{"id":5884,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5884"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"nos-movimentos-o-compromisso-cristao-e-mais-interpelante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/nos-movimentos-o-compromisso-cristao-e-mais-interpelante\/","title":{"rendered":"&#8220;Nos movimentos, o compromisso crist\u00e3o \u00e9 mais interpelante&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Pe Jos\u00e9 Cam\u00f5es, da Vigararia para os Leigos e Movimentos Laicais <!--more--> \u201cOs movimentos s\u00e3o espa\u00e7os privilegiados para vincar a consci\u00eancia do compromisso crist\u00e3o no mundo onde se est\u00e1\u201d, afirma Pe Jos\u00e9 Cam\u00f5es, respons\u00e1vel pela Vigararia para os Leigos e Movimentos Laicais. Esta estrutura diocesana existe h\u00e1 seis anos e congrega crist\u00e3os representantes de grupos e movimentos apost\u00f3licos e outros que poder\u00edamos dizer \u201cindependentes\u201d. O objetivo da Vigararia \u00e9 \u201cajudar a dar consci\u00eancia aos leigos da sua miss\u00e3o como crist\u00e3os no mundo e na sua inser\u00e7\u00e3o nos locais concretos de vida\u201d. Um dos seus trabalhos fundamentais \u00e9 a interliga\u00e7\u00e3o entre grupos e movimentos laicais.<\/p>\n<p>Num ano em que a diocese de Aveiro tem como lema pastoral \u201ca Igreja ao servi\u00e7o das pessoas e da sociedade\u201d, o Correio do Vouga divulga alguns desses espa\u00e7os de compromisso laical atrav\u00e9s de entrevistas aos principais respons\u00e1veis pelos movimentos. A abrir esta s\u00e9rie de pequenas entrevistas, falamos com o respons\u00e1vel pela Vigararia, Pe Jos\u00e9 Cam\u00f5es Rodrigues Sobral, que \u00e9 tamb\u00e9m p\u00e1roco de \u00c1gueda.<\/p>\n<p>Correio do Vouga \u2013 Escreveu no boletim \u201cCriar La\u00e7os\u201d (\u00f3rg\u00e3o de liga\u00e7\u00e3o dos movimentos da diocese de Aveiro) , citando Vittorio Messori, que \u201co nosso verdadeiro problema n\u00e3o \u00e9 sermos minorit\u00e1rios, mas termos chegado a ser marginais, irrelevantes. \u00c9 o que est\u00e1 a acontecer com os movimentos crist\u00e3os?<\/p>\n<p>Pe Jos\u00e9 Cam\u00f5es \u2013 Alguns movimentos n\u00e3o est\u00e3o rigorosamente nada a ser irrelevantes. Est\u00e3o a ser sal. Outros, na minha opini\u00e3o, s\u00e3o ainda &#8211; e muito &#8211; movimentos de consolo espiritual. Acho um bocado pobre para a dimens\u00e3o que eles poderiam e deveriam ter: a consci\u00eancia desta presen\u00e7a, deste ser sal e fermento, e n\u00e3o inutilidade.<\/p>\n<p>O que se poderia fazer para despertar a consci\u00eancia?<\/p>\n<p>Isto vai-se reduzindo em n\u00famero, mas vai-se concentrando. Quem vai percebendo [a identidade crist\u00e3] vai agarrando. Quem anda por ver andar os outros, faz as franjas confor-me o apetite. O meu sentir desde h\u00e1 muitos anos \u00e9 que n\u00f3s, crist\u00e3os, cat\u00f3licos, temos de ter consci\u00eancia de sermos uma minoria. Os n\u00fameros oficiais n\u00e3o nos permitem isso, mas a nossa teimosia tem de ser essa: entendermos que, para sermos significantes, temos de ser uma minoria qualificada \u2013 e qualificada pelo Evangelho. Por isso, \u00e9 oportuno dar uma for\u00e7a grande aos movimentos de consciencializa\u00e7\u00e3o da f\u00e9 e de interven\u00e7\u00e3o na hist\u00f3ria, a todos os n\u00edveis, desde os que s\u00e3o associa\u00e7\u00f5es tem\u00e1ticas, profissionais, at\u00e9 aos movimentos de interven\u00e7\u00e3o do jeito da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica, com as adapta\u00e7\u00f5es todas que \u00e9 necess\u00e1rio fazer.<\/p>\n<p>O que \u00e9 que um crist\u00e3o pode encontrar num movimento? Qual a vantagem de estar em ou pertencer a um movimento?<\/p>\n<p>No movimento temos a possibilidade de fazer uma experi\u00eancia que \u00e9 sens\u00edvel a todos n\u00f3s: a da amizade, da proximidade, do contr\u00e1rio do anonimato, do empenhamento, de uma m\u00edstica que envolve mais as pessoas, de um compromisso que \u00e9 mais formalizado, que \u00e9 mais interpelante, ao contr\u00e1rio do que pode acontecer numa par\u00f3quia. De facto, tudo \u00e9 de todos, mas por vezes falta qualquer coisa que congregue. O que fazemos na par\u00f3quia n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o congregador quanto isso, congregador no sentido do compromisso, de levar as pessoas a assumir a sua f\u00e9. E assumir \u00e9 da porta da igreja para fora. O movimento tem um suporte humano e espiritual que \u00e9 extremamente importante.<\/p>\n<p>Outro elemento fundamental que acontece nos movimentos e n\u00e3o acontece no geral \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o. Quando a gente sabe o que quer, d\u00e1 o corpo ao manifesto.<\/p>\n<p>As par\u00f3quias aceitam a diversidade de carismas dos movimentos ou receiam que os movimentos lhe retirem os crist\u00e3os mais empenhados?<\/p>\n<p>Se calhar, n\u00f3s, os padres, temos alguma alergia aos movimentos. Mas eu penso exactamente o contr\u00e1rio. Os movimentos n\u00e3o retiram ningu\u00e9m das necessidades paroquiais. O movimento tem o seu carisma, o seu modo de estar, mas isso \u00e9 uma forma de perten\u00e7a \u00e0 comunidade. N\u00e3o estou a dizer que os movimentos t\u00eam de ter uma dimens\u00e3o paroquial. N\u00e3o t\u00eam. A dimens\u00e3o eclesial \u00e9 que lhes d\u00e1 consci\u00eancia de estarem no lugar onde devem estar. Os movimentos em vez de virem perturbar a vida da par\u00f3quia, enriquecem-na.<\/p>\n<p>Como tem sido o trabalho da Vigararia?<\/p>\n<p>A Vigararia nasceu h\u00e1 seis anos, por vontade do nosso bispo, para ajudar a dar consci\u00eancia aos leigos da sua miss\u00e3o como crist\u00e3os no mundo e da sua inser\u00e7\u00e3o nos locais concretos da vida. O trabalho tem sido basicamente com movimentos, desde os sa\u00eddos da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica a outros como Schoenstatt, na sua diversidade.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, procur\u00e1mos criar la\u00e7os entre movimentos. H\u00e1 o risco de um certo partidarismo que os mata. Tem vindo a ser objecto da nossa preocupa\u00e7\u00e3o entrela\u00e7ar movimentos, criar coes\u00e3o. Fizemos um painel de movimentos, a que chamamos \u201cCriar La\u00e7os\u201d e da\u00ed nasceu o boletim com o mesmo nome, que vai fazendo liga\u00e7\u00e3o entre pessoas e movimentos.<\/p>\n<p>Momento importante \u00e9 a Vig\u00edlia de Cristo Rei&#8230;<\/p>\n<p>Sim, seguindo a tradi\u00e7\u00e3o dos movimentos da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica, realizamos uma Vig\u00edlia de Cristo Rei. A din\u00e2mica deste encontro \u00e9 a da velha linguagem \u201cdos militantes de Cristo Rei\u201d \u2013 assim se cantava. O encontro serve para vincar a nossa uni\u00e3o e fortalecer-nos \u00e0 volta da imagem do Reino, pelo qual lutamos. Al\u00e9m disso, temos feito um ou outro encontro, at\u00e9 de conv\u00edvio, e temos motivado a participa\u00e7\u00e3o dos movimentos no Dia da Igreja Diocesana. Agora estamos a pensar num f\u00f3rum de movimentos sobre a \u201cGaudium et Spes\u201d [documento sa\u00eddo do II Conc\u00edlio do Vaticano sobre a presen\u00e7a da Igreja e dos crist\u00e3os na sociedade], que faz 40 anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe Jos\u00e9 Cam\u00f5es, da Vigararia para os Leigos e Movimentos Laicais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[70],"tags":[],"class_list":["post-5884","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-diocese"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5884","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5884"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5884\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5884"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5884"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5884"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}