{"id":6093,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6093"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"o-regresso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-regresso\/","title":{"rendered":"O regresso"},"content":{"rendered":"<p>Para muitos, o Natal tamb\u00e9m \u00e9 a visita breve ao planeta da inf\u00e2ncia, da pequena terra, da casa \u00e0 medida da primeira hist\u00f3ria pessoal e familiar. Esse retorno \u00e9 muito mais que m\u00edtico ou fant\u00e1stico. \u00c9 uma viagem real ao que fomos e somos. Noutra dimens\u00e3o, espa\u00e7o e conviv\u00eancia. Trata-se duma verdadeira fuga ao quotidiano, \u00e0 rotina, ao p\u00e3o ganho com o suor do rosto, aos c\u00e1lculos minuciosos na gest\u00e3o dos dias e das horas, do que se tem e do que falta. \u00c9 uma verdadeira viagem ao para\u00edso perdido por raz\u00f5es aparentemente \u00f3bvias mas realmente inexplic\u00e1veis.<\/p>\n<p>E, todavia, para os sempre urbanos, que \u201cn\u00e3o t\u00eam terra para visitar no Natal\u201d, h\u00e1 uma nostalgia \u00edntima que se n\u00e3o sabe explicitar mas que tem a ver com outro espa\u00e7o, \u00fanico porventura, de que todo o ser humano precisa para se situar, referir, explicar, personalizar sob o signo do afecto pela terra, pelos sabores, horizontes, pela aproxima\u00e7\u00f5es familiares aos objectos e recantos por onde a imagina\u00e7\u00e3o nunca deixou de vaguear.<\/p>\n<p>A peregrina\u00e7\u00e3o da vida tem a ver com o nosso passado e com o nosso futuro. Nunca teremos suficientemente clarificada a infinitude de raz\u00f5es que nos situam onde estamos e encorajam na viagem para onde queremos ir. Ficou-nos no cora\u00e7\u00e3o a magia desta semente na caminhada para o infinito mais ou menos definido. Vamos passando por pequenas fontes, sempre convictos de que a sede voltar\u00e1 outra vez, at\u00e9 que um dia sejamos definitivamente saciados. A plenitude como desiderato \u00e9 sempre um propulsor de recria\u00e7\u00e3o e convers\u00e3o dos nossos pequenos e grandes passos.<\/p>\n<p>Tudo isto corresponde a qu\u00ea? \u00c0 necessidade de ampliarmos as nossas experi\u00eancias estreitas e breves para um Al\u00e9m que nos atrai irresistivelmente. O mist\u00e9rio do Natal, ora vivido, veio, com especial vitalidade de s\u00edmbolos e viv\u00eancias aparentemente insignificantes, projectar-nos numa \u00e1rea do infinito de Deus revelado na insignific\u00e2ncia exterior do Seu Filho num pres\u00e9pio. Muitos dos nossos passos foram errantes e sequiosos duma Estrela como a que guiou os Magos at\u00e9 ao local onde Jesus nasceu. Regressamos ao quotidiano com a convic\u00e7\u00e3o interior de que h\u00e1 horizontes e experi\u00eancias para al\u00e9m do colete-de-for\u00e7as a que frequentemente nos sujeitamos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para muitos, o Natal tamb\u00e9m \u00e9 a visita breve ao planeta da inf\u00e2ncia, da pequena terra, da casa \u00e0 medida da primeira hist\u00f3ria pessoal e familiar. Esse retorno \u00e9 muito mais que m\u00edtico ou fant\u00e1stico. \u00c9 uma viagem real ao que fomos e somos. Noutra dimens\u00e3o, espa\u00e7o e conviv\u00eancia. Trata-se duma verdadeira fuga ao quotidiano, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-6093","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6093","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6093"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6093\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6093"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6093"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6093"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}