{"id":6125,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6125"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"infancia-reencontrada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/infancia-reencontrada\/","title":{"rendered":"Inf\u00e2ncia reencontrada"},"content":{"rendered":"<p>Livro <!--more--> J\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 inf\u00e2ncias assim. Tardes at\u00e9 ser noite passadas nos montes, banhos no rio, brincadeiras com r\u00e3s e fuga \u00e0s cobras, merendas \u201cde reis\u201d ou \u201cde deuses\u201d no meio do campo (feitas de broa, presunto e azeitonas), hist\u00f3rias de bruxas e de lobisomens contadas nos ser\u00f5es de inverno (\u201cacontecimentos \u2018verdadeiros\u2019 que se deram em tempos idos\u201d), ou do \u201cca\u00e7ador a quem foi diagnosticada uma gravidez pelo tamanho do seu ventre\u201d, hist\u00f3rias do col\u00e9gio interno para onde a autora foi estudar ap\u00f3s a quarta classe&#8230;<\/p>\n<p>J\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 inf\u00e2ncias assim, porque, mesmo que o interior n\u00e3o estivesse a ficar despovoado \u2013 em muitas aldeias, como se v\u00ea pelas escolas que encerram, n\u00e3o h\u00e1 um grupo de quatro ou cinco crian\u00e7as para alimentar uma aventura minimamente desafiante \u2013, os tempos s\u00e3o outros. As crian\u00e7as n\u00e3o podem andar sozinhas at\u00e9 altas horas na rua. A inseguran\u00e7a, real ou imaginada, n\u00e3o o permite. E os telem\u00f3veis estragam qualquer ousadia de liberdade. O imperativo da sa\u00fade e da higiene n\u00e3o deixa brincar com animais do campo ou tomar banho em \u00e1guas que n\u00e3o tenham a bandeira azul.<\/p>\n<p>Por tudo isso, um adulto acima dos trinta anos rev\u00ea-se facilmente nas hist\u00f3rias de Maria Cacilda Marado, passadas numa aldeia dos arredores de Castro Daire, na serra de Montemuro, nas margens do rio Paiva. E como s\u00e3o curtas, abre-se o livro e l\u00ea-se logo tr\u00eas ou quatro de uma assentada, ao contr\u00e1rio do que a autora escreve na introdu\u00e7\u00e3o: \u201cAdmito que os leitores possam n\u00e3o gostar de ler estes Retalhos, por n\u00e3o corresponderem \u00e0s suas expectativas\u201d. Correspondem e superam. E o que escreve no pref\u00e1cio a estes 33 reta-lhos Manuel Raimundo, marido da autora, portanto, algu\u00e9m cuja imparcialidade n\u00e3o estaria acima de qualquer suspeita, ser\u00e1 certamente notado por qualquer leitor: \u201cSimplicidade, (&#8230;) fluidez e (&#8230;) transpar\u00eancia verdadeiramente surpreendentes. Agrad\u00e1vel surpresa\u201d. Isso explica que j\u00e1 tenha sido feita uma segunda edi\u00e7\u00e3o deste livro.<\/p>\n<p>A autora<\/p>\n<p>Maria Cacilda Marado, natural de Ponta da Ermida, Castro Daire, vive em S. Bernardo, Aveiro. \u00c9 licenciada em Hist\u00f3ria, tem o curso do Magist\u00e9rio Prim\u00e1rio e recentemente concluiu o mestrado em Comunica\u00e7\u00e3o Social e o doutoramento em Ci\u00eancias da Educa\u00e7\u00e3o. Passou por todos os graus de ensino, tendo leccionado no ensino superior nos \u00faltimos tr\u00eas anos. Actualmente colabora com a Academia dos Saberes e d\u00e1 aulas de portugu\u00eas a imigrantes.<\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n<p>Retalhos da minha inf\u00e2ncia<\/p>\n<p>Autora: Maria Cacilda Marado<\/p>\n<p>Padr\u00f5es Culturais Editora<\/p>\n<p>156 p\u00e1ginas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livro<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[66],"tags":[],"class_list":["post-6125","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6125","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6125"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6125\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6125"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6125"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6125"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}