{"id":6284,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6284"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"deus-e-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/deus-e-amor\/","title":{"rendered":"&#8220;Deus \u00e9 amor&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Nova enc\u00edclica <!--more--> \u201cNo dia 25 de Janeiro, ser\u00e1 finalmente publicada a minha primeira Enc\u00edclica, cujo t\u00edtulo \u00e9 j\u00e1 conhecido, \u201cDeus caritas est\u201d, \u201cDeus \u00e9 amor\u201d. O tema n\u00e3o \u00e9 imediatamente ecum\u00e9nico, mas o quadro e o fundo s\u00e3o ecum\u00e9nicos, porque Deus e o nosso amor s\u00e3o a condi\u00e7\u00e3o para a unidade dos crist\u00e3os. S\u00e3o a condi\u00e7\u00e3o da paz no mundo.<\/p>\n<p>Nesta Enc\u00edclica, gostaria de mostrar o conceito do amor nas suas diversas dimens\u00f5es. Hoje, na terminologia que se conhece, \u2018amor\u2019 aparece, muitas vezes, longe daquilo que pensa um crist\u00e3o quando se fala de caridade. <\/p>\n<p>Pela minha parte, quero mostrar que se trata de um \u00fanico movimento com diversas dimens\u00f5es. O \u2018eros\u2019, este dom do amor entre homem e mulher, vem da pr\u00f3pria fonte de bondade do Criador, bem como a possibilidade de um amor que renuncia a si mesmo em favor do outro.<\/p>\n<p>O \u2018eros\u2019 transforma-se em \u2018agape\u2019 na medida em que os dois se amam realmente e um j\u00e1 n\u00e3o se busca a si mesmo, sua alegria, seu prazer, mas procura sobretudo o bem do outro. Assim, isto, que \u00e9 \u2018eros\u2019, transforma-se em caridade, num caminho de purifica\u00e7\u00e3o, de aprofundamento. Da pr\u00f3pria fam\u00edlia parte-se para a fam\u00edlia maior da sociedade, para a fam\u00edlia da Igreja, para a fam\u00edlia do mundo.<\/p>\n<p>Procuro ainda demonstrar como o acto personal\u00edssimo que vem de Deus \u00e9 um \u00fanico acto de amor. Isso deve tamb\u00e9m exprimir-se como acto eclesial, organizativo.<\/p>\n<p>Se \u00e9 realmente verdade que a Igreja \u00e9 express\u00e3o do amor de Deus, daquele amor que Deus tem pela sua criatura humana, deve ser tamb\u00e9m verdade que o acto fundamental da f\u00e9, que cria e une a Igreja e nos d\u00e1 esperan\u00e7a na vida eterna e na presen\u00e7a de Deus no mundo, gera um acto eclesial. Na pr\u00e1tica, a Igreja, tamb\u00e9m enquanto Igreja, enquanto comunidade, de modo institucional, deve amar.<\/p>\n<p>E esta chamada \u201cCaritas\u201d n\u00e3o \u00e9 uma pura organiza\u00e7\u00e3o, como outras organiza\u00e7\u00f5es filantr\u00f3picas, mas necess\u00e1ria express\u00e3o do acto mais profundo do amor pessoal com o qual Deus nos criou, suscitando no nosso cora\u00e7\u00e3o a tend\u00eancia para o amor, reflexo do Deus Amor que nos transforma em sua imagem.<\/p>\n<p>At\u00e9 que o texto estivesse pronto e traduzido foi necess\u00e1rio algum tempo. Por isso, parece-me um dom da Provid\u00eancia o facto de que, exactamente no dia em que rezaremos pela unidade dos crist\u00e3os, o texto seja publicado. Espero que possa iluminar e ajudar a nossa vida crist\u00e3\u201d.<\/p>\n<p>Bento XVI, na audi\u00eancia geral de 18 de Janeiro<\/p>\n<p>Texto original publicado pela Santa S\u00e9 e tradu\u00e7\u00e3o da ag\u00eancia Ecclesia<\/p>\n<p>O que \u00e9 uma Enc\u00edclica?<\/p>\n<p>Carta solene do Papa (da palavra grega \u201ccircular\u201d), normalmente dirigida aos membros da hierarquia, aos fi\u00e9is e, por vezes, tamb\u00e9m aos homens de boa vontade. \u00c9 o grau m\u00e1ximo dos documentos que o Papa escreve. As enc\u00edclicas tornaram-se comuns a partir de Le\u00e3o XIII. Aquela que geralmente se considera a primeira foi escrita por Bento XIV (1740). Jo\u00e3o Paulo II escreveu 14. Paulo Vi escreveu sete enc\u00edclicas.<\/p>\n<p>Significado da primeira do pontificado<\/p>\n<p>\u201cA enc\u00edclica \u00e9 uma carta com um \u00e2mbito universal, onde o Papa empenha a sua autoridade como sucessor de Pedro e primeiro respons\u00e1vel pela Igreja Cat\u00f3lica. (&#8230;) Ao longo do s\u00e9culo XX foi-se tornando habitual que os papas publiquem, no in\u00edcio do seu pontificado, uma carta enc\u00edclica sobre o cargo que assumem; \u00e0s vezes, s\u00e3o de  car\u00e1cter doutrinal, mas ultimamente tem sido regular que tenham  uma parte program\u00e1tica\u201d, afirma Pe Peter Stilwell, director da faculdade de Teologia da UCP.<\/p>\n<p>Paulo VI e Jo\u00e3o Paulo II<\/p>\n<p>\u201cEcclesiam Suam\u201d (6 de Agosto de 1964) foi a primeira enc\u00edclica de Paulo VI. Nela, Paulo VI elegeu como tem\u00e1tica a quest\u00e3o do di\u00e1logo e explicita quem s\u00e3o os interlocutores do di\u00e1logo em termos de Igreja.<\/p>\n<p>Em \u201cRedemptor Hominis\u201d (4 de Mar\u00e7o de 1979), Jo\u00e3o Paulo II escreve aquela frase que talvez defina melhor o seu pontificado: \u201cN\u00e3o tenhais medo\u201d.<\/p>\n<p>Enc\u00edclica ecum\u00e9nica <\/p>\n<p>\u201cTodo o mundo espera esta enc\u00edclica, nomeadamente os nossos amigos ortodoxos e protestantes. (&#8230;) O tema \u00e9 a caridade, fundamental para o ecumenismo, porque a plena comunh\u00e3o implica tamb\u00e9m o amor pleno\u201d.<\/p>\n<p>Cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontif\u00edcio para a Promo\u00e7\u00e3o da Unidade dos Crist\u00e3os.<\/p>\n<p>Enc\u00edclicas de Jo\u00e3o Paulo II<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Paulo II escreveu 14 enc\u00edclicas, a que Bento XVI j\u00e1 se referiu como \u201cinterpreta\u00e7\u00e3o aut\u00eantica do Conc\u00edlio\u201d, mais do que as 7 de Paulo VI e as 8 de Jo\u00e3o XXII, mas bem menos do que as 41 de Pio XII (1939-1958) e as 86 de Le\u00e3o XIII (1878-1903). Aqui ficam os nomes em latim das enc\u00edclicas do Papa polaco e a primeira afirma\u00e7\u00e3o (resumo) de cada uma.<\/p>\n<p>Redemptor Hominis (04 -03-79). O Redentor do homem, Jesus Cristo, \u00e9 o centro do cosmos e da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Dives in Misericordia (30-11-80) \u00abDeus, rico em miseric\u00f3rdia\u00bb, \u00e9 Aquele que Jesus Cristo nos revelou como Pai e que Ele, seu pr\u00f3prio Filho, nos manifestou e deu a conhecer em Si mesmo.<\/p>\n<p>Laborem Exercens (14-09-81) \u00c9 mediante o trabalho que o homem deve procurar o p\u00e3o quotidiano e contribuir para o progresso cont\u00ednuo das ci\u00eancias e da t\u00e9cnica, e sobretudo para a incessante eleva\u00e7\u00e3o cultural e moral da sociedade, na qual vive em comunidade com os pr\u00f3prios irm\u00e3os.<\/p>\n<p>Slavorum Apostoli (02-06-85). Os ap\u00f3stolos dos eslavos, santos Cirilo e Met\u00f3dio, permanecem na mem\u00f3ria da Igreja a par com a grande obra de evangeliza\u00e7\u00e3o que realizaram.<\/p>\n<p>Dominum et Vivificantem (18-05-86). A Igreja professa a sua f\u00e9 no Esp\u00edrito Santo, como n\u2019Aquele \u00abque \u00e9 Senhor e d\u00e1 a vida\u00bb.<\/p>\n<p>Redemptoris Mater (25-03-87) A M\u00e3e do Redentor tem um lugar bem preciso no plano da salva\u00e7\u00e3o, porque, \u201cao chegar a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido duma mulher (\u2026)\u201d.<\/p>\n<p>Sollicitudo Rei Socialis (30-12-87) A solicitude social da Igreja, que tem como fim um desenvolvimento aut\u00eantico do homem e da sociedade, o qual respeite e promova a pessoa humana em todas as suas dimens\u00f5es, manifestou-se sempre das mais diversas maneiras.<\/p>\n<p>Redemptoris Missio (07-12-90) A miss\u00e3o de Cristo Redentor, confiada \u00e0 Igreja, est\u00e1 ainda bem longe do seu pleno cumprimento.<\/p>\n<p>Centesimus Annus (01-05-91). O centen\u00e1rio da promulga\u00e7\u00e3o da Enc\u00edclica do meu predecessor Le\u00e3o XIII de veneranda mem\u00f3ria, que inicia com as palavras Rerum novarum, assinala uma data de import\u00e2ncia relevante na hist\u00f3ria presente da Igreja e tamb\u00e9m no meu pontificado.<\/p>\n<p>Veritatis Splendor (06-08-93). O esplendor da verdade brilha em todas as obras do Criador, particularmente no homem criado \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus<\/p>\n<p>Evangelium Vitae (25-03-95). O Evangelho da vida est\u00e1 no centro da mensagem de Jesus.<\/p>\n<p>Ut Unum Sint (25-05-95). Ut unum sint! O apelo \u00e0 unidade dos crist\u00e3os, que o Conc\u00edlio Ecum\u00e9nico Vaticano II reprop\u00f4s com t\u00e3o ardoroso empenho, ressoa com vigor cada vez maior no cora\u00e7\u00e3o dos crentes.<\/p>\n<p>Fides et Ratio (14-09-98). A f\u00e9 e a raz\u00e3o constituem como que as duas asas pelas quais o esp\u00edrito humano se eleva para a contempla\u00e7\u00e3o da verdade.<\/p>\n<p>Ecclesia de Eucharistia (17-04-03). A Igreja vive da Eucaristia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nova enc\u00edclica<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-6284","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6284","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6284"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6284\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6284"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6284"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6284"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}