{"id":5867,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5867"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"conjecturas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/conjecturas\/","title":{"rendered":"Conjecturas"},"content":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos leitores <!--more--> N\u00e3o sei bem porqu\u00ea, mas n\u00e3o deveria ser assim!&#8230;<\/p>\n<p>Pois n\u00e3o \u00e9 que tivemos de ser adoptados pelo Pr\u00f3prio Criador, que nos fez radicalmente, e ainda mais, movido pela sua pr\u00f3pria vontade!?<\/p>\n<p>O que aconteceu, ent\u00e3o, algures e quando, a esta realidade: o Homem?<\/p>\n<p>Depois, porque \u00e9 que, sendo n\u00f3s criaturas que sucumbem e se diluem na mat\u00e9ria, \u00e0 semelhan\u00e7a em todo o reino animal, se desenvolve em n\u00f3s uma profunda inconformidade com a pr\u00f3pria vida, cansados de conhec\u00ea-la: um ser que nasce vive e morre. Por\u00e9m, nasce em n\u00f3s uma adversidade, nem se sabe bem contra qu\u00ea, mas, sempre fortemente ligada \u00e0 ideia ou \u00e0 l\u00f3gica de um destino eterno!<\/p>\n<p>Esta contradi\u00e7\u00e3o de detestarmos a morte e a termos como necess\u00e1ria ante a corros\u00e3o e a limita\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o, h\u00e1-de ser, for\u00e7osamente, torturante para os \u201cdeuses da mat\u00e9ria\u201d e seus colegiais, \u00e1vidos de possuir do que v\u00eaem e nada ret\u00eam de valor absoluto.<\/p>\n<p>A f\u00e9 existe, entretanto, para nosso sustento, ante a adversidade que nos enleia, carregada de mist\u00e9rios e de incomodativas contradi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A f\u00e9, libertando-nos a n\u00f3s pr\u00f3prios, libertando-nos da ci\u00eancia dos materialistas e mesmo das garras das suas m\u00e3os, muitas vezes sujas de sangue de m\u00e1rtires, libertando-nos ainda dos c\u00e9us diab\u00f3licos dos fan\u00e1ticos religiosos, os quais enganam e matam em nome de Deus, a f\u00e9, dizia, \u00e9 o la\u00e7o redentor, o \u00fanico passaporte com visto cred\u00edvel para a Terra Prometida.<\/p>\n<p>De qualquer modo, mesmo investindo com f\u00e9 por entre os mist\u00e9rios que submetem profundamente a nossa criatura, vemos que o pr\u00f3prio Deus nos fala \u00e0 dist\u00e2ncia, bem fora da normal compreens\u00e3o de um Ser que s\u00f3 pode ser seu e de mais ningu\u00e9m, pois que, outro sentido n\u00e3o pode ter um ind\u00edviduo que n\u00e3o sabe de onde veio nem para onde vai, um Ser que pensa, um Ser que domina e avan\u00e7a, por voca\u00e7\u00e3o, para o desconhecido, um Ser que n\u00e3o encontra concerta\u00e7\u00e3o na morte da mat\u00e9ria, que se det\u00e9m-se a fazer perguntas como estas: \u201cN\u00e3o sei bem porqu\u00ea, mas n\u00e3o deveria ser assim?&#8230;\u201d \u201cPois n\u00e3o \u00e9 que tivemos de ser adoptados pelo PR\u00d3PRIO que nos fez, radicalmente, e ainda mais, movido pela sua pr\u00f3pria vontade?\u201d<\/p>\n<p>Foste Tu, Senhor que puseste a do\u00e7ura nas castanhas, a rudeza nos abrolhos, o sal na \u00e1gua do mar, o vulc\u00e3o destruidor no seio da Terra&#8230; Sim, Senhor, foste Tu, o Autor dos contrastes&#8230; mas n\u00e3o, decerto, a causa de conflitos sem sentido.<\/p>\n<p>Sem d\u00favida que n\u00e3o!<\/p>\n<p>Sem d\u00favida que n\u00e3o!<\/p>\n<p>Entretanto n\u00e3o Te conhe\u00e7o e, apesar de tudo, sinto um grande amor por Ti, no meu cora\u00e7\u00e3o. Pergunto-me, que valor tenho eu para Ti e, comigo, todos os seres huma-nos que passam por este mundo conturbado cujo caminho \u00e9 t\u00e3o desconexo da l\u00f3gica da nossa correla\u00e7\u00e3o entre este mundo e o mundo do futuro onde moras.<\/p>\n<p>N\u00e3o que n\u00e3o saiba algo de Ti, por Cristo; contudo, sempre espero um certo momento em que Tu, solucionar\u00e1s, de uma vez por todas, todas as incoer\u00eancias que agora v\u00e3o invectivando contra mim. Feliz!? Sim, sem d\u00favida.<\/p>\n<p>Jos\u00e9  Morais<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos leitores<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-5867","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espaco-comum"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5867","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5867"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5867\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5867"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5867"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5867"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}