3o tem uma receita exclusiva para toda a eternidade e n\u00e3o defende o monop\u00f3lio, neste caso, educativo\/formativo. O profeta \u00e9 sempre tachado de subversivo, o te\u00f3logo de irreverente e o santo \u00e9 tido como louco. E o mission\u00e1rio como \u00e9? Talvez, respondendo a esta quest\u00e3o existencial e de f\u00e9, saibamos um pouquinho mais sobre a educa\u00e7\u00e3o\/forma\u00e7\u00e3o, que queremos para os(as) nosso(as) futuros(as) companheiros(as) de sacerd\u00f3cio ministerial. N\u00e3o ser\u00e1?<\/p>\n<p>N\u00e3o pretendo destruir nada e ningu\u00e9m. Considero-me dentro da Igreja Cat\u00f3lica Ecum\u00e9nica (no esp\u00edrito e na obra de Frei Roger Schutz &#8211; Taiz\u00e9). N\u00e3o esque\u00e7o, nesta mat\u00e9ria quente, duas frases m\u00edsseis n\u00e3o-violentos: uma de Schillebeeckx &#8211; \u201cAquele que espera ora. Aquele que n\u00e3o ora n\u00e3o espera\u201d; a outra de Jacques Lacan \u2013 \u201cO cristianismo n\u00e3o disse sua \u00faltima palavra\u201d. Continue On-line !?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Essa Voca\u00e7\u00e3o celibat\u00e1ria como piada ir\u00f3nica. N\u00e3o duvido. Penso, logo n\u00e3o desisto! \u00c9 porta estreita da salva\u00e7\u00e3o, o relaxamento espiritual neste absurdo de \u201cdemiss\u00f5es\u201d (sem ju\u00edzos morais). 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