{"id":6095,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6095"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"eleicoes-presidenciais-9-visitas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/eleicoes-presidenciais-9-visitas\/","title":{"rendered":"Elei\u00e7\u00f5es presidenciais (9) &#8211; visitas"},"content":{"rendered":"<p>1. Naturalmente, os Presidentes da Rep\u00fablica (PR) fazem visitas dentro e fora do pa\u00eds. Umas s\u00e3o predominantemente protocolares. Outras configuram-se mais interven-toras. Nestas \u00faltimas, real\u00e7am-se as \u201cpresid\u00eancias abertas\u201d que, entretanto, receberam outras designa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>As \u201cpresid\u00eancias abertas\u201d s\u00e3o objecto de alguma simpatia, porque d\u00e3o visibilidade a problemas do pa\u00eds e a exemplos positivos, d\u00e3o voz a descontentamentos, congregam esfor\u00e7os e geram compromissos. Contudo, tamb\u00e9m se encontram expostas a riscos s\u00e9rios, tais como: (a)- a inger\u00eancia em assuntos do Governo; (b)- a difus\u00e3o da ideia de facilidade na solu\u00e7\u00e3o dos problemas pendentes; (c)- a difus\u00e3o da ideia de que o PR manda nos outros \u00f3rg\u00e3os de soberania e em toda a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica; (d)- e a depend\u00eancia do PR em rela\u00e7\u00e3o aos meios de comunica\u00e7\u00e3o social (MCS).<\/p>\n<p>2. O PR n\u00e3o disp\u00f5e de compet\u00eancia para a solu\u00e7\u00e3o directa de problemas de cidad\u00e3os e de institui\u00e7\u00f5es. Tal compet\u00eancia pertence ao Governo e aos Tribunais.<\/p>\n<p>Nada obsta a que tome posi\u00e7\u00e3o acerca dos diferentes problemas do pa\u00eds. Ser\u00e1, por\u00e9m, eticamente incorrecto o recurso a interven\u00e7\u00f5es n\u00e3o fundamentadas acerca da facilidade de solu\u00e7\u00f5es e da culpabiliza\u00e7\u00e3o de outros \u00f3rg\u00e3os de soberania ou de quaisquer entidades. Mais err\u00f3neo seria o PR alimentar, ou deixar correr sem contesta\u00e7\u00e3o, a ideia de sobranceria, ou comando, em rela\u00e7\u00e3o aos outros \u00f3rg\u00e3os de soberania. E, pior ainda,  se tomasse partido contra esses \u00f3rg\u00e3os.<\/p>\n<p>O risco de depend\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o aos MCS justifica particular preven\u00e7\u00e3o. Na verdade, generalizou-se a ideia perversa de que as \u201cpresid\u00eancias abertas\u201d s\u00f3 t\u00eam peso pol\u00edtico se forem devidamente cobertas pelos \u201cmedia\u201d. Acha-se difundida subliminarmente a convic\u00e7\u00e3o de que o PR s\u00f3 existe, nestes casos, se os MCS o reconhecerem e lhe derem visibilidade.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio de t\u00e3o grave pervers\u00e3o, o valor das \u201cpresid\u00eancias abertas\u201d, e de outras visitas, prov\u00e9m do contacto directo com o povo e com institui\u00e7\u00f5es diversas. Esse contacto visa a consci\u00eancia de problemas, a clarifica\u00e7\u00e3o de causas, a congrega\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os na procura de solu\u00e7\u00f5es, a assun\u00e7\u00e3o de compromissos para que estas se concretizem e a posterior avalia\u00e7\u00e3o de resultados.<\/p>\n<p>A visibilidade da ac\u00e7\u00e3o presidencial traz, sem d\u00favida, algumas vantagens. No entanto, o valor por excel\u00eancia desse trabalho reside nele pr\u00f3prio, na interac\u00e7\u00e3o que suscite e nos resultados que, atrav\u00e9s dele, sejam alcan\u00e7ados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. Naturalmente, os Presidentes da Rep\u00fablica (PR) fazem visitas dentro e fora do pa\u00eds. Umas s\u00e3o predominantemente protocolares. Outras configuram-se mais interven-toras. Nestas \u00faltimas, real\u00e7am-se as \u201cpresid\u00eancias abertas\u201d que, entretanto, receberam outras designa\u00e7\u00f5es. As \u201cpresid\u00eancias abertas\u201d s\u00e3o objecto de alguma simpatia, porque d\u00e3o visibilidade a problemas do pa\u00eds e a exemplos positivos, d\u00e3o voz a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-6095","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6095","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6095"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6095\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6095"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6095"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6095"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}