{"id":624,"date":"2010-02-24T15:44:00","date_gmt":"2010-02-24T15:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=624"},"modified":"2010-02-24T15:44:00","modified_gmt":"2010-02-24T15:44:00","slug":"sem-comentarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/sem-comentarios\/","title":{"rendered":"Sem coment\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<p>1. A verdade liberta; a mentira corrompe, gera labirintos destruidores de toda e qualquer r\u00e9stia de confian\u00e7a. \u00c9 verdade que quem acusa deve provar a acusa\u00e7\u00e3o. Mas tamb\u00e9m \u00e9 certo que \u201cquem n\u00e3o deve n\u00e3o teme\u201d. Nesse caso, os \u201cacusados\u201d, cientes da sua inoc\u00eancia, n\u00e3o deveriam arranjar subterf\u00fagios; deveriam ser os primeiros interessados a revelar tudo o que pudesse desmascarar a falsidade das acusa\u00e7\u00f5es. Os acusadores veriam, assim, goradas as suas hipot\u00e9ticas estrat\u00e9gias de \u201clinchamento\u201d. E, bem entendido, seriam punidos pelas suas cal\u00fanias.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 isto que acontece. Os respons\u00e1veis pela moraliza\u00e7\u00e3o da vida p\u00fablica, pela credibilidade das institui\u00e7\u00f5es estatais &#8211; pressuposto indispens\u00e1vel para uma vida social serena e harmoniosa, para uma vida econ\u00f3mica sustentada e confiante -, perdem-se em justifica\u00e7\u00f5es e contradit\u00f3rios que agravam exponencialmente a confus\u00e3o.<\/p>\n<p>Ante o que se est\u00e1 a passar, como pode o cidad\u00e3o comum sentir-se esclarecido, saber que tem uma justi\u00e7a isenta, confiar na governa\u00e7\u00e3o?&#8230; Sem verdade, n\u00e3o h\u00e1 futuro que se possa desenhar, n\u00e3o h\u00e1 confian\u00e7a que se possa retomar.<\/p>\n<p>2. \u201cA hist\u00f3ria \u00e9 mestra da vida\u201d, n\u00e3o para se repetir inadequadamente, mas para que se possa construir sobre reais fundamentos. Os factos a criar s\u00e3o distintos, as estrat\u00e9gias s\u00e3o diversas; mas h\u00e1 princ\u00edpios que permanecem.<\/p>\n<p>\u201cO Or\u00e7amento Nacional deve ser equilibrado. As D\u00edvidas P\u00fablicas devem ser reduzidas, a arrog\u00e2ncia das autoridades deve ser moderada e controlada. Os pagamentos a governos devem ser reduzidos, se a Na\u00e7\u00e3o n\u00e3o quiser ir \u00e0 fal\u00eancia. As pessoas devem novamente aprender a trabalhar, em vez de viver por conta p\u00fablica\u201d. <\/p>\n<p>Pensar\u00edamos que estas palavras seriam de algum analista dos nossos dias, como recomenda\u00e7\u00e3o aos que det\u00eam o poder e a todos os cidad\u00e3os. Mas quem o escreveu foi Marcus Tullius, em Roma, no ano 55 a.C. Ser\u00e1 que antevia a situa\u00e7\u00e3o ca\u00f3tica em que nos temos vindo a afundar?<\/p>\n<p>No contexto portugu\u00eas do momento, dispensa coment\u00e1rios a actualidade deste texto. Para todos! Para governantes e governados!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. A verdade liberta; a mentira corrompe, gera labirintos destruidores de toda e qualquer r\u00e9stia de confian\u00e7a. \u00c9 verdade que quem acusa deve provar a acusa\u00e7\u00e3o. Mas tamb\u00e9m \u00e9 certo que \u201cquem n\u00e3o deve n\u00e3o teme\u201d. Nesse caso, os \u201cacusados\u201d, cientes da sua inoc\u00eancia, n\u00e3o deveriam arranjar subterf\u00fagios; deveriam ser os primeiros interessados a revelar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-624","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/624","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=624"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/624\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=624"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=624"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=624"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}