{"id":6259,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6259"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"a-pessoa-primeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-pessoa-primeiro\/","title":{"rendered":"A pessoa primeiro!"},"content":{"rendered":"<p>Ficou bem, ao eleito Presidente da Rep\u00fablica Portuguesa responder \u00e0 estrat\u00e9gia do maldizer &#8211; que j\u00e1 enjoava! &#8211; com a afirma\u00e7\u00e3o de que a sua vit\u00f3ria n\u00e3o era a derrota de ningu\u00e9m. Precisamos de quem aprecie os valores dos outros, diferentes ou mesmo opostos que sejam, sem fazer deles injustificadas pedras de arremesso. N\u00e3o que o Presidente da Rep\u00fablica tenha de ser \u201cevang\u00e9lico exemplo de caridade crist\u00e3\u201d; mas cabe-lhe grande responsabilidade de dar exemplo de boa educa\u00e7\u00e3o e delicadeza. E, se as suas convic\u00e7\u00f5es crist\u00e3s lhe d\u00e3o for\u00e7a para isso, tanto melhor!<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m caiu bem que dissesse: \u201cAs pessoas ser\u00e3o sempre a minha aten\u00e7\u00e3o enquanto PR\u201d, porque \u201cas pessoas s\u00e3o o fim \u00faltimo da actividade pol\u00edtica\u201d. N\u00e3o o diga somente, Prof. Cavaco Silva. Torne-o a pr\u00e1tica quotidiana da suas responsabilidades de supremo representante da Na\u00e7\u00e3o. E tamb\u00e9m a\u00ed n\u00e3o se canse n\u00e3o s\u00f3 de dar exemplo a toda a classe pol\u00edtica, mas tamb\u00e9m de intervir, no \u00e2mbito das suas compet\u00eancias, para que a pessoa humana, os seus direitos, liberdades e garantias fundamentais, como os seus deveres de cidadania, sejam o motivo e o fim de toda a ac\u00e7\u00e3o e estrat\u00e9gia pol\u00edtica.<\/p>\n<p>O Povo escolheu! E o Povo n\u00e3o \u00e9 imbecil, como tantas vezes \u00e9 considerado. Tem as suas paix\u00f5es e \u201cfanatismos club\u00edsticos\u201d, mas consegue ultrapassar a l\u00f3gica das m\u00e1quinas partid\u00e1rias e, \u00e0s vezes, d\u00e1-lhes claras li\u00e7\u00f5es de sensatez. N\u00e3o somos uma democracia amadurecida; mas temos uma matriz de valores que resiste a lavagens ao c\u00e9rebro, mesmo quando os interesses que as promovem s\u00e3o fortes, subtis, mesmo ocultos. <\/p>\n<p>Talvez estejam os portugueses cansados de estafadas ideologias, que abafam o desejo da poesia e da m\u00fasica &#8211; ou que as instrumentam para alienar. N\u00e3o somos s\u00f3 n\u00fameros, resultados de produ\u00e7\u00e3o, embora tudo isso seja fundamental para crescermos. \u201cO desenvolvimento s\u00f3 \u00e9 econ\u00f3mico para ser social\u201d. Mas, para o assumir e viver, \u00e9 indispens\u00e1vel ter um lastro cultural de valores superiores, que assentam essencialmente numa concep\u00e7\u00e3o elevada da vida, da pessoa humana, do servi\u00e7o a elas, pr\u00e9via a toda a estrutura e organiza\u00e7\u00e3o social, que n\u00e3o tem raz\u00e3o de ser sen\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o das mesmas.<\/p>\n<p>Desejamos que as querelas partid\u00e1rias n\u00e3o esboroem a riqueza de diversidade que nos chegou nestes dias; antes a integrem num esfor\u00e7o conjunto para bem da Na\u00e7\u00e3o, que ser\u00e1 o bem dos portugueses.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ficou bem, ao eleito Presidente da Rep\u00fablica Portuguesa responder \u00e0 estrat\u00e9gia do maldizer &#8211; que j\u00e1 enjoava! &#8211; com a afirma\u00e7\u00e3o de que a sua vit\u00f3ria n\u00e3o era a derrota de ningu\u00e9m. Precisamos de quem aprecie os valores dos outros, diferentes ou mesmo opostos que sejam, sem fazer deles injustificadas pedras de arremesso. N\u00e3o que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-6259","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6259","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6259"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6259\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6259"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6259"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6259"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}