{"id":6179,"date":"2006-05-25T10:33:00","date_gmt":"2006-05-25T10:33:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6179"},"modified":"2006-05-25T10:33:00","modified_gmt":"2006-05-25T10:33:00","slug":"rita-amada-de-jesus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/rita-amada-de-jesus\/","title":{"rendered":"Rita Amada de Jesus"},"content":{"rendered":"<p>Pr\u00f3xima Beata portuguesa <!--more--> Rita Amada de Jesus ser\u00e1 beatificada na tarde do dia 28 de Maio, em Viseu, numa celebra\u00e7\u00e3o presidida pelo Cardeal Jos\u00e9 Saraiva Martins, prefeito da Congrega\u00e7\u00e3o para a Causa dos Santos. Apresentamos a sua biografia sum\u00e1ria, da autoria da Ir. Maria Madalena Frade da Costa, Postuladora da Causa<\/p>\n<p>Rita Amada de Jesus, viu a luz do dia a 5 de Mar\u00e7o de 1848, num pequeno povoado da par\u00f3quia de Ribafeita, Diocese de Viseu. Tinha poucos dias de idade, quando recebeu o baptismo. Cresceu num ambiente familiar muito piedoso, onde \u00e0 noite se fazia leitura espiritual, e, desde crian\u00e7a, manifestou especial devo\u00e7\u00e3o a Jesus Sacramentado, a Nossa Senhora, e a S. Jos\u00e9 e ainda um carinho muito particular pelo Papa que, por essas alturas vivia vida atribulada, a ponto de se ver exilado e, poucos anos depois, espoliado dos Estados Pontif\u00edcios.<\/p>\n<p>A ma\u00e7onaria, que em Portugal, por volta dos anos de 1830, se apoderou dos bens eclesi\u00e1sticos, mandara encerrar todas as casas Religiosas masculinas e, nas femininas, proibia a admiss\u00e3o de qualquer Novi\u00e7a, concorreu para o cristianismo perder alguma vitalidade. Al\u00e9m disso, muitos bispos e at\u00e9 sacerdotes descuravam seus deveres, pelas constantes lutas pol\u00edticas em que se viam envolvidos.<\/p>\n<p>No lar desta jovem em todos, a come\u00e7ar pelos pais, sentia-se a \u00e2nsia de uma aut\u00eantica viv\u00eancia crist\u00e3 e desejo de a comunicar a outros. Deus fez nascer nela a voca\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria para arrancar os jovens do indiferentismo, dos perigos morais e exercer apostolado em prol da fam\u00edlia. Chegou a andar de aldeia em aldeia a rezar; e ensinava a rezar o ter\u00e7o e espalhar a vontade sincera de imitar Nossa Senhora. Encontrava pessoas de vida menos exemplar e fazia tudo quanto estava ao seu alcance para que Nosso Senhor as arrancasse do mal e as trouxesse ao bom caminho. N\u00e3o tardaram amea\u00e7as de morte e at\u00e9 houve um homic\u00eddio frustrado. <\/p>\n<p>\u00c0 ora\u00e7\u00e3o juntou a penit\u00eancia. Nas vindas a Viseu, come\u00e7ou a contactar as Irm\u00e3s Beneditinas do Convento de Jesus e conseguiu delas alguns \u201cinstrumentos de mortifica\u00e7\u00e3o\u201d. Cedo deu conta, juntamente com seu confessor, que Jesus a chamava \u00e0 vida de consagrada, numa \u00e9poca imposs\u00edvel pelas leis ainda vigentes que proibiam admiss\u00f5es de Novi\u00e7as. Rita continuava no mundo, entregue ao apostolado, \u00e0s mortifica\u00e7\u00f5es, esperan\u00e7ada de que haveria de alcan\u00e7ar a consagra\u00e7\u00e3o total a Deus e rejeitando peremptoriamente pretendentes, alguns deles ricos, porque no seu \u00edntimo j\u00e1 era \u201cconsagrada\u201d. Fazia a Comunh\u00e3o Reparadora; crescia no fervor eucar\u00edstico, na devo\u00e7\u00e3o ao Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus e no forte desejo de salvar almas, tornando-se mission\u00e1ria e ap\u00f3stola. Comungando no apostolado de Rita, os pais chegaram a albergar em sua casa mulheres desejosas de convers\u00e3o e de mudar de atitudes e comportamentos morais com que tinham contribu\u00eddo para a destrui\u00e7\u00e3o de fam\u00edlias. <\/p>\n<p>Fundadora do Instituto <\/p>\n<p>das Irm\u00e3s de Jesus Maria Jos\u00e9<\/p>\n<p>Com cerca de 20 anos, viu que era imperioso consagrar-se a Deus na Vida Religiosa. Confidenciava muito com sua m\u00e3e; e o pai, embora muito piedoso, por sentir por aquela filha uma oculta predilec\u00e7\u00e3o, opunha-se a este desiderato. Porque importa obedecer mais a Deus que aos homens, Rita n\u00e3o esmoreceu e, finalmente, aos 29 anos conseguiu entrar num convento de Religiosas, a \u00fanica Congrega\u00e7\u00e3o permitida em Portugal, por ser estrangeira e se dedicar apenas \u00e0 assist\u00eancia. Ao confrontar o carisma daquelas Irm\u00e3s com o que lhe ia na alma, deu conta que n\u00e3o se coadunava com o g\u00e9nero de apostolado para que se sentia inclinada. O Director Espiritual da Comunidade, a quem se abria inteiramente, verificou ser vontade de Deus a respeito daquela Aspirante: recolher e educar meninas pobres e abandonadas. Rita deixou aquelas Religiosas de origem francesa e, ainda de acordo com o Rev. P. Francisco Pereira S.J., procurou meios de melhor se preparar para futuro e urgente desempenho da sua especial miss\u00e3o. Deu entrada num col\u00e9gio, onde p\u00f4de aprender ao vivo como lidar com as exig\u00eancias estatais e religiosas. <\/p>\n<p>Rita, humanamente rica de predicados e virtudes, profundamente piedosa, levada pelo desejo de cumprir a vontade de Deus a seu respeito, deixando-se guiar pelo Director Espiritual, ao sair do Col\u00e9gio, aos 32 anos, conseguiu vencer as dificuldades de natureza pol\u00edtica e at\u00e9 religiosa, para fundar, a 24 de Setembro de 1880, na par\u00f3quia de Ribafeita, um col\u00e9gio e simultaneamente o Instituto das Irm\u00e3s de Jesus Maria Jos\u00e9, seguindo o lema da Sagrada Fam\u00edlia de Nazar\u00e9. Em breve espa\u00e7o de tempo, estendeu a Obra de apostolado a outras Dioceses de Portugal; mas, nas Dioceses de Viseu, Lamego e Guarda, as autoridades pol\u00edticas concelhias procuraram por todos os meios obrig\u00e1-la a encerrar a Obra. N\u00e3o lhe faltaram tamb\u00e9m dificuldades econ\u00f3micas e ainda internas, com uma das suas religiosas. Por\u00e9m, em Portugal, no ano de 1910, a implanta\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica desencadeou persegui\u00e7\u00e3o feroz contra a Igreja, apoderou-se dos bens que o Instituto possu\u00eda, aboliu novamente as Ordens Religiosas e Madre Rita teve que se refugiar na terra natal. Daqui conseguiu localizar algumas Irm\u00e3s dispersas, aos poucos reagrup\u00e1-las numa humilde casa; e p\u00f4de salvar o Insti-tuto, enviando-as depois em grupos para o Brasil. L\u00e1 continuaram o carisma da Fundadora, que faleceu em Casalmendinho (par\u00f3quia de Ribafeita), a 6 de Janeiro de 1913, em odor de santidade, confortada pelos \u00faltimos Sacramentos. O funeral para o cemit\u00e9rio paroquial, presidido pelo Vig\u00e1rio Geral da Diocese, foi antes uma ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as pelo dom desta Religiosa \u00e0 Igreja e ao Mundo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pr\u00f3xima Beata portuguesa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[44],"tags":[],"class_list":["post-6179","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-igreja"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6179","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6179"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6179\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6179"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6179"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6179"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}