{"id":5921,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=5921"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"dezanove-sorrisos-e-meio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/dezanove-sorrisos-e-meio\/","title":{"rendered":"Dezanove sorrisos e meio"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz do Dia <!--more--> \u00c9 imposs\u00edvel ficar indiferente quando algu\u00e9m nos faz um sorriso aberto e sincero. Ningu\u00e9m \u00e9 imune \u00e0quela que foi considerada a mais subtil das express\u00f5es humanas e, mesmo sem termos consci\u00eancia, todos reagimos a um sorriso. S\u00e3o muito raros os que permanecem gelados e, quando acontece, revelam uma insensibilidade quase chocante.<\/p>\n<p>Em mat\u00e9ria de reac\u00e7\u00f5es bizarras, ali\u00e1s, abro aqui um par\u00eantesis para referir as in\u00fameras vezes que nos cruzamos em elevadores com pessoas impass\u00edveis e incapazes de cumprimentar \u00e0 entrada ou \u00e0 sa\u00edda. Confesso que esta casta de gente olimpicamente alheia \u00e0 presen\u00e7a f\u00edsica dos outros me incomoda e perturba sempre. Ou seja, n\u00e3o consigo nunca deixar de reparar na falta de educa\u00e7\u00e3o daqueles que entram e saem de um cub\u00edculo, que sobe e desce carregado de pessoas, como se n\u00e3o as vissem nem ouvissem. E fecho o par\u00eantesis.<\/p>\n<p>Pode acontecer n\u00e3o devolver-mos um sorriso por excesso de distrac\u00e7\u00e3o ou por uma preocupa\u00e7\u00e3o s\u00fabita mas, na realidade, reparamos sempre que algu\u00e9m nos sorri.<\/p>\n<p>O sorriso \u00e9 uma linguagem silenciosa, que diz tanto ou mais do que as pr\u00f3prias palavras e traduz muito daquilo que em n\u00f3s permanece mudo ou, de alguma forma, secreto.<\/p>\n<p>As pessoas tamb\u00e9m se revelam pela naturalidade e facilidade com que sorriem. <\/p>\n<p>Mais ou menos frequentes, na realidade existem sorrisos polidos, elegantes, ir\u00f3nicos, francos, acolhedores, sedutores, felizes, t\u00edmidos, c\u00famplices, generosos, defensivos, corajosos, comovidos, desarmantes, e por a\u00ed adiante. Dizem os especialistas que h\u00e1 19 tipos de sorriso e que cada um convoca m\u00fasculos diferentes e transmite ao c\u00e9rebro mensagens distintas. Ou seja, antes de ser um sinal afectivo, \u00e9 um mecanismo cerebral, pois tudo come\u00e7a por um est\u00edmulo da parte anterior do hipot\u00e1lamo, uma gl\u00e2ndula situada na base do c\u00e9rebro. Os cientistas citados pela revista Psychologies esclarecem que, tal como uma onda, esta excita\u00e7\u00e3o inicial transmite um fluxo nervoso ao sistema l\u00edmbico, que \u00e9, por defini\u00e7\u00e3o, o lugar das emo\u00e7\u00f5es. Assim sendo, o t\u00f3nus muscular relaxa e desenham-se as express\u00f5es faciais de simpatia, prazer ou contentamento.<\/p>\n<p>Curisosamente, se o est\u00edmulo come\u00e7ar na parte posterior do hipot\u00e1lamo, as reac\u00e7\u00f5es faciais s\u00e3o de zanga, ira ou desprazer. H\u00e1 sorrisos famosos e eternos, como o de Mona Lisa; e h\u00e1 outros completamente an\u00f3nimos, mas que nos tocam e s\u00e3o capazes de transformar uma situa\u00e7\u00e3o banal num momento especial. Olhando para esta casta de sorrisos poss\u00edveis e imagin\u00e1rios, at\u00e9 posso concordar que existam 19 tipos de sorrisos, mas atrevo-me a juntar mais um: o meio sorriso, sempre t\u00e3o misterioso e atraente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz do Dia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-5921","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5921","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5921"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5921\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5921"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5921"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5921"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}